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sábado, 1 de dezembro de 2012

Brendan Brenson – What Kind Of World



Ainda que seja mais lembrado como membro do Raconteurs, o multi-instrumentista Brendan Brenson está longe de ser uma sombra de Jack White. Dono de uma carreira solo elogiada, ele já foi chamado de um dos maiores compositores americanos da atualidade, e ainda tem no currículo pelo menos uma obra-prima do power pop – Lapalco, de 2002.

Seu quinto álbum de estúdio, What Kind Of World traz toda a síntese de sua carreira: refrões contagiantes, arranjos e melodias bem construídas e guitarras de rock bem amarradas por uma ótima produção, que revela influências de grupos como Big Star, Badfinger e Todd Rundgren.

Acontece que Brenson atingiu um ponto de sua carreira que é prejudicial a qualquer artista: desde seu último disco, My Old Familiar Friend, entrou na zona de conforto e produz seus trabalhos no piloto automático. O álbum ainda tem bons momentos, como belíssima ‘’Bad For Me’’, a soturna ‘’Pretty Baby’’ e o balanço de ‘’Thru the Ceiling’’, e segue agradando durante toda a audição. Mas fica ao final, a sensação de vazio. Tudo é executado com precisão milimétrica, mas falta a faísca para iniciar o incêndio; falta espontaneidade.

Enfim, What Kind Of World é bem executado e bem produzido, mas é artificial, sem vida. É rock de plástico, aliás , um ótimo Rock de plástico.

Recomendadíssimo !

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domingo, 5 de agosto de 2012

Felipe Cordeiro - Sintetizando a música do Pará



Um artista é um conjunto de uma série de fatores que lhe definem suas influências. Entre esses estão o meio e o tempo em que vive. O produtor, cantor e guitarrista Felipe Cordeiro absorveu a essência do seu estado natal, o Pará, e todas as suas facetas musicais, do Carimbó e da Guitarrada ao Tecnobrega e o Tecnomelody. E agora aproveita a popularização da sonoridade paraense para lançar o seu disco de estréia Kitsch Pop Cult.

Felipe absorveu todas as musicalidades do Pará, mas, devido à sua técnica e domínio dos instrumentos e do estúdio, não é um mero reprodutor de música regional. Todas as informações estão dentro dele e são interpretadas com sensibilidade e personalidade.

Não é mais um cosmopolita-regional fake, nem um bairrista inveterado. O músico passeia pelo suingue da guitarrada em ‘’Legal e Ilegal’’ e ‘’Lambada Com Farinha’’; adiciona um inédito bom gosto ao Eletrobrega e demais pororocas eletrônicas com ‘’Fim de Festa’’, ‘’Fanzine Kitsch’’ e ‘’Conversa Fora’’; repagina o Carimbó do mestre Pinduca em ‘’Fogo na Morena’’ e visita o pop alternativo em ‘’Café Pequeno’’ e ‘’Dias Quentes’’.

Kitsch Pop Cult é, enfim, uma síntese e uma poderosa arma para derrubar o preconceito com a música paraense, que vai mais além de Calypso e ‘’Ex-mai Love’’.  

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domingo, 29 de julho de 2012

A imprensa musical



A imprensa musical existe há pelo menos cinco décadas, e com todo esse tempo de vida, já se tornou algo tão natural quanto a própria música. 


A crítica e a imprensa cultural atual moderna têm como função básica separar o joio do trigo em meio ao turbilhão de informações vomitadas pela internet. E, claro, manter de pé compromisso com a imparcialidade, prevista em qualquer texto jornalístico. Coisa que qualquer ser humano pensante sabe, e talvez por isso não seja obrigatório o diploma para jornalistas.


Especificamente no meio musical, essa segunda parte do contrato não costuma ser respeitada, o que causa uma grande lacuna vazia no jornalismo musical nacional e internacional, que vive uma crise de mediocridade.
Para começar, a imprensa se divide em dois: uma metade que idolatra o passado e despreza o novo quando este não tem nenhuma referência com um som antigo; e uma metade que supervaloriza qualquer hype passageiro estourado na internet e aclamado previamente pela imprensa gringa. Esses tipos são encontrados, respectivamente no mundo do heavy metal e a na turma indie/ alternativa.

Aí já está iniciada uma grande problemática: ao especializar-se em determinado gênero da produção musical, outro gênero, igualmente rico e produtivo, é automaticamente relegado ao abismo frio do descaso.
E exemplos não faltam para ilustrar ambos os lados. Na turma do metal temos: Roadie Crew, Rock Brigade, Metal Hammer. E entre os indies: Pitchfork, Noize, NME, Q, Mojo e até falecida Bizz, que ostenta até hoje o posto de melhor publicação sobre música que o país já abrigou. E há ainda a chapa branca, que fica num meio termo sem graça, como é o caso das filiais nacionais da Rolling Stone e da Billboard.

E continuando, ao mesmo tempo em que se ligam a um determinado tipo de música, criam ídolos bairristas e aumentam o seu valor na primeira oportunidade, como é o caso, por exemplo, da relação amorosa do semanário New Musical Express (NME) com o Oasis e os irmãos Gallagher, que de tempos em tempos figuram na capa da publicação e no topo de alguma lista estapafúrdia; ou mais recentemente, o Stone Roses, que só este ano já esteve na capa da revista pelo menos cinco vezes.

A falta de profissionalismo é evidente em várias publicações, que parecem ainda viver no tempo das fanzines: resenhas que não dizem nada; reportagens água com açúcar que só fazem chover no molhado, entrevistas que só servem para enaltecer a personalidade do entrevistado, com perguntas que se misturam à elogios e notícias e matérias bobas para encher linguiça. 

Esperamos que isso mude !

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

A fênix do Allman Brothers Band

Por Gabriel Albuquerque



Desde o final dos anos 1960, doses cavalares de cocaína já fazia parte do dia-dia do Allman Brothers Band, sendo que a última conversa entre os irmãos Gregg e Duane Allman, antes deste último morrer num acidente de moto, foi uma discussão sobre a droga. Mas foi na década de 1970, quando a banda se consagrou entre o público, que a situação declinou de vez. Em crise emocional pelas mortes do irmão e guitarrista Duane,  no ano seguinte, do baixista Barry Oakley, e mais uma série de casamentos e divórcios conflituosos, o líder do grupo, Gregg Allman, se afundou nas drogas e no álcool. No período de maior sucesso da Allman Brothers, o grupo comprou o seu primeiro avião particular. ‘’A primeira vez que entrei no avião foi assim: ‘Bem-vindo Allman Brothers Band !’ e cocaína exposta no bar ".  Mas todo esse excesso teria um preço. E o resultado foi fatal: ao final da turnê de 41 shows (com cachê de US 80.000 por show), só restaram US 100.000 para toda a banda. Brigas foram inevitáveis e culminaram na dissolução do conjunto.

Três anos depois a banda se reuniu e lançou o seu sétimo álbum de estúdio, Enlightened Rogues, que mesmo sendo bem recebido pela crítica, teve vendas modestas, muito abaixo do esperado.  No ano seguinte, mais uma tentativa, dessa vez por outra gravadora, a Arista: Reach For The Sky é um bom disco, mas muito aquém do que a Allman Brothers já lançara e sem nenhum grande hit. E em 1981 a gota d’água: o fraco Brothers of The Road, que mesmo com o hit ‘’Straight From The Heart’’, teve vendas pífias que, somadas às brigas de ego e dinheiro, resultaram, mais uma vez no término da banda.

Depois desses três anos consecutivos de penumbra e infortúnios, a volta da Allman Brothers parecia fora de cogitação. Mas como uma oportunidade para aumentar a conta bancária, se reuniram em 1989 (nove anos depois da segunda separação) para uma turnê em comemoração aos 20 anos da banda. E foi aí que a mágica aconteceu. A turnê foi um sucesso de público e crítica, e o mais importante, trouxe a reconciliação para o grupo que funcionou como um catalisador para um novo disco e a chegada de três novos membros : o baixista Allen Woody, o tecladista Johnny Neal e o guitarrista Warren Haynes. Todos com participação efetiva da criação de sete das nove faixas de Seven Turns, o álbum que marcou o retorno de um ícone do rock americano.   

Seven Turns era o disco que a ABB estava devendo. O som não tem nenhuma inovação, mas traz o que a banda tem de melhor: uma reunião de Blues, Rock de garagem e Southern Rock. Embalados por um balanço irresistível do baixo e bateria, melodias vocais contagiantes e guitarras majestosas e imponentes, é  tudo com frescor e harmonia como há tempos não se sentia nos discos da Allman Brothers. Produzido por Tom Dowd (o mesmo do clássico Eat A Peach e do lengendário Live At The Fillmore East), Seven Turns foi aclamado pela crítica e público e levou o conjunto novamente ao topo das paradas com o Blues - Rock de ‘’Good Clean Fun’’.

O lado A do vinil original era composto por rocks potentes que destacavam a figura do novato Warren Haynes, que mais tarde se tornaria um dos principais membros da banda. Além do hit já citado, ‘’Let Me Ride’’, ‘’Low Down Dirty Man’’e ‘’Loaded Dice’’ são tiros certeiros. No lado B, a faixa - titulo e ‘’Gambler’s Roll’’ são epifanias emocionais. E por fim, a instrumental ‘’True Gravity’’, música característica da história da banda.

Depois de anos no limbo, Seven Turns fez uma das maiores bandas do rock renascer das cinzas. Um disco com tanta força e brilho como os outros grandes clássicos de Gregg Allman e cia.. 



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Twitter : RockySimpson

Blog : Metropolis Music


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terça-feira, 10 de julho de 2012

Colaborador : Gabriel Albuquerque


É com grande prazer que anuncio o primeiro e único colaborador do blog. Gabriel Albuquerque,  conhecido por ai como Rocky Simpson já esteve por aqui quando fez a lista injustiçada do Iron Maiden , onde poucos sabem que ela existe, e nos ajudou também em 50 discos que você deve ouvir antes de morrer. Mas o cara era um dos dos chefes do ótimo Metropolis Music, tem um conhecimento muito grande sobre o Rock e um acervo de bandas e músicos muito extenso. Ou seja, tem bom gosto e é muito bom no que faz. 

Agora sim, vocês terão muito mais conteúdo e Rock N ´Roll.

Contato :


galbuquerque11@hotmail.com

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

5 discos que você deve ouvir do Iron Maiden

Fala pessoal, hoje vou trazer algo diferente aqui no Destroyer. A novidade é de um parceiro que se prontificou a ajudar a essa bagaça em um post, e claro, como som bonzinho acabei dando uma chance ao cara. Gabriel Albuquerque, fã incondicional do Maiden fez um ótimo post em que ele indicou 5 discos que vocês devem ouvir do Iron Maiden, e para quem está perdido entre muitos e muitos disco do Maiden esse post é uma ótima pedida.

Não esqueçam de visitar seu blog de coleções de discos Avenida 61 e seu fórum Metal Is The Law,  ambos parceiros do Destroyer.

Bom, comentem e espero que gostem. Quem sabe ele não pode voltar aqui mais tarde.

Agora é com você.



Uma das bandas mais tradicionais e populares do Heavy Metal britânico, e uma das percursoras da New Wave Of British Heavy Metal; que traz um estilo um pouco mais melódico e ‘’limpo’’, em relação as bandas matrizes do Metal: Blue Cheer, Sir Lord Baltimore, Black Sabbath, Mariani e Flower Travelin´ Band.

Nesse texto você verá discos que marcaram a história dessa grande banda. Aviso que pode (e provavelmente ocorrerá) alguns toques pessoais, tendo em vista que sou um grande fã da banda, mas isso é o interessante das listas: a polêmica e a discussão

• Iron Maiden (1980)

O primeiro disco da Donzela De Ferro conseguiu até um certo sucesso entre o público mais underground de Londres, isso devido ao compacto Soundhouse Tapes, com as músicas Iron Maiden, Invasion e Prowler. Na minha opinião, o melhor disco do Maiden sem Bruce Dinckinson nos vocais.

Vale destacar leves toques de Punk no disco, pois a EMI queria que a banda fizesse música comercial, que na época era o Punk.

• The Number Of The Beast (1982)

O vocalista da banda tinha problemas com drogas e de relacionamento com o chefe Steve Harris, e obviamente, foi posto para fora da banda. Para substituí-lo, foi chamado Bruce Dinckinson, vocalista da banda Samson.

Bruce entrou afirmando que não se submeteria ao estilo de Paul Di´anno, e que não cortaria o seu cabelo.

Bruce Dinckinson não apenas tinha uma voz mais melódica do que Di´anno, ele também tocava bateria, tanto que ele compôs o riff de The Prisioner.

A voz de Dinckinson caiu como uma luva para o Maiden, que fez sucesso com um disco com título polêmico e faixas com refrões mais fáceis, ainda que com arranjos mais complexos que os dois discos anteriores.



• Seventh Son Of A Seventh Son (1988)

Para representar a fase de teclados e sintetizadores do Maiden, muitos escolheriam o Somewhere In Time, mas do meu ponto de vista, o Seventh Son leva vantagem de seu antecessor por ser conceitual e mais complexo. O livro se baseia no livro de mesmo título do autor Orson Scott Card, quem quiser saber mais sobre o conceito do disco, acesse: http://rockmetalsempre.forumeiros.com/assuntos-gerais-f8/a-historia-narrada-seventh-son-of-a-seventh-son-t58.htm.

Destaque para a faixa título, com 10 minutos e com vocais operísticos. A atuação de Harris também é invejável nesse disco, atingindo seu ápice em The Clairvoyant.

• Virtual XI (1998)

Imagino o que a maioria das pessoas que estão lendo isso estão pensando que sou louco, ao botar aquilo que as pessoas dizem ser o pior disco do Iron Maiden, um dos piores discos da história. Porém, esse disco foi o primeiro que ouvi e comprei do Iron, e como disse no começo desse texto, aqui iriam ter aspectos pessoais.

Blaze Bayle foi o bode expiatório para uma banda que estava numa fase ruim. Considero o Virtual XI, um belo disco. Destaque para as faixas Futureal, The Educated Fool, Don´t Look To The Eyes Of Stranger, The Clasman e When Two Worlds Collide.

Vale parabenizar Dave Murray e o novo membro da banda Janick Gears, que agüentaram a barra e fizeram um ótimo trabalho nas guitarras. Sem dúvidas, a melhor performance de Janick.

• Brave New World (2000)

Cinco anos depois, Bruce Dinckinson retorna a banda e grava o melhor disco desde a década de 2000 da banda (sem desvalorizar Dance Of Death, A Matter Of Life & Death e The Final Frontier).

Brave New World a sede ‘’Bruciniana’’ de forma gloriosa. Destaque para as faixas Wicker Man (primeiro single do disco), Blood Brothers, que Harris fez pro seu pai que veio a falecer, Out Of The Silent Planet, The Nomad, Ghost Of Navigator e a faixa título.

Menção honrosa:

Piece Of Mind (1983) e Powerslave (1984)

Imagino que muitos os colocariam na lista, até eu mesmo, se a refizesse, acho que os colocaria; mas eu tentei abordar os principais momentos da banda com os principais e mais importantes discos; e como esses dois álbuns estão na mesma fase que o The Number Of The Beast, que é o disco mais popular da banda, eles acabaram ficando de fora, porém são essenciais, os meus preferidos da banda, provavelmente.

                                                 Up The Irons!




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