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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O melhor pé de frango do mundo



É difícil você achar uma super banda atualmente. Não estou dizendo qualquer uma, mas sim, uma cheia de músicos talentosíssimos como o Chickenfoot que há dois anos vem ganhando público e mais público.

A ideia surgiu quando Sammy Hagar, ex - Van Halen e Joe Satriani queriam montar uma nova banda, e logo em seguida se juntou o excelente Chad Smith ( Red Hot ) e Michael Anthony, também ex - Van Halen.
Eu logo de cara queria ver o que ia dar essa banda, estava ansioso pois estava gostando das ideias dos caras, que é Rock N Roll sem frescuras, do jeito que gostam e querem.

Chickenfoot - 2009


O primeiro disco chegou em 2009, e queria ver como Satriani sairia em uma banda, porque ele sempre foi um virtuoso seguindo as tradições de sua carreira solo. Mas como um bom músico ele se adaptou tranquilamente e tirou de letra. Podemos perceber em seus solos no disco e também no ótimo riff de " Oh Yeah ", empolgante e contagiante como um verdadeiro riff deve ser.

O álbum é bem a praia do Hard Rock, mas segue trechos de Blues - Rock e Alternativo. Sammy Hagar ainda possui uma grande voz, Michael Anthony fez um grande trabalho e Chad Smith sempre um baterista de qualidade, que você percebe muito que ele traz muito a batida do Red Hot, assim como Hagar do Van Halen.

As minhas faixas preferidas são sem dúvidas " Oh Yeah " e a balada" Learning to Fall ". Mas o grupo tem grandes momentos com " Sexy Little Thing ", " My Kinda Girl " e  " Future in the Past ". O álbum esta longe de ser uma obra - prima, mas reluz muito bem uma banda competente que é o Chickenfoot. Recomendo sem sombra de dúvidas.

Ótimo

Chickenfoot III - 2011

Agora em 2011 o Chickenfoot fez muito bem e preferiu seguir carreira, diferente de outros super grupos. O segundo álbum traz a mesma medida do primeiro, pórem, senti a banda mais simples, mas ao mesmo tempo mais entrosada. No Chickenfoot I, todos estavam a vontade para uma estréia, como gostam de ficar em seus shows. " The Last Temptation ", " Alright, Alright " e  " Different Devil " são típicas do Hard Rock anos 80, e ficaram bem elaboradas, assim como as seguintes.

" Come Closer " já traz algo mais calmo e complexo da banda, trazendo a bela guitarra de Satriani, que  cada vez mais que ouço, mais me surpreendo. Já " Bigfoot" é a aposta do single do disco, mas para mim não passa de uma semelhança com " Oh Yeah ", do álbum passado.  " Dubai Blues " e " Something's Gone Wrong " terminam a bolacha.

Eu sinceramente achei um compacto bem fiel ao primeiro álbum. O Chickenfoot merece sua atenção, que pode te divertir muito mais que você pensa. Eu aposto bastante neles, mesmo seus músicos não estando no auge, e por isso pesa bastante.

Apesar do nome ser a piada, o Rock N Roll é levado a sério.



Fique atento ao próximo post que vai ser uma grande novidade !

Até

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domingo, 25 de setembro de 2011

A marca de uma geração



Quando há vinte anos atrás o Rock já estava crucificado por muitos, Nevermind um disco de uma banda bem " tímida " chega ao mundo da música. Foi um dos poucos álbuns que marcou uma geração, não a geração Coca Cola que o Legião dizia mas sim a geração anos 90. Nesse post falo de dois discos especiais . Come On !

O Nirvana foi formado por Kurt Cobain e o baixista Krist Novoselic, e mais tarde o grande baterista Dave Grohl. Nevermind foi o segundo álbum do grupo que fez o termo Grunge, que na minha opinião é ressureição do Punk, e a quebradeira que gostamos de ver, só que banda surgidas em Seattle, uma cidade muito famosa nos Estados Unidos. Para que vocês entendam bem o Nirvana e tão o chamado Grunge o Pixies é uma ótima pedida. Há umas semanas atrás fiz um post de Sufer Rosa, um ótimo disco da banda que serviu de inspiração ao Nirvana.

Nevermind foi lançado em 1991 e logo de cara conquistou e vendeu mais de 20 milhões de cópias nos Estados Unidos. No começo percebemos a segunda coisa que chama atenção sem ser as músicas, estou falando de sua capa. O tão famoso bebê que faz arte de uma das capas mais legais que já vi.

Falando em suas músicas eu começo com o clássico Smells Like Teen Spirit, é impossível algum cidadão que gosta de uma boa música nunca ter escutado o clássico, contagiante e pesada como a bateria de Dave Grohl. Logo em seguida vem a ótima In Bloom e mais um clássico, só que dessa vez a minha preferida, Come As You Are com seu timbre inconfúdivel composta pelo ótimo compositor, músico e louco Kurt Cobain. Nevermind ainda guarda bastante surpresas e termina com classe.

Breed vem acompanhado por Lithium e Polly, duas músicas excelentes. A Polly tem um clipe maravilhoso feito pela banda, no qual eles sempre souberam transmitir com clareza e intensidade o Rock. Nesse meio tempo Kurt Cobain se afundava e dividia sua solidão com as drogas, triste que resultou três anos depois, em 1994 sua morte. É engraçado que depois de uma morte de um bom artista ainda jovem eles são endeusados. Paul MacCartney não causaria o mesmo impacto caso morresse como a morte de seu amigo John Lennon, mas enfim, Kurt Cobain foi um músico muito bom que se perdeu.

Nevermind foi um disco que causou um impacto tão grande naquela época que chega a ser absurdo. Hoje ele esta completando 20 anos de grande histórias e acima de tudo, um bom Rock N Roll. Feito e produzido genialmente.


" O disco que começa uma geração com pé direito "

Obs : Nevermind faz parte dos 50 discos que você deve ouvir antes de morrer

Mudando um pouco a data, vamos de 1991 para 1993 onde o Nirvana produziu um dos melhores shows acústico, o famoso Unplugged Nirvana, realizado em Nova York. A banda já estava consagrada e a ideia de o grupo realizar um acústico sempre foi equivocado, mas porque não ?

Esse acústico sem dúvidas mudou a história da banda, dos fãs e da série. Trouxe um Nirvana muito além do que costumamos a ver. Para fechar essa dobradinha eu recomendo muito ver e ouvir esse show ao vivo acústico da banda que é muito bonito do começo ao fim.

O detalhe é que as gravações e ensaios da banda teve um ar de despedida, que fora foi gravado cinco meses antes da morte de Cobain. Todos estavam esperando grandes clássicos e uma das coisas que surpreendeu foi que a banda não cantou nenhuma de seu primeiro álbum Bleach e cantou só três clássicos que seria About Girl, Come As You Are e Polly. Sem dúvidas faltou Smell Like Teen Spirit, mas concordo e estou de acordo com a desição do grupo em deixa - la de fora assim como outros . Primeiro não ia cai bem e eles queriam mostrar novos sons. Outra coisa que surpreendeu foi o ensaio, em que eles o fizeram em muito pouco tempo, assustando os organizadores e produtores.

Também ouve uma suposta parceria também estaria a rolar, todos esperavam Eddie Vedder do Pearl Jam, mas chegou aos palcos os irmãos Meat Puppets que a banda sempre foi grande fã.

" Uma das melhores apresentações de Kurt Cobain deixando todos de boca aberta "

Enquanto ao seu repertório eu achei fantástico. Com seus três clássicos citados ouve muito cover, com a ótima Jesus Doesn´t Want Me For A Sunbeam dos Vaselines, The Man Who Sold The World do mestre David Bowie, três dos Meat Puppet com os irmãos, incluindo a sensacional Lake Of Fire e uma do Leadbelly. Fora as da banda que forão muito bem tocadas e interpretadas.

Foi um show bem bonito mesmo, e a prova do talento de Kurt Cobain esta nesse espetáculo. Quem costumava a desafinar e babar nos microfone a cada apresentação em que o conjunto subia ao palco, Kurt dava show. Pondo sentimento de amor, ódio e saudade em cada música, dos momentos calmos até os de explosão, mesmo sendo mínimo. Maravilhoso.

O Nirvana foi uma banda excelente e esses dois álbuns são indispensáveis. Marcou muito mais do que uma época, entrou para a história definitivamente e abalou o mundo da música. Os anos 90 nunca seriam os mesmos sem o Nirvana para o mundo do Rock.


Abraços, participem de nossa promoção valendo dois grandes prêmios do Metallica, um cedido por nós e o outro pela loja Alquimia Rock Shop, nosso grande parceiro.

Entrem e comprem sua camiseta, mas antes disso vote no Destroyer para o prêmio Top Blog.

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Um clássico seco e um molhado.


O Rock Nacional nunca foi tão promissor com o Secos e Molhados. Eu, particularmente tenho orgulho do Rock da banda nos anos 70, representando mais do que nunca o Brasil na era de ouro.

Antes da banda, Os Mutantes já faziam o cenário nacional com Rita Lee e cia. Em uma época em que o Zeppelin, o Purple, Sabbath, Who e entre outros reinavam, tinha uma esperança do grupo entrar nesse time. Hoje, sobre os pés da formação clássica de Ney Matogrosso, João Ricardo e Gerson Conrad, vamos entrar nessa profunda história entre o Secos e Melhados e o Rock.

O grupo foi muito importante para a música em geral no Brasil. Eles estavam fazendo tudo diferente, Ney Matogrosso era afinadíssimo e tinha como característica uma postura um tanto quanto Glam. Para muitos críticos, foi uma das primeiras bandas Glam do mundo, reverenciando o rótulo.

Ney era um tanto quanto “ emblemático “, em seu jeito de poesia e música. Era sempre comparado com o Freedie Mercury, e ganhava titulo de Mercury brasileiro. João Ricardo tinha um talento musicalmente excelente, além de Gerson, que brilhava em ótimas harmonias e arranjos. Adaptado e ligado ao Tropicalismo, mostrou sua fúria a ditadura militar em suas letras. Caetano Veloso já estourava com o sucesso de “ Alegria, Alegria “, Gilberto Gil tentava assim como Chico Buarque e outros artistas. 

Rock Progressivo e MPB também é a praia do grande conjunto. Muito bom notar a qualidade em que é posto o gênero em suas músicas. Solos, refrões e clássicos, como de completo, o Secos e Molhados é uma banda de “ROCK N ROLL” clássico.


Secos e Molhados ( 1973 )

O primeiro e maravilhoso disco de estreia. Bateu todos recordes de vendas e tabus, pondo a banda no topo. Começando com o clássico e a minha preferida “ Sangue Latino “, era mais do que nítido que o grupo não estava de brincadeira. É uma canção linda feito com qualidade.

O blues também estava presente, e o outro sucesso “ Vira “ é marcado por solos bem feitos, junto com a carisma e pegada. O álbum é quente, e ainda tem mais outras preciosidades, mas uma que não posso deixar de citar é a bonita "Rosa de Hiroshima".

Com apresentações de tirar o fôlego e muita expectativa para o próximo disco, o Secos e Molhados se torna uma banda consagrada. E detalhe que esse belo compacto foi eleito em varias listas como um dos melhores discos nacionalmente.


Secos e Molhados II ( 1974 )

O último álbum da formação clássica. Por desentendimentos e problemas financeiros o grupo acaba, se despedindo em mais um belo disco.

O novo compacto da banda esta mais instrumental e é bem fiel ao seu primeiro clássico. "Flores Astrais" é uma das primeiras grande músicas que antecede mais algumas. Porém, é um álbum que acho que só deve ouvir quem gosta de algo mais calmo e conceitual. Só para os fãs e admiradores da banda, que já mantêm uma ligação com ela.

Depois que teve o fim, João Ricardo continuou com a banda com outros componentes. O sucesso continuou porque tinha muito a mostrar. Mas acho que Ney Matogrosso, Gerson e João Ricardo marcaram época e nossas mentes.

Recomendo a todos verem essa excelente banda que fez muito pelo Brasil.

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Todos artigos são publicados por Guilherme M, exceto onde os autores são citados
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