domingo, 31 de julho de 2011

Viajando pelo mundo do Southern Rock


O Southern Rock é um dos gêneros mais belos do Rock. Nunca me aprofundei e conheci sua história perfeitamente, mas listarei grandes bandas que sempre gostei.

Acho que bastante gente sabe que o estilo se desenvolveu no sul do Estados Unidos com grandes influências do Blues e o Country. O termo só se generalizou nos anos 70, mas podemos perceber bandas que fizeram o estilo nos anos 60, além de incorporar outros tipos de som. Um exemplo é o Creedence que sempre incorporou um grande dom musical. Os irmãos Forgety fizeram sucesso desde a década de 60 até atualmente com o clássico " Have You Ever Seen The Rain ? ". Outro grande exemplo foi a The Band que é considerada uma pérola para muitos.

Quando chegou os anos 70 o mundo viu clássicos surgirem. E viu certamente as duas bandas mais famosas  do termo. The Allman Brother Bands e Lynyrd Skynyrd.

O Brother Bands surgiu em 1969 e trazia os irmãos Allman. Duane Allman e Gregg Allman fizeram o gênero se fortalecer. Em 71 eles lançaram seu disco mais aclamado, At Fillmore East,  no mesmo ano da morte de Duane. Duane Allman foi um guitarrista ótimo, ele foi um daqueles caras que foram o percussor do famoso " Slide ". Seus solos na banda era demais, e o Southern sempre juntou o que o Blues - Rock fazia de melhor.

Hoje a banda segue firme e forte.


" Allman Brother Bands em um ensaio fotografo no lançamento de At Filmore East "

Um ano depois do Brother Bands chegar ao mundo, o grupo mais famoso e adorado por todos também chega. O Lynyrd Skynyrd.

O Skynyrdy foi formado por Ronnie Van Zatt, e sua formação clássica continha três ótimos guitarristas, um baixista, um baterista e varíos vocais de apoio. Seu primeiro disco é um clássico e uma obra - prima. De cara conquistou o público jovem e deu força ao Southern crescer mais ainda no cenário musical.

As baladas da banda conquistou o mundo. " Simple Man ",  "Tuesday's Gone ", " Free Bird " e entre outras estouraram nas rádios, e isso deu força ao Allman Brothers voltar as rádios e abriu as portas para outras bandas de qualidade iniciar sua caminhada. Tudo ocorria bem, o Skynyrd estava lançando grandes discos e havia tendo até então uma grande carreira. A gota d´agua foi " Sweet Home Alabama ". Considero a música um HINO do Southern e do Rock N Roll, acho que dessa música que sai aquela famosa frase " Lar doce lar ", ou existia antes ? Não sei !

Em 1977 a banda estava em um ponto alto da carreira, mas tudo acabou com um horrível acidente. O avião apresentou problemas e acabou caindo. Ronnie Van Zant, Leon Wilkeson, Billy Powell, Steve Gaines, o manager e os pilotos faleceram naquele dia terrível e cruel para a música. O baterista da formação clássica Artimus Pyle foi o único sobrevivente e narrou aquele fato em uma de suas entrevistas, disse que viu Van Zant voando longe e seus companheiros morrendo em seus braços. É uma coisa horrível, a mesma coisa com o Mamonas Assasinas, eu me arrepio só pensar nessas coisas.

O Skynyrd seguiu em frente com Johnny Van Zant, irmão de Ronnie. E até hoje a banda segue seus triunfos. O Lynyrd Skynyrd sempre foi uma banda talentosa e quem sempre mereceu ser tão reconhecida assim. Em homenagem a todos daquele acidente.



O Southern Rock estava ganhando força, ínumeras bandas saiam de suas cidades para conquistar o mundo. Um bom exemplo e não tão conhecida assim é o Marshall Tuker Band. Grande banda que quando você ouve, é nítida a sensação da nata do Southern. Formado em 73 a banda foi uma das percussoras e brilhou com a linda música " I Cant You See " que até hoje eu não conso de ouvi - la.

Outra grande banda que todos devem ouvir é o Blackfoot. Fez sucesso no final da década de 70 com o álbum Strikes. Seu maior sucesso é a ótima " Highway Song " do mesmo disco. O Blackfoot sempre teve um ar de" sombrio ".

Podemos considerar o ZZ Top uma grande banda do Southern, e uma de mais sucessos. Dos anos 70 aos 80 eu sempre gostei de seus discos, e o que mais me agrada é Eliminator. O trio composto por Billy Gibbons, Dusty Hill e Frank Beard levaram muitos anos o nome do Blues - Rock e hoje é um dos trios mais legais do Rock N Roll.



O Southern Rock sempre foi um estilo que sempre me agradou. Foi criando sua identidade ao longo dos anos e acho um dos melhores gêneros do Rock. Influênciou, criou e renovou.

Espero muito a falar ainda desse gênero. Até o próximo post.

domingo, 24 de julho de 2011

5 discos que você deve ouvir do Aerosmith.


O Aerosmith vem ao longo dos anos cultivando uma legião de fãs e fãs no mundo todo. Mas no fundo, sentimos que a banda merece ter todo esse prestígio a sua volta. Do Hard Rock cru, seco e direto ao ponto dos anos 70 até as baladas mais pops cantadas na década de 90.

A banda é sem dúvidas importante porque fundiu, influênciou e inovou um estilo. O estilo muito bom de se fazer e ver esse negócio que o chamamos de Rock N Roll. Sem mais papo, vamos ver os 5 discos que você deve ouvir do Aerosmith na ordem de lançamentos de seus discos.

Aerosmith ( 1973 )


O primeiro disco do Aerosmith é muito bom. Mostrava muito bem que a banda trazia em si um Hard Rock muito fiel, e com uma postura de " Bad Boys ", muito usada pelo Guns N Roses muito tempo depois. A banda conquistou o mundo com os clássicos da bonita " Dream On ", canção obrigatória a cada show e a dançante " Mama Kin " que abre o lado 2 do álbum em uma grande maneira. Era  denominado por muitos críticos na época de uma banda Punk, estilo que a banda adota em bastante músicas de sua carreira.

Get Your Wings ( 1974 )


O segundo álbum do grupo traz a mesma medida do primeiro. Abrindo com o clássico da banda " Same Old Song and Dance", você ja deve ter ouvido o ritmo da música em algum lugar e talvez nunca soube que é dos caras, é usada em bastante aberturas de programas. A grande " The Lord Of The Rings " vem em seguida, antes das pérolas " Train Kept A-Rollin' " e " Seasons Of Wither ".  Com muita pegada o grupo chega em seus segundo disco. É muito bom ver o dueto da ótima voz rasgante de Steven Tyler e sensacional guitarra " suja " ao ponto de Joe Perry.

Obs : O primeiro álbum que a banda usa o famoso " alado " em seu slogan, e mais tarde é melhorado em outras capas de outros álbuns.

Toys In The Attic ( 1975 )


Em 1975 sai para o mundo inteiro seu terceiro disco. Embalado pelo seus dois primeiros, a banda precisava de mais clássicos, e Toys In The Attic respondeu a expectativa dos caras e dos fãs nas alturas. É mais um do grupo que faz a mistura do Punk com o Hard, trazendo sucessos como " Sweet Emotion " e "Walk This Away", esta última gravada em uma parceria com a banda de rap RUN DMC na década de 80. Vale a pena ouvir esse álbum.

Rocks ( 1976 )


Fechando o quarteto fantástico do conjunto, Rocks agradou muito. Começa com a viajante " Back In The Saddle " passando por " Rats in the Cellar ", canção no qual Tyler abusa da gaita, instrumento que vira essencial em músicas futuras, e terminando praticamente nos braços de " Like A Promisse ".

Pump ( 1989 )

Depois de alguns discos bons lançados como Permanent Vacation, Draw The Line o Aerosmith chega mais uma vez aos holofotes com Pump em 1989. O álbum é tudo o que o Aerosmith vinha juntando aos anos, com a pegada punk em " Young Lust " e " FINE ", o Hard Rock evidente no hit  chatinho  e  carinhoso ao mesmo tempo de " Love In An Elevator ", e as clássicas e lindas " Janie's Got a Gun " e " "What it Takes ". É um álbum excelente que eu recomendo muito vocês ouvirem e apreciarem essa pérola de Steven Tyler, Joe Perry, Joey Kreamer, Tom Hamilton e Brad Whitford.

Menção Honrrosa :

Get a Grip ( 1993 )

Quem gostar de baladas e algo mais pop do Aerosmith eu recomendo Get a Grip. É a partir desse momento, em 1993 que a banda passa a fazer baladas melosas, prontas para conquistar mais o público feminino. É ruim ? De jeito nenhum, a balada e ótima " Crazy " esta presente, com a voz inconparável e a gaita de Steven Tyler, a cozinha de Kreamer e Tom Hamilton e as guitarras de Perry e Brad.

Permanent Vacation ( 1987 )

Antes de lançar o ótimo Pump, saiu Permanent Vacation, outro bom disco do grupo. Sem muito o que falar dele, é de uma forma ao menos de ser fiel ao seus primordios. Com a famosa " Dude (Looks Like a Lady " e a balada " Angel " o álbum é muito bem sucedido, além de conter um cover dos Beatles, a faixa " I Down ".

Você ao menos deve conhecer essa grande banda. Veja Sweet Emotion em uma versão sensacional em um show.



É isso ai, até a próxima lista e entrem para esse movimento da imagem abaixo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Hard no ritmo do Rock - Final


Nossa querida série Hard no ritmo do Rock acabou e queria agradecer a todos que acompanharam de perto essa longa história sobre o Hard Rock ao longo dos anos.

Nem todas as bandas foram faladas e discutidas, mas pude transmitir grandes bandas que fizeram parte dessa história. Hard no ritmo do Rock teve mais de 1000 visualizações em todo seu conjunto.

Confira cada post no link abaixo :

Hard no ritmo do Rock

Fico feliz de quem tenha gostado. E agora fique com a nossa playlist especial.


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Até a nossa próxima série pessoal.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Hard no ritmo do Rock - Parte 9


Eai ? Tranquilos ?

Hoje trarei Hard no ritmo do Rock - Parte 9, nosso penúltimo post da série. O post será especial, e vou falar de bandas de Hard Rock brasileiras, revigorando e divulgando nosso Rock Nacional aqui no blog.

Como falamos durante toda a série de bandas consagradas e internacionais, nada melhor que prestar uma homenagem a bandas do território brasileiro. A maioria não chegou ao seu estrelato, mas não significa que não podemos conhece - la, afinal, o Hard Rock e o Heavy Metal nunca foram o forte do Brasil durante as décadas.

A paixão do brasileiro pelo Rock sempre foi muito grande, guardamos uma legião gigantesca de fanatismo pelo Rock. Com a chegada do Rock In Rio em 1985 tudo aquilo ganhou mais peso, em especial nos anos 80, que também teve a presença de Legião Urbana, Cazuza, Barão Vermelho e entre outras.

Nos anos 70 foram os pioneiros, como Made In Brazil, Secos e Molhados, Os Mutantes, nosso poeta Raul Seixas e entre outros. O Rock Nacional foi forte nas décadas de 70 e 80, tivemos bandas que podemos classificar de " ROCK " e dos bons. Quem falar que o Brasil não fez Rock N Roll esta muito enganado !

Começamos com a banda "Platina". Formado no começo dos anos 80, a banda teve um reconhecimento mais precisamente na metade da década com o disco " Baratos e Afins ", na verdade mais como um EP. O Platina era a pura cara do Hard dos anos 80, só que na versão brasileira. O grupo pega o Hard Rock com bastante inflências de Whitesnake, Van Halen e outras pérolas.


Formado por Daril Parisi na guitarra, os irmãos Andria na voz e baixo, e o baterista Ivan Busic, a banda só foi completa quando Sérgio Semam completou o grupo, que passou de Prisma para Platina. O Hard Rock brasileiro nunca teve seu espaço no cenário do Rock Nacional, eu particularmente nunca gostei do Hard Nacional, a sonoridade pode ser boa, como o Platina faz, solos bem elaborados de guitarra, uma cozinha bem fiel, mas as letras são bem fracas. O Platina não passou daquele EP e teve vida curta. Cada um seguiu sua carreira, uns se juntaram ao " Ultraje a Rigor ", ao Wander Taffo e entre outros. O Hard Rock vai ser grande um dia no Brasil ? Espero.

A postura era uma das coisas que chamava atenção. Seguiam sempre os caminhos de seus ídolos. O " INOX " surgiu em 83 por Paulinho ‘Heavy’ Toledo na voz, Fernando Costa na guitarra, Sergis Capuano no baixo e um baterista que não deixou nome para aparecer em matérias. Depois foi substituído por Rolando Castelo Junior.

O INOX foi quase o mesmo caso do Platina, acabou cedo e morreu com um EP em suas mãos. Como uma banda de Hard dos anos 80, a banda gostava também de começar suas músicas com teclados como " Nuclear Attack ". Estava se preparando para uma grande turnê, mas morreu no caminho.

Diferente do INOX o " Golpe de Estado ", por enquanto, das citadas é a que mais fez sucesso das três, lançou inúmeros discos e ganhou o posto como a maior banda de Hard Rock Nacional. Como disse não sou fã do Hard Nacional e num gostei muito de seu som, mas presto minha homenagem.


Agora venho falar de um ótimo guitarrista chamado "Wander Taffo". Quando eu fazia aulas de guitarra, meu professor teve aulas com Wander Taffo, e ele me fez conhecer o guitarrista, que é muito competente. Wander Taffo é aquele termo " virtuose " brasileiro. Não sei exatamente suas influências, mas o som dele se assemelha bastante a nomes como Joe Satriani,  Yngwie Malmsteen e até Steve Vai. Depois de discos solos ele criou a " A banda Taffo " que é mais voltada ao Hard Rock.

Também vale conhecer " Rosa Tattoada ", conjunto representante do Rio Grande do Sul e " X - Rated ", banda carioca, ambos levando seu trabalho no começo da década de 90.

Bom, quem quiser conhecer bandas Hard Nacionais aqui esta meu acervo. Para escrever meu post e minha série fui inspirado pela série " Aqueles que ficaram para trás " escrito por  Ben Ami Scopinho que fez um post falando de bandas de Hard Nacionais. Veja aqui e confira um post mais completo porque o cara estudou mesmo e entende do assunto mais do que eu sobre essas bandas nacionais.

Um abraço a todos e até o próximo post.

terça-feira, 12 de julho de 2011

13 de Julho : O dia mundial do Rock.


Ta certo que todo dia é dia de Rock, mas hoje é especial. Pelo que sei, deve existir dia do Blues, do Reggae, da música, mas nunca vi um dia tão comemorado e que seja o centro das atenções como é o dia do Rock.

Porque 13 de Julho ?

13 de Julho de 1985 foi marcado pelo concerto do Live Aid. O evento foi organizado por Bob Geldolf e Midge Ure com o objetivo de além de proporcionar muito Rock, arrecadar fundos para a Etiópia,  país situado na Afríca.

Os shows aconteceram em diversos momentos, como no famoso Estádio Wembley na Inglaterra, ocorreu também no Estados Unidos e na Austrália, Rússia e Japão. O evento reuniu um público de mais de 1 bilhão em todo mundo, ligado em seus televisores.

O evento trouxe grandes nomes como Led Zeppelin, Queen, The Who, U2, Judas Priest, Phil Collins, Bob Dylan, David Bowie, Mick Jagger, Eric Clapton, Sting, Neil Young e entre outros nomes. Superou as expectativas e faturou ao todo mais de 200 milhões.


Live Aid foi sensacional, por isso vamos retomar a velha rotina de sempre e ouvir Rock N Roll. Afinal, o bom Rock nunca parou e nem vai pensar em parar.

Começando da derivação do Blues com Jazz e mais tarde com o Rockabilly, seus primeiros passos são muito tímidos nos anos 50. Os pioneiros como Bill Haley, Elvis Presley, Chuck Berry, Jerry Lewis e outros começam suas primeiras batidas, com aquele bom e famoso Rock dos anos 50.

Muitos dizem que o Rock N Roll começou em 56, quando Bill Haley fez a gravação de Rock Around The Clock. Considerado o primeiro Rock da história ! Vejam e entendam do que estou falando.


Muito diferente do que estamos acostumados hoje em dia. Rock Around The Clock explodiu nas rádios e depois começou a surgir novos músicos com a mesma proposta, e não é a toa que Elvis influênciou grande parte de rockeiros que viriam a fazer sucesso na década de 60 e 70. Mas ai a história é outra, os Beatles foram os caras que dividiram as águas, mostraram o que é o certo e o que é errado.

O termo foi se valorizando. Os Beatles mostraram o som, o The Who a explosão, Jimi Hendrix a guitarra, o Led Zeppelin mostrou o clássico, o Stones juntou com o Blues, e por fim o Sabbath mostrou o lado mais obscuro, o Heavy Metal. Temos que agradecer esses e muitos outros caras, que antigamente criaram uma nação.

Foi se desenhando através de gêneros e de estilos que marcaram época , desde o Punk ao Grunge. Os anos 50, 60, 70, 80 e 90 passam que nem vento, e junto com eles passam a lembrança de milhares fanáticos.

Hinos e gênios foram criados, e uma grande lembrança também.


Confira nossa playlist que seleciona 20 grandes clássicos do Rock e veja aqui o último post do blog sobre o dia mundial do Rock, 13 de Julho no ano passado.

Se possível comente e deixe sua homenagem também !

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 " Long Live Rock N Roll "

sábado, 9 de julho de 2011

Who´s Next, a incrível obra - prima do Who.


" Aqui fora nos campos
Eu luto pelas minhas refeições"

É assim que Roger Daltrey começa o melhor disco do Who e o maior clássico da banda.

Em 1969 o The Who tinha lançado Tommy , que foi muito bem aclamado pela crítica. Foi a primeira banda a criar a expressão " Ópera Rock ". Mas o conjunto estava há dois anos sem lançar um disco, e essa parada para um banda que tinha  o porte do Who poderia ser péssimo.

O guitarrista Pete Townshend tinha um projeto chamado Lifehouse, também a ser na época um provável filme. Mas acabou que Lifehouse foi para o buraco, e Who´s Next acabou sendo o restos desse projeto. Pete mostrou as demos desse projeto perdido e foi juntando com sua banda, que no final deu em um dos grandes clássicos do Rock. Dê um golpe de azar, virou um dos golpes mais bem sucedidos da carreira da banda.

É normal que depois de um bom disco a expectativa para o próximo é bem grande, principalmente de cada fã, que foi presenteado a altura dois anos depois de Tommy. Uma das bandas que conseguiram mostrar o que é o " ROCK" chegaram a grandes patamares.

Roger Daltrey, Keith Moon, Pete Townshend e John Entwistle nunca seriam os mesmos a partir de 2 de Agosto de 1971.


A bela "Baba ´O Riley" começa dando o ar de sua graça, a canção que é derivada a combinação filosófica e musical de Meher Baba e Terry Riley. Prefiro ouvir esse clássico em sua versão ao vivo, a banda toca de um jeito que faz dela brilhar mais do que brilha. As apresentações do conjunto sempre foram de tirar o folêgo.  

A ótima e contagiante " Bargain " vem adiante e te deixa querendo muito mais. " Love Ain't For Keeping",  "My Wife", composta pelo ótimo baixista John  Entwistle e "The Song Is Over" cantada pelo talentoso guitarrista Pete Townshend ( música que proporciona uma mistura de ser triste e melancólico, mas ao mesmo tempo ser um "ponto" alto ) são músicas que fazem você adentrar mais ainda no mundo da banda, já com a excelente e bonita "Getting In Tune" nem se fala.

" Going Mobile " vem logo depois e antecede a linda " Behind Blue Eyes " cantada com louvor por essa voz maravilhosa que é de Roger Daltrey. A música guarda muito mais do que apenas olhos tristes, só que muitos anos depois, foi copiada injustamente pela banda Limp Bizkit. Só para falar, esse clássico é do grande The Who e não dessa banda, que cansei de ver eles falando que é deles e vendo esses fãs cantando e dançando sem saber que há mais de 30 anos atrás já fazia muito sucesso.

Para encerrar o disco, a dançante  "Won't Get Fooled Again " encerra com chave de ouro esse maravilho álbum feito pelo The Who.



Who´s Next teve e tem uma grande importância no mundo do Rock e da música. O Who foi uma banda brilhante. É incrível notar a sonoridade desse clássico, desde os gritos rasgados de Daltrey, passando por cada batida do excelente Keith Moon, o baixo distorcido de John até os ótimos solos e acordes de Townshend.

A banda sempre gostou de inovar, o uso de sintetizadores foram muito bem usados e explorados, deixando o som mais atraente. Sabendo buscar cada momento de explosão  e os momentos mais calmos, em que percebemos os músicos sentindo cada nota tocada.

Não podia deixar de falar sobre sua famosa capa. A banda sempre gostou de fazer uma capa que chamassem atenção, como a do disco The Who Sell Out, que leva uma capa muito esquisita. Mas também gostam de algo mais enigmático como as capas das Óperas Rock, Tommy e Quadrophenia. Na capa de Who´s Next esta os quatros integrantes ao redor de uma rocha, como se estivessem quando se acaba de urinar. O rochedo em questão simboliza a alienação a vida moderna. E sobre essa questão da alienação o grupo mostra seu medo, urinando.

É um disco produzido inteligentemente que o mundo pode prestigiar.  É sem dúvidas uma obra - prima. Uma paulada certeira que resultou um lugar na nossa lista dos 50 discos que você deve ouvir antes de morrer.

Abraços e até o próximo post.

Faixas :

1. "Baba O'Riley" – 5:00
2. "Bargain" – 5:33
3. "Love Ain't for Keeping" – 2:12
4. "My Wife" (Entwistle) – 3:41
5. "The Song Is Over" – 6:16
6. "Getting In Tune" – 4:50
7. "Going Mobile" – 3:42
8. "Behind Blue Eyes" – 3:42
9. "Won't Get Fooled Again" – 8:32

"A canção terminou

Está tudo atrás de mim
Eu deveria saber disto
Ela tentou me encontrar"



Não votou ?
Ta esperando o que ?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Há 40 anos atrás uma poesia se apagava.



3 de Julho passou que nem vento, e nesse dia grandes fãs e admiradores da banda The Doors prestou sua homenagem ao seu grande vocalista e poeta Jim Morrison.

Há 40 anos atrás uma poesia morria. Morrison nasceu nos Estados Unidos e em 1965 já estava fechando com o The Doors. Mas sua meta mesmo foi alcançada em 67 quando ouviu pela primeira vez o clássico “ Light My Fire “ nas rádios americanas. Mesmo não querendo que as produtoras encurtassem os clássicos da banda, a sede insaciável de reproduzir os Doors nas rádios eram muito grande.

Não só foi a meta de ouvir uma música do qual compôs e cantou na rádio, era o disco de estréia da banda alcançando patamares gigantescos na historia do Rock. Depois a bela e sombria “ The End “ começa a dar seus primeiros passos no mundo, além da contagiante “ Break On Through “.

Sempre fascinado por poesia, Morrison era aclamado pela critica por ser um poeta do Rock. Para muitos foi o primeiro a fazer o estilo. Cada letra que cantava tinha algo a transmitir, umas sobre amor, outras sobre morte, gloria, ódio e tudo que o cercava durante o tempo que vivia.

E não fez só a expressão “Poeta Rock “. Criou um estilo que é o clássico dos rockeiros, calça de couro e uma jaqueta. Jim e os Doors criaram um novo jeito de criar e ver as coisas. Naquela época os Beatles já não eram tão atacados pelas fãs , Morrison também era alvo e a cada lugar que ia tinha seu casaco rasgado ou um arranhão em seu pescoço.


" Jim Morrison e o Doors. Uma grande banda com uma qualidade imensa "

Considerado a “ contra – cultura “ da época, qualquer televisão na época tinha insegurança e ao mesmo tempo desejo de mostrar Jim e os Doors na televisão. Morrison não sabia dosar palavras, sempre polêmico. Talvez hoje ninguém vê as palavras de Morrison polêmicas, eu pelo menos , dependendo da ocasião não. Mas eram outros tempos...

Chegou a ser preso em um dos seus episódios mais famosos, que bêbado fez atos não muito bons no meio de seu show, além de provocar um motim contra os policias presentes na apresentação.

Jim tinha um belo timbre e uma bela voz. Era dono de uma criatividade muito grande afirmava o tecladista e amigo Ray Manzarek, mas que também não conhecia o dono daquele limite. Todos podem falar que ele era louco e nunca se encontrava em perfeito juízo, mas também terá que falar de sua habilidade e talento musical.


“ No cinema deixou um filme. HWY: An American Pastoral é o filme em que o músico estrelou “

Com o The Doors, Morrison estava em seu sexto disco, e certamente se preparando para uma possível carreira solo. Depois de um certo momento de sua carreira, foi exilado em Paris. Descobriu uma cidade no qual amou pela primeira vez que a viu. Passou um tempo por lá até que foi parado aos 27 anos na banheira de sua casa. James Douglas Morrison morre.

Até os dias de hoje sua morte envolve a crítica e os fãs do Doors. É um enígma que cerca o mundo do Rock. O laudo médico deu ataque cardíaco, mas muitos biógrafos e fãs alegam que foi por overdose e até assassinato. O famoso cemitério Père-Lachaise é o lugar onde o corpo se encontra, situado em Paris.

Ao certo nunca saberemos, alguém aqui já ouviu a “ A maldição do 27 “ ? Se sim sabe do que estou falando. Jimi Hendrix, Janis Joplin, Brian Jones e Morrison morreram aos 27 anos, todos praticamente na mesma época. Pode ser uma hipótese, por mais louca que seja. Mas não estamos aqui para debater sua morte e sim homenagear esse grande músico que há muito tempo nos deixou.

Há 40 anos atrás ele já dizia que queria o mundo.

“ Queremos o mundo e o queremos...agora “

Jim Morrison

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Rock e suas pérolas.


Quando se é um Rock Star ( esse termo tão feio ), você esta sujeito a tudo. A todos os tipos de situações, compromissos e momentos. O Rock guarda em seu baú muitas pérolas, umas vistas outras não. Esse post é a pura "cara" que eu estou sem criatividade para escrever algo.

Para dar uma descontraída, que tal ver alguns vídeos, histórias e imagens que viraram pérolas ao longo do tempo ?.

Aviso : Desculpe qualquer coisa, se não achar nada engraçado pode me xingar nos comentários. Porque é nítido de uma sexta - feira chata e morna o que um desocupado faz. No próximo post eu venho a falar alguma coisa que presta.

Começamos pelo nosso amigo Bruce Dickinson tomando um tombo em pleno show do Iron. Pelo menos soube lidar com a situação.



Vale a pene ver direito esse ! Clássico dos clássicos. Afinal, o que seria  esse post sem Ozzy ?.

Obs : Repare na cara de Ozzy quando percebe que é um morcego de verdade



Não é uma pérola do Rock, mas é sempre bom rever esse vídeo que envolve o rockeiro João Gordo. Não agüentei, rs.



Não se sabe se é montagem, mas se foi verdade, foi engraçado e esquisito
.


Fugindo um pouco dos vídeos, achei no site Whiplash algumas curiosidades bem engraçadas e legais de algumas lendas do Rock. Vamos lá :

OZZY OSBOURNE :

Nos meus anos de loucura, a Sharon, minha mulher, me acompanhava na turnê para evitar que eu cometesse adultério. Algumas noites, ela esperava por mim em nosso quarto de hotel. Uma vez, estava tão bêbado que esqueci da presença dela e quando uma japonesinha linda me cantou, pensei: Ca****o! Sexo com uma oriental gostosa é uma das minhas grandes fantasias, não vou deixar passar! Quando chegamos ao quarto do hotel, Sharon não perdeu tempo: nocauteou a japonesa com um gancho de direita. Acordei de manhã sozinho na cama e com um monte de brochuras dos Alcoólicos Anônimos do meu lado.

ANGUS YOUNG

Há muitos anos, quando Bon [Scott] era nossa vocalista, nosso empresário teve uma "idéia brilhante" de contratar atores que se passariam por policiais e nos "prenderíam" no palco. Infelizmente, isso foi feito em um show em Sydney [Austrália], na frente de fãs fiéis do AC/DC que começaram a fazer tumulto assim que a "polícia" subiu ao palco. Minutos depois, a força policial verdadeira chegou para controlar a confusão. Infelizmente, não conseguimos diferenciar os policiais verdadeiros dos falsos. Bon pensou que estava insultando os policiais de mentira, mas estava mexendo com os de verdade. Um dos policiais deu ordens a seus "colegas", que, na verdade, eram os atores! Fiquei dando risada, o que os policiais de verdade não gostaram. Resumindo: caos total.

ROLLING STONES

Outro momento legal foi no início dos anos oitenta. Estávamos usando drogas no camarim quando, de repente, o gerente da turnê colocou a cabeça na porta e disse: “A polícia [The Police] está aqui!” Caraca! Entramos em pânico e jogamos as drogas na privada. Daí, Sting, Andy Summers e Stewart Copeland [do Police] adentraram pela porta.

Haha, foram boas.

Mas agora, imagine no alto de um castelo um dragão faminto pondo em perigo a linda vida de uma linda princesa ?.

Os cavaleiros representados por diversos gêneros do Rock vão tentar salva – la.


HEAVY METAL:

O protagonista chega no castelo numa Harley Davidson, mata o dragão, enche a cara de cerveja com a princesa e depois transa com ela. Posteriormente se separam quando ela descobre que ele transou com uma groupie.

METAL MELÓDICO:

O protagonista chega no castelo num cavalo alado branco, escapa do dragão, salva a princesa, fogem para longe e fazem amor.

DEATH METAL:

O protagonista chega, mata o dragão, transa com a princesa, mata a princesa e vai embo

GRUNGE:

Chega drogado, escapa do dragão e encontra a princesa. Conta para ela sobre a sua infância triste. A princesa dá um soco na cara dele e vai procurar o protagonista Heavy Metal. O protagonista grunge sofre uma overdose de heroína.

ROCK N'ROLL CLÁSSICO:

Chega de moto fumando um baseado e oferece para o dragão, que logo fica seu amigo. Depois acampa com a princesa numa parte mais afastada do jardim e depois de muito sexo, drogas e rock n roll, tem uma overdose de LSD e morre sufocado no próprio vômito.

PUNK ROCK:

Cospe no dragão, joga uma pedra nele e depois foge. Pixa o muro do castelo com um "A" de anarquia. Faz um moicano na princesa e depois abre uma barraquinha de fanzines no saguão do castelo.

EMOCORE:

Chega ao castelo e conta ao dragão o quanto gosta da princesa. O dragão fica com pena e o deixa passar. Após entrar no castelo ele descobre que a princesa fugiu com o protagonista Heavy Metal. Escreve uma música de letra emotiva contando como foi abandonado pela sua amada e como o mundo é injusto.

PROGRESSIVO:

Chega, toca um solo virtuoso de guitarra de 26 minutos. O dragão se mata de tanto tédio. Chega até a princesa e toca outro solo que explora todas as técnicas de atonalismo em compassos ternários compostos aprendidas no último ano de conservatório. A princesa foge e vai procurar o protagonista Heavy Metal.

HARD ROCK:

Chega em um conversível vermelho, com duas loiras peitudas e tomando Jack Daniel's. Mata o dragão com uma faca e faz uma orgia com a princesa e as loiras.

GLAM ROCK:

Chega no castelo. O dragão rí tanto quando o vê que o deixa passar. Ele entra no castelo, rouba o hair dresser e o batom da princesa. Depois a convence a pintar o castelo de rosa e a fazer luzes nos cabelos.

Existem muitas outras histórias, destaquei algumas delas. Também do site Whiplash.

E para terminar, nada melhor com essa imagem. O papa reverenciando o nosso bom Rock.

Abraços.

QUE HORROR !

Todos artigos são publicados por Guilherme M, exceto onde os autores são citados