sexta-feira, 31 de agosto de 2012

R.E.M - Da água para o vinho


Os americanos do R.E.M começaram a carreira em 1980. Passaram a década com bons discos na bagagem, como Murmur e Fables of The Reconstruction, mas foi no começo da década de 90 que eles celebraram seu auge. 

Se formos analizar os primeiros álbuns da banda, é aquele Rock Alternativo, com uma pegada Punk, bem semelhante ao inicio do U2, alguns anos depois. " Stand " e " Radio Free Europe " são marcantes músicas que transparecerá os primórdios do grupo.

Depois de três anos sem gravar, em 1991 saiu Out of Time, abrindo as portas para Automatic For The People. Era a consagração  do R.E.M, que durante esse meio tempo, chegou as paradas embalando a critica mundial. 

Out Of Time - 1991



Out Of Time é o meu preferido. Peter Buck ( Guitarra ), Mike Mills ( Teclado ), Michael Stipe ( Vocal ) e o ex Bill Berry ( Bateria ) estavam muito a frente de seu tempo, realizando uma obra divertida, critica, bonita e também triste. A bolacha começa com uma das melhores faixas de toda sua carreira, " Radio Song ", seguindo com uma das mais conhecidas, e umas das mais chatinhas, " Losing My Religion ", pórem, com uma ótima letra.

Se muitos arriscam que o R.E.M fez uma das músicas mais tristes de todos os tempos, porque não dizer que fizeram uma das mais alegres ? " Shiny Happy People " tem uma melodia que gruda na cabeça. Já " Texarkana " traz aquele rock dançante, com a ótima voz de Michael Stipe, sendo bem apoiado pelo guitarrista Peter Buck. E para fechar, um Folk Rock bem elaborado de " Country Feedback ".

Out Of Time é um grande trabalho feito por esse ótimo conjunto. Se quiser conhecer a banda, esse disco é a peça perfeita. 

Automatic For The People - 1992



Um ano depois do lançamento de Out Of Time, o R.E.M lançou Automatic For The People, outro discasso. Automatic se saiu muito melhor do que seu antecessor em todos os sentidos, em critica, aceitação, shows e outros aspectos. É o álbum mais emblemático da história da banda, com sua velha forma conhecida, alternando entre alegria e tristeza. Primeiro a melancólica " Drive ", para depois chegar a elegante " The Sidewinder Sleeps Tonite ". E se você já choramingava com algumas músicas do conjunto, o clássico " Everybody Hurts " supera qualquer uma que fizeram até então. O riff choroso da guitarra de Peter Buck acompanha a sutileza de Michael Stipe e o multi - instrumentista Mike Mills, deixando uma bela mensagem em uma bela canção. Logo mais se deparamos com boas pérolas, como " Ignoreland ", " Man on The Moon " e " Find The River ".

Automatic For The People é um álbum que você deve ter em sua casa, no seu computador, ou seja, em qualquer lugar.

Depois de 10 anos na ativa, a experiência soube trazer o auge para o R.E.M, que sem dúvidas tem tudo para alcançar sua atenção.

sábado, 25 de agosto de 2012

Agenda de Shows ( 6 )


Vamos saber quais são os principais shows desse segundo semestre de 2012 no Brasil. Dessa vez com muito mais conteúdo.

Megadeth


Comemorando os 20 anos de Countdown to Extinction, o Megadeth retorna ao Brasil em uma única apresentação. No dia 5 de Setembro, na Via Funchal, São Paulo vai balançar muito a cabeça com Dave Mustaine e cia.

Nazareth


Não poderia de deixar de citar o Nazareth, que com seu Rock cru e farofento dos anos 70, marcou só nove apresentações. Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro irão receber a banda. Caso caía perto ou na sua cidade, é mais do que recomendável você ir.

Slash


O guitarrista traz sua cartola e sua Les Paul para o Rio de Janeiro ( 2/11 ), Brasilia ( 4/11 ), São Paulo ( 6/11 ), Coritiba ( 7/11 ) e fechando em Porto Alegre ( 9/11 ). Além de trazer ótimas músicas de sua carreira solo, você poderá matar a saudade do Guns N Roses com alguns de seus clássicos.

Dream Theater


O Metal Progressivo consagrado pelo Dream Theater fará quatro apresentações. Em São Paulo ( 26/8 ), Porto Alegre ( 29/9 ), Rio de Janeiro ( 30/8 ) e Brasilia ( 1/9 ).

Rudy Sarzo


Atenção : O grande baixista Rudy Sarzo ( Dio Disciples, Animetal EUA e Tred , que passou por grandes bandas do cenário do Rock, irá se apresentar em uma única apresentação. No dia 27 de Setembro, São Paulo será a sortuda. 

BB. King


Em dois dias ( 5/10 e 6/10 ), São Paulo tem que parar para ver o que o Blues realmente é. BB . King e sua amada Lucille vem fazer emocionar, chorar, alegrar e o que mais importa : Sentir.

Scorpions  


Adiando a aposentadoria, os Alemães dominarão Belo Horizonte ( 10/9 ) e São Paulo ( 20/9 e 21/9 ). 

Imperdível.

Ramones 


Peraí ! Ramones ?

Não o Ramones que conhecemos inteiramente, mas sim CJ Ramone e Marky Ramones, que virão para o pais nesse ano. CJ ganhará São Paulo no dia 19/9 e Marky tocará no ABC Paulista, em São Bernardo do Campo, 20/10.

Quem estará por vir :


Outros shows : Suzi Quatro, Nasí, Wanted, Viper, Jeff Scott, Europe, Epica, Black Label Society, Nightwish, The Darkness, Linkin Park.

Obs : Consulte o site oficial da banda e do local. Informações podem ser alteradas. 

Até a próxima !

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Guilherme Pereira - Guitarra Nacional salva !


Músico Profissional, Guitarrista, nascido na Cidade de Florianópolis, Estado de Santa Catarina, Brasil, em 06/09/1978, iniciou na música no ano de 1990 com apenas 12 anos. Já trabalhando profissionalmente a partir de 1992 com artistas consagrados na America do Sul como Ricardo Graça Mello (Sobrinho de Guto Graça Mello produtor musical Rio de Janeiro), Marcelo Nova (Camisa de Venus), Atila Ardanuy (Anjos da Noite), Luiz de boni (O Terço) e Franklin Paolillo (Rita Lee Tutti frutti, o Terço, Marcelo Nova). 

Se apresentando com várias bandas do sul do Brasil e Gravando CDs, atualmente é guitarrista da Banda Fred Lee que nos últimos dois anos foi indicada como oficialmente a única banda a abrir a turnê sul americana de Joe Lynn Turner (ex- vocalista Deep Purple, Raimbow, Malmsteen). Guilherme Pereira conquistou a amizade e admiração musical e pessoal de Garry King baterista da banda de Joe Lynn Turner, que atualmente possuem trabalhos autorais e trabalhos profissionais no meio musical. No mês de março e abril Guilherme Pereira esteve na Europa e participou da feira internacional da musica na Frankfurt Music Messe e gravou cinco músicas com o baterista Garry King enquanto hospedava-se em sua casa/estúdio no sul da França.


Esses foram os feitos do ótimo guitarrista Guilherme Pereira, que por indicação de um grande parceiro, acabei conhecendo o som do músico. Guilherme lançou sua nova música, " Snakesun ", pela banda Fred Lee.

" Snakesun " foi gravada na França, sabe aonde ? No estúdio do vocalista Joe Lynn Turner ( Deep Purple, Rainbow ). O própio aproveitou para deixar sua marca, e seu baterista Garry King acabou ficando por conta da bateria da faixa.  Olha só a moral do cara ?.

Caso tenham gostado, indiquem e divulguem a guitarra nacional. Ta ai a prova que tem muita sonzera boa por ai. Tenho certeza que muitos irão gostar, porque é Rock N´Roll sem erros.


Site :


Email :

guilhermefp6@gmail.com

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Caso encontrarem mais talentos, é só mandar

Até a próxima !

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Brothers Of Brazil - Quem disse que o Rock anda mal ?


Os irmãos Supla e João mais uma vez se mostraram competentes no que fazem. Eles estão com o Brothers Of Brazil desde 2007, se apresentando mais para o mundo afora do que no Brasil. No meio de todos esses anos, juntaram - se  turnês nos Estados Unidos, Inglaterra e boa parte da Europa. 

Mas o que me impulsionou a fazer um pequeno texto sobre eles, é seu mais novo recente trabalho, o EP " On My Way " que vem conquistando um grande público. A dupla lançou em 2009 o álbum Punk Nova que não chegou a ter um terço do que o EP lançado recentemente vem causando. 

Os dois são conhecidos por juntar o Punk e a pegada roqueira da bateria de Supla, com o estilo samba e bossa nova de João, misturado em um violão distorcido. A dupla consegue celebrar seu auge com mistura  de estilos, letras elaboradas e muitas vezes muito bem humoradas, como " Samba Around The Clock " ( Punk Nova ).

Influenciados pelos Beatles, David Bowie e todos aqueles que historicamente deixaram sua marca, a música " On My Way " tem tudo para ser um clássico. 

Faz tempo que o Rock Nacional não me chamava atenção. Mesmo que a influência do Tio Sam continua a predominar sobre as letras, vale muito a pena escutar os caras.


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Post também publicado em  Comissão do Rock

domingo, 5 de agosto de 2012

Felipe Cordeiro - Sintetizando a música do Pará



Um artista é um conjunto de uma série de fatores que lhe definem suas influências. Entre esses estão o meio e o tempo em que vive. O produtor, cantor e guitarrista Felipe Cordeiro absorveu a essência do seu estado natal, o Pará, e todas as suas facetas musicais, do Carimbó e da Guitarrada ao Tecnobrega e o Tecnomelody. E agora aproveita a popularização da sonoridade paraense para lançar o seu disco de estréia Kitsch Pop Cult.

Felipe absorveu todas as musicalidades do Pará, mas, devido à sua técnica e domínio dos instrumentos e do estúdio, não é um mero reprodutor de música regional. Todas as informações estão dentro dele e são interpretadas com sensibilidade e personalidade.

Não é mais um cosmopolita-regional fake, nem um bairrista inveterado. O músico passeia pelo suingue da guitarrada em ‘’Legal e Ilegal’’ e ‘’Lambada Com Farinha’’; adiciona um inédito bom gosto ao Eletrobrega e demais pororocas eletrônicas com ‘’Fim de Festa’’, ‘’Fanzine Kitsch’’ e ‘’Conversa Fora’’; repagina o Carimbó do mestre Pinduca em ‘’Fogo na Morena’’ e visita o pop alternativo em ‘’Café Pequeno’’ e ‘’Dias Quentes’’.

Kitsch Pop Cult é, enfim, uma síntese e uma poderosa arma para derrubar o preconceito com a música paraense, que vai mais além de Calypso e ‘’Ex-mai Love’’.  

200.000 mil acessos

Enfim, chegamos aos 200.000 acessos.

Obrigado a todos aqueles que nos seguem...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Randy Rhoads - A pessoa certa, no lugar certo


Los Angeles, 1980. Estava um dia exaustivo e lá estava nosso querido Ozzy esperando mais um músico para se apresentar. Há essa altura, ele já devia estar com suas cervejas em mãos, que não atrapalharia nem um pouco o que ele veria minutos depois. Diante de sua porta entrava um baixinho, magro, com cabelos loiros,  com sua Gibson Les Paul, segurando um amplificador pequeno. Era Randy Rhoads se apresentando na audição para a nova banda de Ozzy Osbourne.

Randy começou a afinar a guitarra e Ozzy já proclamava :

-  " O Show é seu "
- " Mas você nem me ouviu ? "

O Madman sentiu que era aquele guitarrista que o acompanharia em sua nova jornada, que ficasse marcada pela história do Rock. Logo depois se juntaram o baixista Bob Daisley e o baterista Lee Kerslake,  formado assim a Blizzard Of Ozz.


Um ano antes, Ozzy havia sido demitido do Black Sabbath, e os dois precisavam se reerguer na cena musical novamente. O Sabbath ganhou um anjo. Ronnie James Dio  fez junto com Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward o fantástico Heaven And Hell. Ozzy também ganhou o seu, na verdade dois. Sharon que na época era sua futura esposa e Randy Rhoads o talentoso músico que foi decisivo para que o vocalista tomasse as paradas. Já Rhoads, tinha acabado de sair do Quiet Riot, onde fez ótimos discos. Estava naquele dia de audição porque um baixista de uma banda de Los Angeles, Dana Strum ( Slaughter ) fez um teste para ser o baixista, e contou que Ozzy estava procurando também um guitarrista. 


É normal que a critica e boa parte dos fãs comparem os dois. Quem reinou na década de 80 ? Ozzy Osbourne ou Black Sabbath ? Isso não importa, o que importa é que os dois acharam o caminho para continuar a trilhar suas histórias.



" E assim estava formada a Blizzard Of Ozz. Ozzy , Randy Rhoads, Bob Daisley e Lee Kerslake "


Naquele mesmo ano saía para o mundo inteiro * Blizzard Of Ozz. A repercussão foi muito grande, principalmente pelo lado de Rhoads que era o prodígio e futuro da guitarra, segundo os principais jornais e meios musicais da época. O impacto que sua guitarra causou foi tão grande quando Jimi Hendrix colocou seus solos no histórico Woodstock e quando a meninada ouviu pela primeira vez " Eruption " de Eddie Van Halen. " Mr Crowley " traz um solo muito bom,  sem esquecer do riff contagiante de " Suicide Solution ", mas o auge fica mesmo com o clássico " Crazy Train ", desde sua introdução até seu solo. A técnica Two Hands ( Tapping ) era a mais importante característica e surpresas de Rhoads, que ficou conhecida mundialmente com Eddie Van Halen anos antes. " Crazy Train " foram uma das coisas mais malucas e divertidas que vi na minha vida.


Agora vamos pular o ano de 1980 e poupar os detalhes do disco e da época. Em 1981, o grupo lançou Diary Of a Madman. Realmente era inferior ao primeiro e clássico álbum, mas ainda sim, é uma paulada certeira, um puta disco. " You Can't Kill Rock and Roll ", minha preferida, é linda e se destacou como a primeira balada de Ozzy em sua carreira, além da faixa - titulo que tem um ar de de Rock dos anos 2000. A parceria Ozzy/Rhoads estava muito produtiva, porque Ozzy sabia fazer Rock, e Rhoads sabia fazer o Roll.

Nisso, a banda caiu na estrada. Fizeram uma turnê nos Estados Unidos para promover seu mais recente trabalho. Da até para escrever um livro de todas as coisas que aconteceram naquela épica turnê. Ozzy andava completamente sem rumo e descontrolado pelo abuso da bebida e cocaína. A cada a dia arranjava confusão, e Sharon ( seu anjo da guarda ) começou a deixa - lo pelado e esconder suas roupas para que ele não saísse do hotel. Mas ela não conseguiu impedir que ele mijasse em um álamo ( monumento oficial em homenagem a independência do Texas ) sendo que caiu em cana. Enquanto isso Randy Rhoads se dedicava a música. Ele tinha um professor que estudava música clássica com ele, e foi dai que saiu " Diary Of a Madman ", de uma inspiração de Mozart. E quando a faixa ficou pronta, pouco parecia Mozart.

Todos os shows era o puro caos : " A cada dia tinha um tipo de animal em nossos pés. Vai saber o que eles pensavam "  relembra Ozzy em relação aos seus fãs. E foi anos mais tarde que ele próprio morderia um morcego vivo e pararia na UTI. Naquela altura, Bob Daisley e Kerslake já estavam demitidos da banda, e no lugar deles foram contratados o baixista Rudy Sarzo ( companheiro de Rhoads e ex - Quiet Riot ) e o baterista Tommy Aldridge.


Ozzy dando um puxão de orelha em Rhoads : " Ainda quer ir para a Universidade ? Muleque !  "

Certo dia, Rhoads surpreendeu Ozzy :

-  " Não quero mais tocar Rock. Quero ir para a universidade "
- " Você está louco, estamos estourando. Sharon disse que Diary Of a Madman pode vender mais do que Blizzard. Não pode parar agora "
- " Mas é isso o que eu quero "

Ozzy não deu trela, disse que o guitarrista estava brincando e que isso fosse resolvido ao logo do tempo. E foi essa a última conversa que os dois tiveram, quando Ozzy decidiu ir dormir, carregado de Gim  ( bebida alcoólica ) na cabeça. Pensou que era apenas uma brincadeira, mas porque não poderia ser ?

Na manhã seguinte havia acontecido a tragédia. A banda tinha parado em um lugar perto de um pequeno aeroporto. O motorista do ônibus pegou emprestado de seu amigo um avião e decidiu dar uma volta. Sem esquecer do detalhe que ele era usuário de drogas e tinha sua carteira de habilitação vencida. Rhoads decidiu passear e acabou que o avião caiu e o matou na hora. Ozzy acordou sobre fumaça, gritos e muito choro, mesmo com sua forte ressaca, conseguiu salvar um cidadão.  Foi um dos momentos mais tristes da história do Rock junto com a tragédia do Lynyrd Skynyrd, alguns anos antes.

Randy Rhoads era puro talento, não usava drogas e não bebia, apenas tomava Coca - Cola e fumava. Era um músico totalmente dedicado, porque todos que tocavam com ele diziam que ele poderia muito bem incorporar outros tipos de instrumentos e gêneros, como de exemplo o Mozart que Ozzy presenciou e umas jans de Jazz que ele fez quando entrou para a banda.

É um dos poucos caras que eu gostaria de ver o que ele iria aprontar musicalmente se estivesse vivo. Em uma entrevista realizada naquela época, Rhoads, disse que gostaria que as pessoas o vissem como herói da guitarra. Ele morreu para virar um mito. Querendo ou não, é a pessoa certa, no lugar certo.

O Príncipe das Trevas sentiu o baque, não iria ter mais seu companheiro em suas costas, como eles costumavam fazer em cada apresentação. Disse que iria parar e nunca mais subir ao palco, e com o tempo foi se recuperando. Não teria novamente um Randy Rhoads em sua vida, particular e profissional. Mas como ele é abençoado, tudo foi se encaixando lentamente...



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* 50 discos que você deve ouvir antes de morrer
Todos artigos são publicados por Guilherme M, exceto onde os autores são citados