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Conheça a Revista Modern Age


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Conheça a Revista Modern Age (Música, Cinema e muito mais)

A revista digital Modern Age produz conteúdos de música, cinema, literatura, filosofia e demais assuntos que instigam o ser humano. Por ser digital, a revista propõe interação entre leitura e vídeo, ou seja, você pode ler a matéria e assistir vídeos que complementam a informação. 

Na segunda edição da revista, confira o especial sobre o guitarrista Jimmy Page, um olhar filosófico de como o filme Quase Famosos continua relevante, dicas para conhecer o universo de Game Of Thrones e muito mais. Leia abaixo.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Screaming Trees


Quando pensei em escrever esse texto, lembrei de um post que havia postado a um bom tempo. É como cuspir em estranho falava de minha crise de não ouvir novos sons e tentar orientar aqueles que estão entrando nessa " depressão " musical. Estava perdendo aquela ânsia de procurar coisas novas, e mesmo sendo um período passageiro, não é bom para qualquer fã de música e principalmente de Rock. Para quem não sabe, não consigo ouvir as mesmas bandas que ouvia antigamente. Sou fã declarado de Led Zeppelin, mas faz muito tempo que não ouço a banda. Não consigo mais engolir, e assim, vivo dependendo de músicas novas. Deixando bem claro que sempre gostarei de Led Zeppelin. Mas o meu auge com a banda, realmente se foi. E fico ainda mais tranquilo que Robert Plant depois de algum tempo não conseguia mais cantar em seus shows " Stairway To Heaven , que apesar de ser linda e um clássico, já deu o que tinha que dar.

E ai que entra o Screaming Trees, uma banda norte - americana formada em 1985. Ela faz parte do cenário alternativo do final da década de 80, tendo seu auge nos anos 90, perdurando até o começo dos anos 2000. Descobri eles recentemente, e ultimamente tenho ouvido bastante os caras. Mark Lanegan ( vocalista ), Gary Lee Conner ( guitarrista ), Van Conner ( baixista ) e Mark Pickerel ( baterista ) deixaram um excelente rastro na história do Rock. São três ótimos álbuns recomendadíssimos. O primeiro é Sweet Oblivion de 1991, o meu preferido, que conta com os destaques de " Nearly Lost You " e a balada " Dollar Bill ". Uncle Anesthesia também de 91 tem a presença da ótima pedreira de " Bed Of Roses ". Já Dust de 1996, " Sworn And Broken " é a melhor pérola.

O Screaming Trees terminou em 2000 e nem por isso deixou de ser marcante. Mark Lanegan é um grande vocalista, que deixou uma inconfundível marca. Recomendo a todos embarcarem na onda do Screaming Trees, onde certamente servirá de inspiração para procurar coisas novas ou velhas, mas que sejam extremamente boas.



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Minha falta de tempo vem me atrapalhando para deixar o blog atualizado. Mas dessa vez, conto com a colaboração de Pedro Sodré, que deixou sua marca nos três últimos posts do blog.

Aproveitem !

sábado, 15 de março de 2014

O poder da interatividade

No post passado, eu escrevi sobre a música independente, que nos tempos atuais, se tornou uma das melhores alternativas, senão a melhor, de lançar uma banda no meio musical, sem depender de gravadoras que interferem, na maioria dos casos, na forma como a banda faz seu som.

Estou publicando aqui no Destroyer um post que foi ao ar em junho de 2012, mostrando uma alternativa na qual o fã pode colaborar com o progresso da banda. Esse é o crowdfunding.


Antigamente, para uma banda se lançar na mídia, ela precisava ter um contrato com uma gravadora, esperar a música tocar na rádio e receber um apoio da mídia. Dessa forma, se os ouvintes gostassem, podiam comprar os CD´S/LP´S da banda nas lojas de discos, que hoje, estão quase em extinção.

Atualmente, por mais que ainda existam bandas que se utilizam das gravadoras para criar seus álbuns, o contato com o público é diferente, graças as novas tecnologias. Hoje uma banda tem mais chances de conseguir fãs com mais facilidade. É só colocar os vídeos no You Tube, compartilhá-los nas redes sociais, criar um blog etc. Mas aí vocês me perguntam: - Até aí tudo bem, mas como que a banda faz para conseguir dinheiro para fazer seus CD's? O processo de gravação não é muito caro?

Sim, se você clicar neste link você vai ter uma noção de mais ou menos quanto um músico precisa pagar para gravar. E mesmo que a banda possa utilizar outras alternativas, como a dos downloads pagos, porém, como um sonho, é poder ter seu próprio álbum em mídia física.

Uma outra opção é o Crowdfunding.


O que é crowdfunding?

Croudfunding que em português significa financiamento coletivo, é uma alternativa que tem sendo muito utilizada na atualidade, principalmente no mundo da música. Existem vários sites próprios para essa ação, inclusive alguns brasileiros como o Embolacha e o Queremos. Geralmente o crowdfunding funciona da seguinte maneira: a banda divulga quanto quer arrecadar para gravar seu CD e o internauta que quiser participar pode doar uma quantia em dinheiro para ajudar. O mesmo vale para os shows que o grupo planeja fazer. O internauta dá a sua colaboração e ganha o ingresso para assistir a apresentação. Vale lembrar que, se você é músico e está interessado em fazer um crowdfunding, é preciso se preparar direito para seu projeto dar certo. Clique no banner do site Crowdfunding Brasil e saiba, nesse post, o que você precisa fazer para que a sua iniciativa não falhe.

O site Crowfunding Brasil  é especialmente dedicado
ao financiamento colaborativo

Casos de crowdfunding no Brasil: 

- A Banda Mais Bonita da Cidade arrecadou R$5.396 para incluir a música Oração em seu CD. 135% do esperado.
- A banda Autoramas conseguiu R$ 14.562,03 para financiar o seu sexto álbum, o Música Crocante.
- Sem nenhum patrocinador para bancar a realização do festival Móveis Coloniais de Acaju Convida, uma banda brasiliense conseguiu arrecadar com o público os 30 mil reais necessários para a realização do evento

Outra modalidade similar ao crowdfunding é o crowdsourcing, um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet, segundo sua definição. O croudsorcing tem possibilitado vários projetos criativos, já que vários artistas tem solicitado a colaboração do público para compor músicas e videoclipes.



A banda Móveis Coloniais de Acaju, por exemplo, utilizou no clipe " Vejo em teu olhar ", várias fotos de fãs, pelo aplicativo Instagram. Através da hashtag, #instamoveis, o grupo propôs várias missões para o público, que consistiam em tirar fotos sorrindo, com poses diferentes, fotos de paisagens etc. O interessante é que as pessoas não sabiam o motivo pelo qual estavam participando e só quando o clipe foi feito é que o mistério foi desvendado. No site do #instamoveis estão todas as missões que foram propostas para os internautas.


Ficou curioso para ver o clipe? Veja abaixo:


quinta-feira, 6 de março de 2014

Apresentação: Pedro Sodré



Olá, pessoal do Destroyer!

É a primeira vez que eu participo do blog como colunista, mas conheço o Destroyer durante seus quatro anos de sua vida, aqui no Blogger, e também quando ele existia em outra plataforma. Conheci porque desde que eu comecei a entrar para esse "mundo dos blogs" eu tinha o Guilherme me acompanhando, comentando e sempre participando das minhas postagens, junto com o Matheus Assis, outro fiel leitor dos meus blogs. Esse último infelizmente perdi o contato, mas o Guilherme se tornou um grande amigo e parceiro aqui na blogosfera.

Como eles interagiam bastante, fazendo seus comentários, tive a ideia, ao lado dos dois, de montar um blog comunitário. Foi assim que surgiu a Comissão do Rock, um blog que fez tanto sucesso que foi promovido a site. Chegou a ser transformado até em portal, durante um mês, mas por conta de alguns problemas de relacionamento na equipe, o projeto não evoluiu mais e foi descontinuado. Nesse momento em que estou "sem teto", estou planejando, junto com os remanescentes da Comissão do Rock um novo site. Enquanto isso não acontece vou ser colunista aqui no Destroyer.

Estava comentando com o Guilherme que acho o Destroyer bastante autêntico. Nele você tem um espaço mais democrático para falar sobre suas preferências musicais, de uma forma bastante informal, o que faz o leitor ter uma aproximação e uma identificação maior com o conteúdo publicado pelo autor.

Como o Guilherme está precisando de uma ajuda para deixar o blog mais movimentado, por não possuir mais tanta disponibilidade atualmente, vim dar uma ajuda a ele. Em breve vocês verão mais conteúdo por aqui!

 Se quiserem saber mais sobre mim, cliquem na imagem abaixo para verem o meu post do quadro Meu Primeiro Contato Com o Rock, que foi ao ar pelo Destroyer e pela Comissão do Rock.


Visitem também a página É o fim, e eu me sinto bem

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

E bateu aquela vontade de ouvir #4

Elton John

Tumbleweed Connection de 1970 para mim é um dos melhores discos do Elton John em sua carreira. "My Father´s Gun" retrata como nenhuma outra música o auge do músico. 

Bateu aquela vontade de ouvir Elton John!



Simon & Garfunkel

Sem dúvidas de "The Sound Of Silence" é uma das músicas mais bonitas que já escutei na minha vida. De 1964, atravessou gerações e podemos afirmar que com certeza, jamais será esquecida. Não tem como passar vontade de ouvir esse clássico.



Ron Wood

Bateu aquela vontade de ouvir a guitarra de Ron Wood. O álbum I Feel Like Playing de 2010 é um dos melhores álbuns da carreira solo do músico e a faixa "Catch You" é uma ótima pedida.

Vê se larga um pouco do Rolling Stones e ouve essa obra prima.  


sábado, 11 de janeiro de 2014

É o fim, e eu me sinto bem


É o fim e eu me sinto bem é uma página do Facebook que tem a proposta de reunir o que aconteceu de melhor na história do mundo, caso o acabasse. A ideia é juntar música, cinema, humor, futebol, arte e opinião, com uma boa dose de saudosismo.

Peço a todos leitores do Destroyer que participem da página. Entre no seu Facebook, de um like e descubra a razão de viver.


A página foi criada por mim ( Guilherme M ) inspirada em um dos grandes clássicos do Rock : It´s End Of The World ( I Feel Fine ) do glorioso REM.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Foo Fighters - Learn To Fly

Não tinha como começar o ano melhor. " Learn To Fly " é uma das músicas mais divertidas do Foo Fighters. Confira abaixo, a faixa em show da banda realizado no famoso estádio Wembley, na Inglaterra ( 2008 ).

Isso é Rock N ´Roll !

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

50 discos dos anos 80 que você deve ouvir antes de morrer


É quase unânime que todo fã de Rock canonize a década de 80 em uma roda de conversa. Bandas mundialmente conhecidas como Queen, Guns N´ Roses, Aerosmith e algumas até mais desconhecidas como Badlands, Triumph e Midnight Oil sem dúvidas excitam qualquer roqueiro mundo afora quando o assunto é anos 80.

Há quem se engane que é papo vanguarda. Não precisa ser saudosista e viver a fase para experienciar tudo isso, afinal, o impacto dos lançamentos da época ainda reflete na geração mais jovem, que ao utilizar a internet como material de pesquisa, consegue ter tudo a disposição em um piscar de olhos. 

Essa lista especial é feita para vocês: roqueiros, saudosistas, jovens e acima de tudo, fãs de música que podem ampliar seu acervo musical sobre os diferentes estilos e gêneros que os anos 80 proporcionou.

A lista não tem como objetivo selecionar os melhores álbuns de todos os tempos. A vida proporciona muitas variedades e seria um pecado classifica-los. Embora seja tentador, a música não precisa disso. A ordem é aleatória!

Estou falando muito né?

Direto de uma das décadas mais produtivas da história da música e do Rock, conheça os 50 discos dos anos 80 que você deve ouvir antes de morrer:


Echo And The Bunnyman - Ocean Rain (1984) 



O álbum Ocean Rain da banda Echo And The Bunnyman é um clássico dos anos 80. O vocalista Ian McCulloch e o guitarrista Will Sergeant incrementaram uma linda orquestra que só reforçou a qualidade do conjunto. As faixas "Silver", "Crystal Days", "The Killing Moon", "Seven Seas" e "My Kingdom" são os destaques de um dos mais belos discos da década.

Pixies - Surfer Rosa (1988)




O Pixies ajudou a moldar a quebradeira existente na década de 90, o aclamado Grunge e o famoso cenário alternativo da época. Forte inspiração de Kurt Cobain (Nirvana) e Billy Corgan (Smashing Pumpkins) o disco traz uma excelente cozinha da baixista Kim Deal com o baterista David Lovering e uma ótima comissão de frente formada pelo vocalista Black Francis e o guitarrista Joey Santiago. As músicas "Gigantic" e "Where Is My Mind ?" são os maiores triunfos.

Nothing´s Schocking (1988) do Jane´s Addiction também teve sua contribuição para o movimento.

Dire Straits - Brothers In Arms (1985)



Os irmãos Knopfler chegaram ao seu maior disco depois de anos e anos na estrada. Da pegada de "So Far Away", passando pela devastadora "Money For Nothing", a  festiva " Walk Of Life " e terminando nos lindos versos da melancólica faixa-título, Brothers In Arms é maravilhoso do começo ao fim.

The Jesus And Mary Chain - Darklands (1987)



Jesus And Mary Chain é uma banda escocesa que por muito tempo se tornou a cara dos anos 80 com seu primoroso Rock Alternativo e Pós-Punk. Foi muito difícil escolher qual disco o representaria nessa lista. Psychocand (1985) e Automatic (1989) são muito bons, mas Darklands é lindo da primeira até a última faixa.

Fica a dica de ouvir todos.

Whitesnake - Slide It In (1984) 



Slide It In marcou a melhor fase de David Coverdale em sua carreira. Depois de alguns anos na Cobra Branca, o sucesso mundial se consolidou com essa pérola do Hard Rock oitentista. "Slow an´Easy", a épica "Guilty Of Love" e a minha preferida "Love Ain´t No Stranger" fazem desse álbum uma peça indispensável dos anos 80.

David Bowie - Scary Monster and Super Creeps (1980)



Após terminar a trilogia de Berlim no final da década de 70, David Bowie emplacou sua mais nova proeza. Um dos maiores álbuns dos anos 80 surgiu para iniciar uma nova era na carreira solo do músico. Parece que o cara juntou tudo de bom que aconteceu em sua discografia e fez um misto nesse clássico. "Up The Hill Backwards", "Ashes to Ashes" e a duradoura parceria com o guitarrista Robert Fripp fez do compacto o "último" de Bowie.

Tímido, mas impressionante.

Rolling Stones - Tattoo You (1981)



Os Stones já caminhavam para seus 20 anos de carreira quando Tattoo You foi lançado. Muitos dizem que a banda só foi bem sucedida na década de 70 e acredito fielmente que essa galera não chegou a ouvir esse excelente álbum. A maioria das faixas foram compostas na era de ouro dos caras e é impressionante ver como Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts se dão bem musicalmente até os dias de hoje. "Start Me Up " já diz tudo.

Bon Jovi - Slippery When Wet (1986)



Seria realmente loucura deixar esse ótimo álbum de fora. Depois de dois bons discos, Slippery When Wet popularizou o Bon Jovi de vez. Jon Bon Jovi e Richie Sambora começavam ali um casamento perfeito. Prova disso, são as clássicas "You Give Love a Bad Name", "Wanted Dead Or Alive" e "Livin´ on a Prayer".

Black Sabbath - Heaven And Hell (1980)



Em 1979 o vocalista Ozzy Osbourne saiu do Black Sabbath. Tanto Ozzy quanto o Sabbath estavam em um poço sem fundo e precisavam se salvar. Ozzy ganhou seu salvador e o Sabbath também. Ganhou Dio, que depois de se reunir com Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward colocou o nome da banda nas paradas novamente. Heaven And Hell superava qualquer trabalho de Dio até então e é indispensável no mundo do som pesado. Ele é arrasador de "Neon Knights" a "Lonely Is the Word ".

"Die Young" mostra porque é maravilhoso.

Dio - Holy Diver (1983)



Holy Diver é o primeiro álbum solo de Ronnie James Dio depois de uma carreira gloriosa a frente do Elf, Rainbow e Black Sabbath. Poucos músicos tiveram a oportunidade e a competência de trabalhar em grandes bandas como essas. Com a ajuda de Vivian Campbell (Guitarra) e Vinny Appice (Bateria), Holy Diver  se tornou em pouco tempo um clássico da década. 

Journey - Escape (1981)



O Journey foi o maior simbolo do AOR Rock na década de 80 e elevou como ninguém o gênero com o excelente Escape de 1981. A melhor fase da banda sem dúvidas é caracterizada com "Open Arms" e a sonhadora "Don´t Stop Believin".

Thin Lizzy - Renegade (1981)


Em 1981 o Thin Lizzy enfrentava uma dura crise. Phil Lynott se encontrava em uma forte depressão, Scott Gorham afundado nas drogas e a banda desacreditada pela imprensa musical. O penúltimo álbum do conjunto, Renegade, aparentemente não causou nenhum impacto no mundo, exceto para os fãs mais fervorosos. O disco como um todo é ótimo, porém, muito pouco reconhecido. "Angel Of Death" é a faixa mais pesada da história da banda com o uso de sintetizador, "Renegade" é ótima e "Leave This Town" continua com a pegada Punk setentista dos irlandeses misturado a inconfundível vozes de guitarra que vinha desde de Gary Moore no grupo.

The The - Soul Mining (1983) 



Soul Mining sem duvidas é o melhor álbum que representa o The The. Formado em 1979, o grupo multimídia liderado pelo talentoso Matt Johnson fez um Rock Experimental, New Wave e Dance Rock que conquistou muita gente naquela época. "Uncertain Smile " e a minha preferia "This Is The Day" fazem dele uma ótima pedida.

Judas Priest - British Steel (1980)



British Steel marcou como nenhum outro disco o movimento NWOBHM no início da década de 80. O simbolo do Heavy Metal nunca foi tão bem representado pelas arrasadoras "Metal Gods", "Breaking The Law" e a contagiante "Living After Midnight". É um álbum obrigatório para quem se interessa por Heavy Metal.

Queen - The Works (1984)


Não poderia deixar o Queen de fora. The Works na minha opinião é o melhor trabalho da banda nos anos 80 apresentando sérios concorrentes como os ótimos The Game (1980) e Kind Of Magic (1986). Juntamente com News Of The World (1977) não arriscaria dizer que é o meu preferido de toda sua carreira. As músicas "Radio Gaga", "Tear It Up", "I Want To Break Free", "Hammer To Fall" e a bela  "Is This The World We Created ?" fazem dele um disco sem palavras.

Asia - Asia (1982)


O Asia definitivamente é um super grupo. Os músicos Geoff Downes (ex - Yes), John Wetton (ex - King Crimson), Steve Howe (Yes) e Carl Palmer (ex - ELP) carregavam em sua bagagem grandes bandas de Rock Progressivo. As faixas "Heart Of The Moment", "Only Time Will Tell" e "Heres Come The Feeling" fizeram jus ao apelido e expandiram o universo PROG nos anos 80.

The Police - Synchronicity (1982)



O The Police que até então vinha se deliciando com seu Reggae e Punk, mudou de vez seu estilo consagrado em Synchronicity de 1982. O disco que se apoia mais em sintetizadores e um som mais comercial apresenta o clássico "Every Breath You Take" para o mundo.

Midnight Oil - Diesel And Dust (1987)



Depois do AC/DC, Midnight Oil foi a banda que mais deu frutos ao cenário musical australiano. Com ideais políticos, sociais e ambientais, o grupo foi se consolidando mundialmente com o lançamento de Diesel And Dust. "Beds Are Burning" é ótima, mas " Dreamworld" é sensacional.

Paul Simon - Graceland (1985)



Paul Simon sabe como poucos fazer Folk Rock no mundo da música. Sou fã de seus trabalhos a frente do Simon And Gafurkel e sua carreira solo na década de 70. Nos anos 80, Graceland é um disco fenomenal que você deve ouvir antes de morrer.

Bruce Springsteen - Born In The USA (1984)



Dos clássicos álbuns Born To Run (1974), River (1980) até ao seu mais recente, Wrecking Ball (2012), não há ninguém que duvide da qualidade da discografia de Bruce Springsteen. É nesse contexto que o badalado Born In The Usa (que de patriota não tem nada) entra. "Glory Days", "I Goin Down", "Dancing In The Dark" e a faixa-título não seriam as mesmas se não fosse sua escudeira e fiel banda, E Street Band.

Twisted Sister - Stay Hungry (1984)



1984 foi o ano do Hair Metal ou do Metal Farora, como costumamos dizer. Muitos fãs de Rock chegam a conclusão que o gênero mais vende por sua aparência do que pela música. Só que não é o caso do Twisted Sister, que ao lançar Stay Hungry, quebra de vez esse paradigma. Apesar de sua capa ridícula, a peça nos presenteia com nada mais nada menos do que "I Wanna Rock", "We`re Not Gonna Take It" e mais algumas pedreiras.

UFO - The Wild, the Willing and the Innocent (1981)



Se todo mundo soubesse o quanto esse disco é bom, The Wild the Willing and the Innocent viraria um clássico. Revigorou o UFO depois de uma época de transições e se tornou na minha opinião o melhor álbum dos britânicos. A pegada de "Chains, Chains" nos das boas vindas, "Couldn`t  Get It Right" é um dos hinos escondidos do Rock N´Roll e a bela "Lonely Heart" mostra como nenhuma outra o entrosamento entre o guitarrista Paul Chapman e o multi-instrumentista Neil Carter.

Iron Maiden - The Number Of The Beast (1982)



Quando a Donzela de Aço estava com Paul Di Anno nos vocais, o Iron Maiden soava uma ótima banda Punk. Com a saída do vocalista, entrou um competente aviador e cabeludo. Bruce Dickinson em sua estreia fez o melhor trabalho do Maiden. As sombrias "Run To The Hills" e "Hallowed By Thy Name" fazem uma incrível parceria com o riff matador de "The Number Of The Beast", que vindo das calorosas guitarras de Adrian Smith e Dave Murray, torna o disco uma pérola do Heavy Metal

Guns N Roses - Appetite For Destruction (1987)



A banda mais perigosa do mundo era de Los Angeles. O Guns N Roses chocou o mundo pelo seu talento nesse grandioso disco de Rock N´Roll. Não vale a pena citar algumas músicas pois todo mundo já conhece o que Axl, Slash e cia aprontaram. Appetitte For Destruction se encaixa perfeitamente, um álbum único, que o mundo nunca esquecerá.

É Rock sem frescuras.

 The Cure - Seventeen Seconds (1980)


Impossível fazer uma lista desta e deixar o The Cure de fora. É difícil escolher algum álbum que represente a banda, mas Seventeen Seconds inicia a famosa trilogia de discos que engloba além deste, Faith (1981) e Pornography (1982). A trilogia marca um The Cure muito diferente que estamos acostumados. São obras obscuras, levando ao pé da letra o termo gótico.

Def Leppard - Pyromania (1983)



O Def Leppard vinha de dois ótimos trabalhos no início da década. On Through The Night (1980) e High N Dry (1981) ditou os rumos da banda muito próximo do Heavy Metal. Mas isso mudou em 1983 quando saiu para o mundo Pyromania, disco que explodiu de vez os britânicos com os clássicos "Rock Of Ages" e "Photograph".

O Hard Rock estava cada dia mais grande.

Rush - Moving Pictures (1980)



Após sua magnífica fase Hard Rock setentista, o Rush abriu a década com uma nova proposta. Logicamente trouxe muitos frutos ao power trio canadense, afinal, emplacou grandes turnês a partir de então. "Tom Sawyer", "Red Barchetta", "YYZ" e "Limelight" são exemplos dessa fase de virtuosismo de Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart. 

John Lennon - Double Fantasy (1980)



O último álbum de John Lennon apresenta um disco pessoal, quase que uma redenção. Double Fantasy, que alterna músicas cantadas pelo músico e sua esposa Yoko Ono, retrata com profundidade canções intensas e existencialistas. A exemplo de "Just Like (Starting Over)", "Beatiful Boy", "Woman " e a maravilhosa "Watching The Wheels".

Em dezembro daquele mesmo ano, John Lennon nos deixou.

ZZ Top - Eliminator (1983)


O trio texano do ZZ Top fez uma ótima década de 70 e atingiu sua ascensão nos anos 80 com o álbum Eliminator de 1983. As músicas "Gimme All Your Love", "Sharp Dressed Man" e a épica "Legs" popularizaram mundialmente o trio e o universo dos videoclipes na carreira da banda.


Triumph - Allied Forces (1981)


Allied Forces é um marco para o Rock N´ Roll canadense. Apesar de ser muito pouco reconhecido mundialmente, o Triumph fez um excelente trabalho. "Fool for Your Live", a brilhante "Magic Power" e a pesada faixa-título fazem dele um disco essencial para os amantes de Rock. Uma pedreira certeira.

Stevie Ray Vaughan - Texas Flood (1983)



Texas Flood mudou o ritmo da guitarra nos anos 80. Enquanto o pessoal continuava a ouvir Jeff Beck, Jimi Hendrix, Eric Clapton, Rory Gallagher e outros guitarristas da década de 70, Stevie Ray Vaughan contribuiu para que o mundo das seis cordas estivesse no topo por mais tempo. A linda e última faixa "Lenny" já diz tudo.

Também vale a pena ressaltar que Yngwie Malmsteen também fez parte do movimento com o pesado Rising Force de 1984.

Cazuza - Exagerado (1985)



Cazuza se tornou exagerado em 1985 após a arrasadora passagem pelo Barão Vermelho. O poeta carioca conquistou o Brasil com suas lindas poesias de amor. Não tem como esquecer "Mal Nenhum", a bela "Codinome Beija-Flor" e a inesquecível faixa-título, que fazem desse compacto um motivo de orgulho para o Rock Nacional.

Cazuza morreu em 1990, vítima de HIV.

Badlands - Badlands (1989)



Formada pelo guitarrista Jake. E Lee após sua saída do Ozzy Osbourne, o Badlands é o sinônimo do lado B do Rock oitentista. Deixando muitos discos bons de Hard Rock no chinelo, a bolacha nos brinda com "Dreams In The Car", a bela "Winter´s Call" e a maravilhosa instrumental "Jade´s Song".

New Order - Power, Corruption e Lies (1983)



Brotherhood de 1986 é contagiante, mas Power, Corruption e Lies é incrível. Bernard Summer, Peter Hook e Stephen Morris se superaram nesse maravilhoso disco de 1983. Difícil citar uma ou duas músicas pois o álbum se completa como um todo.

Indispensável.

Van Halen - 1984 (1984)



Quando vi o clipe de "Jump" pela primeira vez, me arrepiei por inteiro na performance daqueles talentosos cabeludos. Era David Lee Roth, Michael Anthony, o grande Alex Van Halen e o gênio Eddie Van Halen fazendo um dos maiores álbuns da história. Sem dúvidas o uso de sintetizadores, que predominou por quase todo álbum, foi a cereja do bolo. Não posso esquecer de citar as pauleiras "Drop Dead Legs", "I´II Wait" e a inconfundível "Panama", que apresenta a melhor peça guitarrística de Eddie Van Halen.

Peter Gabriel - So (1986)



Depois que Peter Gabriel saiu do Genesis, o músico tomou outro rumo musical. Abandonou definitivamente o Rock Progressivo e apostou em um som mais comercial, lírico, com cunho social. As belas "Don´t Give Up" e "In Your Eyes" sem dúvidas marcaram época.

Genesis - Genesis (1983)



Após a chegada de Phil Collins, o Genesis adaptou perfeitamente o Rock Progressivo nos anos 80. Confesso que fiquei em dúvida para selecionar um álbum da banda na década para essa lista, afinal, são excelente discos como Abacab (1981) e Invisible Touch (1986). A escolha do homônimo de 1983 se dá pela macabra "Mama" e a minha preferida "That´s All".

Slayer - Reign In Blood (1986)



O Slayer apresentou ao mundo Reign In Blood, a pérola preferida dos amantes do som pesado. Riffs e solos são a marca da brutalidade que Tom Araya, Jeff Hanneman, Kerry King e Dave Lombardo fazem questão de mostrar. Concluindo o Slayer como uma das bandas mais importantes do gênero, o álbum foi um verdadeiro divisor de águas para o mundo do Metal

Ozzy Osbourne - Blizzard Of Ozz (1980)



Meses trancafiado em um apartamento e se afundando cada vez mais nas drogas, Sharon fez Ozzy tirar a bunda do sofá e ir atrás de um guitarrista. E assim nosso querido Madman conheceu o talentoso Randy Rhoads, que surpreendeu o mundo com sua versatilidade na seis cordas. O álbum Blizzard Of Ozz, em parceria com Rhoads, renasceu Ozzy das cinzas e o fez se tornar um dos maiores ícones do Rock N´Roll.


AC/DC - Back In Black (1980)



Em 1980 o AC/DC enfrentava um duro trauma ocasionado pela morte do vocalista Bon Scott. A decisão de continuar era quase nula, mas mesmo assim, os irmãos Young continuaram o legado que haviam começado. Contrataram Brian Johnson e incrivelmente a banda alcançou status imagináveis. Back In Black se tornou em pouco tempo uma das maiores obras da história do Rock.


Metallica - And Justice For All (1988)



O disco And Justice For All só reforçou o que o Metallica aprontou durante os anos em que esteve na estrada. Eu poderia muito bem escolher o antológico Master Of Puppets de 1986 ou até mesmo o disco de estreia, Kill Em All de 1983. Independente qual álbum seja, o Metallica tem que estar nessa lista.

U2 - The Joshua Tree (1987)



Esse álbum talvez seja um dos mais belos que já ouvi na minha vida. The Joshua Tree sempre esteve a frente de seu tempo e marcou como nenhum outro disco a força criativa do U2. "Where the Streets Have No Name", "I Still Haven´t Found What I´m Looking For" e a maravilhosa "With or Without You" fazem dele uma verdadeira obra para ouvir antes de morrer.


The Stone Roses - The Stone Roses (1989)



A banda Stones Roses lançou apenas dois álbuns em sua história. O primeiro, The Stone Roses, é super valorizado pela imprensa musical e conquistou milhares de fãs ao redor do mundo. Basta ouvi-lo para entender melhor o que estou escrevendo.

The Smiths - The Smiths (1984)



Sem dúvidas o The Smiths foi uma das bandas mais expressivas da década. A voz intensa de Morrissey se casou com a linda guitarra de Johnny Marr no primeiro trabalho dos britânicos. Apesar de os próprios músicos preferirem Strangeways, Here We Come de 1987, sou muito mais esse disco de estreia.

Motorhead - Ace Of Spades (1980) 



Sob a voz rasgada de Lemmy Kilmister, o peso inconfundível do guitarrista Eddie Clarke e o baterista Animal Taylor, Ace Of Spades é um marco para o Rock pesado. Overkill de 1979 é bom, mas esse é uma paulada certeira em seus ouvidos.

Scorpions - Love At First Sting (1984)


Parecia impossível parar o Scorpions naquela época e foi em 1984 que a banda alemã lançou seu melhor trabalho, Love At First Sting. Além das faixas "Rock Like You Hurricane", "Big City Nights" e "Still Loving You" serem as melhores coisas que alguém poderia ver ao vivo, a banda foi uma das poucas de Hard Rock a ter constante qualidade em suas baladas. Muitas não suportaram a pressão e acabaram criando músicas para boi dormir.

Legião Urbana - Que pais é este ? (1987)



Direto do planalto central, Renato Russo comandou mais uma obra fantástica do Legião Urbana. É inegável que "Que pais é este ?", "Eu sei", "Faroeste Caboclo" e "Angra dos Reis" deixaram muitas bandas internacionais grandes no chão.  

Aerosmith - Pump (1989)



Após a década de 70 marcar um excelente Rock cru e sujo do Aerosmith, os norte-americanos se aventuraram mais pelo lado comercial nos anos 80. Muitos consideraram que enquanto Pump não chegava, a banda se encontrava na geladeira. Fato é que o álbum virou uma obra essencial e alcançou o público que Steven Tyler, Joe Perry e cia sempre queriam.

Kiss - Creatures Of The Night (1982)



Após o período solo dos integrantes, os fracos Unmasked (1980) e Music From The Elder (1981), o Kiss precisava se reencontrar com o sucesso. Aconteceu em 1982 com o competente Creatures Of The Night, apresentando clássicos como a faixa-título e a arrasa-estádio "I Love It Loud". Era tudo o que o Kiss sabia fazer, Rock N´ Roll de qualidade.

REM - Document (1987)



Se muitos dizem que o REM só foi o que é graças a década de 90, pode ter certeza que essa galera não sabe o que fala. Murmur (1983) e Green (1989) são excelentes compactos, mas nada que se compare a Document de 1987. As músicas "Finest Worksong ", "The One In I Love" e o hino "It´s End Of The World as We Know It (I Feel Fine)" fazem dessa banda uma verdadeira obra do Rock N´Roll.

Não tinha como terminar melhor !



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Menção Honrosa : 

Aí vai uma listinha dos que ficaram de fora, infelizmente:

Talking Heads - Remain In Light ( 1980 )

Michael Jackson - Thriller ( 1982 )

Joy Division - Closer ( 1980 )

Motley Crue - Dr Feelgood ( 1989 )

Skid Row - Skid Row ( 1989 )

Europe - The Final Countdown ( 1986 )

Ratt - Out Of The Cellar ( 1984 )

Pysich tv - Dream Less Sweet ( 1983 )

The Who - It´s Hard ( 1981 )

Billy Idol - Billy Idol ( 1982 )

Faith No More - The Real Thing ( 1989 )

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Espero que vocês tenham gostado. Se possível divulgue e deixe seu comentário.



Não se esqueça de ler as outras listas. A primeira foi publicada na metade de 2011, com 50 discos que você deve ouvir antes de morrerUm ano depois, em 2012, 50 discos ao vivo que você deve ouvir antes de morrer mostrou os maiores registros ao vivo por um punhado de grandes bandas.
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