sexta-feira, 27 de abril de 2012

Roger Hodgson - São Paulo ( 2012 )


Nessa quinta fui no show de um dos integrantes de uma das maiores bandas de Rock que já tivemos, o Supertramp. Roger Hodgson pronunciado como gênio criativo antes de começar sua apresentação fez um show memorável na Via Funchal, dia 26/4/2012.

Gosto muito de seus trabalhos e fui mesmo para acompanhar meu pai, grande fã do grupo desde sua criação. Retribui um favor que estava devendo a muito tempo, levei ele ao um show de Rock, e acabei lembrando dos tempos em que ele me levava para assistir alguns de meus ídolos.

A casa encheu rápido e quando o músico subiu ao palco vi como o cara é bom. Hoje, com 62 anos de idade mostrou sua banda competente que fez suprir a falta de dois outros magos do supertramp, o pianista Rick Davies e o showmen, multi - instrumentista John Helliwell.


" O eterno Supertramp "

Sobre um palco bem montado ao lado de bonitas palmeiras Roger começa com " Take The Long Way Home ", e logo de cara seu piano já me emociona. " School " maravilhosamente tocada idêntica a versão de estúdio arrepiou os fãs por inteiro e quando chegou os assobios de "  Sister Moonshine " o público já havia ganho a noite. Sem contar com " Hide In Your Shell " do eterno Crime Of The Century de 1974.

Logo mais somos presenteados com os clássicos " The Logical Song " e Breakfast America ". A essa altura já estava com um buque de flores encima de seu piano dado por uma fã, sendo assim, não perdeu um minuto de carisma, elogiou os fãs sempre bem humorado. Após mais algumas faixas, Hodgson e sua banda resolve encerrar com a bela " Dreamer ", " Give Little a Bit " e para acabar com chave de ouro, " Its Raining Again ".

Seria muito bem ver o Supertramp no palco, porque senti falta de " Bloody Well Right " e " Goodbye Stranger ", ambas cantadas por Rick Davies. Mas Hodgson matou a saudade de muita gente naquela histórica, épica noite de uma quinta - feira que para variar, estava chovendo.

sábado, 21 de abril de 2012

5 discos que você deve ouvir de Neil Young


Nascido no Canada, Neil Young ganhou o mundo com o excelente Buffalo Springfield que serviu de base para sua gloriosa e futura carreira solo. Começou sua jornada como Neil Young mesmo em 1969 e ao mesmo tempo junto com o projeto Crosby, Stills & Nash. Em uma carreira vitoriosa de lindos discos, a sua voz marcante a ao meio de solos furiosos, conheceremos cinco discos essenciais do músico.

Everybody Knows This Is Nowhere - 1969 


O segundo disco traçou seu destino. Era sem dúvidas uma banda de Rock, bem apoiada por um grupo chamado Crazy Horse e com um vocalista diferenciado pronunciado como Neil Young. É um álbum dançante e alegre, bem representado pelas grandes " Cinammon Girl " e " Down By The River ". O Folk Rock nunca foi tão grande na história da música.

Haverst - 1972 


O quarto álbum de sua carreira solo o consagrou de vez. Haverst é um de seus trabalhos mais bonitos, ele chega até ser melancólico de tanta dor e sentimento como ele cantas as faixas presentes. " Heart Of Gold " tem uma gaita que arrepia, sem esquecer de seu clássico " Old Man ". Neil Young já tinha sua identidade encontrada e o álbum é bem fiel ao seus antecessores. Destaque também para o Crazy Horse, sua fiel escudeira banda. 

Clássico...
Tonight's the Night - 1975 


Para mim, junto com Haverst é um dos meus álbuns preferidos. Tonight´s the Night é bonito do começo ao fim, sem excessões. A faixa titulo foi dividida em duas partes, e tem uma presença inesquecível assim como " Tired Eyes " e " Mellow My Mind ".  " Borrowed Tune " a mais bonita da bolacha faz um dueto incrível entre o piano e a voz de Young, essa música foi baseada em " Lady Jane " do Rolling Stones.

Zuma - 1975


Alguns meses depois do lançamento de Tonight´s the Night, Neil Young acaba lançando Zuma, um disco decisivo para sua carreira. Zuma acabou aumentando a distorção  e reduzindo um pouco as baladas. É maravilhoso, e a partir desse trabalho o cara começou a se consolidar como guitarrista, " Cortez The Killer "
é o que diga. O clássico vai aumentando e empolgando a cada minuto que passa, é assim que Zuma é classificado : Faz mover.


Freedom - 1989 


Essa já é uma fase muito diferente e avançada de Neil. Pela década de 80 ele foi aumentando a distorção e acabou ganhando notoriedade pelo seu timbre direto e furioso em suas guitarras. Freedom é ótimo, soa como uma critica social, econômica e política do músico. " Rockin´ In The Free World " e mais algumas ótimas pérolas fazem do álbum um marco no final da década.

Menção Honrosa :

Comes a Time -  1978 e After The Gold Rush - 1972 

Duas dentre muitas pérolas do músico na década de 70. Seus tempos de ouro foram também recompensados com After The Gold Rush, contendo inúmeras baladas lindas e Comes a Time, que não se perdeu da fórmula de emocionar seus fãs. 

domingo, 15 de abril de 2012

Todos escolhem seu caminho


É fato que todos nós escolhemos um caminho na vida, das pedras as flores ?  Você decide. Mas não estou aqui para fazer reflexões da vida e muito menos filosóficas. Inspirado por um dos assuntos que mais me chamou atenção nas últimas semanas, a sarjeta de Renato Rocha ( ex - baixista do Legião Urbana ), conheceremos alguns casos de músicos talentosíssimos que jogaram tudo o que tinham em mãos, fora.

Uma pena...

Renato Rocha entrou para o Legião Urbana em 1984 e já tinha passado por alguns bons grupos. O Legião é uma das poucas bandas que apresentam uma discografia impecável e viviam a famosa e conhecida mística de uma banda de Rock : Sexo, Drogas e Rock N Roll.

Renato Rocha foi demitido pelo outro Renato, o Russo,  que depois de algumas brigas e desendentimentos o laço entre os dois e também com Paulo Bonfá e Dado Vila Lobos se romperam. Rocha, depois do anúncio, logo se separou de sua mulher e acabou entrando na depressão com auxilio das drogas. Mas isso não impedia do músico largar sua carreira. Renato Rocha poderia muito bem entrar em um projeto solo, ou até mesmo formar uma nova banda. Hoje, anda perambulando pelas ruas do Rio de Janeiro.

A reportagem da Record trouxe de volta o nome do Legião e do baixista. Renato culpa os integrantes da banda e chega a tirar sarro. Olhando por esse lado, nós pensamos que Paulo Bonfá, Dado Vila Lobos e Renato Russo são culpados. Pela saída da banda sim, mas por ele estar nessa situação não.


" Como já dizia seu amigo e incompreendido Renato Russo : Nem foi tempo perdido "

Outro caso famoso foi o do Raimundos. Até hoje não entendo o que passou na cabeça do Rodolfo Abrantes quando deixou a banda.

O Raimundos também foi uma das grandes bandas nacionais que  tivemos . Quando falo que tivemos é porque para mim o grupo só existiu quando Rodolfo ainda estava no barco. Hoje, Digão ( na época guitarrista ) assume bem os vocais,  mas " Mulher de Fases " não é nada sem Rodolfo. 

Rodolfo deu duas justificativas : " Me tornei Evangélico e as drogas ditavam minha vida ". Saiu em 2001, quando a banda ainda se encontrava em seu auge. Lançou alguns discos evangélicos e até criou uma banda, o Rodox que traz traços de Rock, mas com um outro tipo de letra, mais como uma auto ajuda.  Atualmente segue com sua carreira cristã.

Eu concordo que Rodolfo deve jurar amor a Deus e a Jesus Cristo, não só ele, mas sim como todos nós. Mas ele poderia muito bem interligar os dois projetos, ter tanto o Raimundos quanto o seu grupo evangélico, longe das drogas.

Hoje eu fico me perguntando se o cara ainda canta as músicas do Raimundos ? Ele não sente saudades daquela época ?


" Rodolfo em uma apresentação do Rodox "

Agora do pessoal que jogou tudo fora por uma maldição. As " queridinhas ", elas mesmos, as drogas, sempre elas não ?

Janis Joplin, a eterna musa do Rock e do Blues morreu para virar uma lenda. Overdose de heroina, como é que pode um talento nato perder a vida tão cedo. Lembro que meu pai, até hoje, fica indignado com esses artistas. O caso que ele mais menciona foi o do gênio Renato Russo que não morreu de drogas, mas que teve belos anos de excessos que contribuiu com sua morte pelo vírus da AIDS.

Ainda se deparamos com Paul Kossoff que tinha o Free, " All Right Now " e Paul Rodgers em suas mãos. Também o ótimo guitarrista Tommy Bolin do Purlple e o baixo inconfundível de Sid Vicious que estava superando obstáculos do mundo da música e Punk com o grande Sex Pistols.

Não só foi as drogas, depressão também marcou  o Rock. Kurt Cobain e outros músicos largaram a vida com apenas um tiro. O caso mais recente foi de Ronnie Montrose, guitarrista que acompanhou Sammy Hagar no raro Montrose. Consagrado e em um ritmo mais calmo em sua vida, acabou se suicidando recentemente.

Apesar de todos esses talentos morrerem cedo, deixaram uma mensagem. A mensagem do Rock N Roll, pelo menos isso foi deixada para as gerações futuras. Concerteza com muito carinho.


" Kurt Cobain deixando suas mãos ao mundo "

Até a próxima !

terça-feira, 10 de abril de 2012

Lollapalooza - Brasil ( 2012 )


A cada ano somos presenteados com um grande festival em nosso território. No ano passado vimos de perto o Rock In Rio, que apesar de suas bolas foras, apresentou grandes bandas. E sem esquecer também do SWU, um concerto que vem crescendo a cada ano, não levando grandes nomes mainstream, mas arranca nossos aplausos com grupos competentes.

Esse ano o Lollapalooza ganha a vez. Sempre teve um prestígio durante as décadas, com presenças ilustres do Pearl Jam, Metallica, Red Hot, Smashing Pumpkins e muitos outros. O festival foi criado por Bill Graham, Perry Farrell ( vocalista do Jane´s Addiction ) e mais alguns empresários. Marcou a explosão do Rock Alternativo, despediu o Jane´s Addiction que tem uma história muito profunda com o evento, popularizou bandas, caiu e ressurgiu nos últimos tempos.

O Lollapalooza Brasil ocorreu em São Paulo, nos dias 7 e 8 do mês de Abril. O Jockey Club ficou pequeno para os dois dias que marcaram Foo Fighters, Joan Jett, Janes Addiction, Artic Monkeys e mais uma porrada de ótimos conjuntos, nacionais e internacionais.

7/4 - Primeiro dia

O primeiro dia foi movimentado, começou com Marcelo Nova relembrando seus bons tempos no Camisa de Vênus, e logo em seguida, uma banda que me agradou muito. O Cage Of Elephant subiu ao palco e fez tremer o chão, fazia tempo que não enxergava uma ótima banda de Grunge desde os tempos do Nirvana, Pearl Jam e Alice In Chains. O vocalista Matt Shultz sentiu cada momento e não perdeu um minuto de carisma e loucura. Analizando os dois discos lançados pelos caras, mostram que são competentes com músicas e uma pegada única. Mais que recomendável.

O Rappa também marcou sua presença. Fez um show descontraído, com essência e carisma. Falcão é um bom músico e no final foi bom ver o grupo voltando no cenário musical, executando seus clássicos. " Vinheta " foi inesquecível.


Joan Jett e sua voz inconfundível marcou presença no festival "

Ainda no dia acompanhei a excelente Band Of Horses, misturando Folk, Country e um ritmo acelerado de Alternativo. Gostei muito do som da banda, as pérolas que mais me chamaram atenção foram " Cigaretts, Wedding Bands ", tendo um refrão marcante e a doce " Marry Song ". Destaque para o guitarrista do grupo que chega a lembrar muito em questão de sua aparência física o grande Mike Rutheford, guitarrista do Genesis. Fizeram um show tímido, porém, grandioso.

Mas não tem satisfação maior do que ver a musa Joan Jett no auge dos sessentão ( precisava lembrar a idade ? ) levantar o público. Acompanhada pelos Blackhearts, grupo que seguiu a cantora boa parte de sua carreira fez um espetáculo marcante, desfilando com os hits " Bad Reputation ", o clássico das Runaways " Cherry Bomb " e o hino obrigatório " I Love Rock N Roll ".

Agora chegou a vez do Foo Fighters, que cada vez mais que ouço, mais eu gosto deles. Vou aprendendo aos poucos, e um fato decisivo para que Dave Grohl e cia me agradace foi sem dúvidas seu mais recente álbum, Wasting Light, lançado no final de 2011. Fizeram um show aos berros e aos carismas de Grohl, músicas bonitas e uma parceria com Joan Jett encerrando com chave de ouro. Excelente.


" Dave Grohl disse : Mais duas e chega ! Acabaram tocando cinco no bis "

8/4 - Segundo dia


O segundo dia eu já não fiquei muito por dentro, vi que o Arctic Monkeys fez um bom show, mas estou aqui mesmo para falar do Jane´s Addiction. Como citei no começo do texto, é um conjunto que tem uma certa história com o festival. O vocalista Perry Farrell e sua banda precisavam de uma despedida e o Lollapalooza caiu como uma luva para o Addiction encerrar suas peripécias em 1991. O show do grupo foi muito bom, Perry Farrell e Dave Navarro estão mais entrosados do que nunca. O momento mais empolgante foi o clássico " Jane Says ", que apesar de não ser tocada conforme os costumes, ganhou um belo arranjo.

E como de costume elegemos a melhor apresentação do evento. Para nós, Joan Jett fica com o prêmio, que além de destruir com os Blackhearts, subiu ao palco e tocou ao lado do Foo Fighters.



" Jane já dizia : I´m Gonna Kick Tomorrow "


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Em breve teremos um novo colaborador. É uma honra trabalhar com esse cara, Gabriel Albuquerque, que a tempos vem falando e divulgando nosso bom e velho Rock N Roll.

Twitter : 
@destroyercity
@rockysimpson

Até mais !

domingo, 8 de abril de 2012

Novo disco póstumo de Joey Ramone


Nesses últimos dias me deparei com uma notícia que me alegrou muito. O nosso poeta Punk Rock, Joey Ramone terá seu segundo álbum póstumo, que será lançado no dia 22 de Maio. Quem sai ganhando com isso somo nós, o músico vinha trabalhando antes de sua morte ( 2001 ) com demos e faixas que resultaram no ótimo Don´t Worry About Me, lançado em 2002.

O álbum trouxe seu nome de volta aos holofotes depois do fim do Ramones. A faixa título junto com o cover " What A Wounderful World " de Louis Armstrong fez o trabalho vender muito e agradar os fãs.

 No dia 21 de Abril, o single " Rock N Roll is the Answer " composta com ajuda do guitarrista dos Plasmatics, Richie Scotts, chega em uma edição ilimitada, durante a Record Store Day. Ya Know está sendo produzido por Mickey Leigh, irmão do músico.

A agora é só aguardar Ya Know e esperar seu resultado, vindo de Mr. Joey Ramone, coisa boa deve ser.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Pink Floyd - A origem da viagem ( Parte 1 )


A cada ano estrelamos uma série aqui no blog, e no ano passado o Hard Rock dominou em dez postagens. Tentei mostrar o universo do gênero através do Hard no ritmo do Rock, tendo mais de 1000 visualizações ( fora as não contadas ). A série desse ano vai ser de uma banda, resolvi trilhar o Pink Floyd que apresentou durante sua carreira uma história interessante, de altos e baixos, da queda de Syd Barret  ao auge de David Gilmour. 

Para fazer essa série, li bastantes entrevistas de músicos, amigos, alguns livros, revistas e meu conhecimento sobre a banda e seus discos. Sem dúvidas é umas das bandas mais importantes da história.

A origem da viagem

O Floyd foi fundado precisamente por Nick Mason, Roger Waters e Rock Wright. Mais tarde se juntou o guitarrista Syd Barrett, obrigando Waters a passar para o baixo, instrumento do qual o consagrou. A origem do nome é uma homenagem de Barrett aos bluseiros Pink Anderson e Floyd Council, juntando os primeiros nomes dos artistas. A banda trilhava em vários tipos de instrumentos, mas a loucura começa quando Barrett assume as composições da banda, sem esqueçer que na formação daquela época também contava com o guitarrista Bob Klose, que pulou do barco logo cedo. Pobre coitado !

Então estava formado : Roger Waters ( baixo e vocal ), Syd Barrett ( guitarra e vocal ), Richard Wright ( piano e teclados ) e Nick Mason ( bateria ).


" Ao lado esquerdo Syd Barrett e sua guitarrita, atrás na bateria Nick Mason e ao lado direito com seu baixo Roger Waters, em meados de 1967 "

A loucura começou...

Agora começa a prova para a banda. The Piper At The Gates Of Down é lançado em agosto de 1967 e o grupo manda ver no Rock Piscodélico, onde Syd Barrett apresenta letras de mágicos, conto de fadas, espantalhos, duendes e tudo o que passa na cabeça do músico. Muitos não preferem nem conhecer os primórdios do Floyd, preferem começar com The Wall e Dark Side Of The Moon e nunca abrir as portas para ver o que eles aprontaram no final da década de 60. Sobre a gravadora EMI, The Piper At The Gates Of Down agradou a crítica, é um disco bom, mas na minha opinião, naquela época haviam grupos que brilhavam mais com o Piscodelismo, como o Steppenwolf, Beatles, Jefferson Airplane e entre outros. 

Na queda terminou...

No mesmo tempo que os britânicos estavam ganhando o mundo, Syd Barrett dormia afundado nas drogas e a partir daquele momento estava " ausente " na banda. Ele conseguia compor e cantar algumas faixas, mas não aparecia nos shows, gravações e entrevistas, levando a desentendimentos com o restante do conjunto. A banda então chamou David Gilmour para suprir a falta de Syd. Guitarrista que tem talento de sobra, além de um ótimo cantor. Falaremos melhor de seus feitos, mais para frente.

Em abril de 1968 eles lançaram A Saucerful Of Secrets, que também trazia a frente o Piscodelismo. Percebemos solos melhores elaborados por parte de Gilmour e um piano de Wright dando indícios de um Rock Progressivo. Saucerful Of Secrets é bem parecido em relação a Piper At The Gates Of Down, também levando em conta que ambos conseguem ser obscuros em algumas canções.

No próximo post falaremos mais de Syd Barrett, sua saída, sua carreira solo e alguns encontros marcantes do músico com os integrantes do Pink Floyd.


Até a próxima e nossa nova série esta no ar !

Todos artigos são publicados por Guilherme M, exceto onde os autores são citados