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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pink Floyd - Playlist, foda pra cara... ( Final )


E terminou a série Pink Floyd aqui no Destroyer. Foram nove posts contando de perto a história de sua discografia, do começo, passando por seu auge, até a sua dissolução. Roger Waters, Syd Barrett, Richard Wright, Nick Mason e David Gilmor definitivamente entraram para a história da música, e principalmente do Rock.

Confiram agora uma playlist fantástica da banda, que junta as 20 melhores músicas de uma carreira repleta de glórias :



Então é isso pessoal, mais uma série se encerrando. Foram cerca de 2000 visualizações, fora as não contadas, e inúmeras aprovações.  Confiram aqui todos os posts de uma das maiores bandas de Rock.

Um abraço e até a próxima, com nossa lista especial !

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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Pink Floyd - E o destino foi traçado ( Parte 8 )


No último post da série Pink Floyd dissecamos os dois últimos discos da banda, A Momentary Lapse Of Reason ( 1987 ) e The Division Bell ( 1994 ), ambos marcando uma fase muito conturbada. No texto de hoje, confiramos o que aconteceu com o fim de uma das maiores bandas de rock e o destino de cada integrante.

Syd Barrett :  Syd Barrett foi a primeira perda da história da banda. Devido ao seu forte problema com drogas, o músico após a sua saída lançou dois raros álbuns solos. Morreu em 2006 aos 60 anos de idade.

David Gilmour : O Pink Floyd nunca encerrou suas atividades oficialmente, mas de fato se perdeu depois de The Divison Bell ( 1994 ). Enquanto isso, o músico  conciliou com uma consistente carreira solo, que ganhou ainda mais êxito dos anos 2000 pra cá. De todos, foi o que melhor se deu bem após o final da banda, principalmente com belos discos ao vivo.

Roger Waters : Mesmo saindo prematuramente, Roger Waters lançou dois discos solos pouco requisitados e trabalhou em algo inédito em sua carreira, uma ópera. Seu feito de maior destaque foi o concerto The Wall em 1990, marcando a queda do muro de Berlim no final da década de 80. Uma turnê que continua na ativa, maravilhando o mundo pela sua qualidade e genialidade.

Richard Wright : Foi o segundo membro a sair da banda, consequentemente afetando completamente a harmonia existente. Wright lançou três discos solos,  e voltou a colaborar com Gilmour e Mason nos dois últimos discos.  

Nick Mason : Mason seguiu com seu carisma e bom relacionamento com todos integrantes, se aventurou em uma nova banda, algumas parcerias e também como produtor. Em 2005 participou do reencontro inesquecível da banda, que ficou conhecido como Live 8.


" O gigante voltou "

O Live 8 foi idealizado pelo mesmo cara do Live Aid, o evento que marcou o dia internacional do Rock.  Bob Geldof, com o mesmo objetivo que o Live Aid, ajudar a acabar com a pobreza no mundo, chamou diversos artistas e bandas consagradas. A tão esperada reunião do Pink Floyd foi anunciada, um eventos inesquecível para o mundo da música. Desde 1981 que Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Richard Wright não se apresentavam juntos.

E definitivamente entrou para a história, o dia em que o gigante voltou. Em uma apresentação fantástica na Inglaterra, as diferenças foram finalmente deixadas de lado, e sem dúvidas, bateu aquela saudade de um tempo que nunca mais voltará. Apesar de propostas milionárias para uma possível turnê de despedida, todos acharam melhor ficar por aquilo mesmo.

Difícil mencionar porque tudo acabou. Mas temos que entender que eles são irmãos, e irmãos se amam e brigam. Mesmo que não houve uma turnê de despedida, todos sabem que esse show só reforçou o que já sabemos a muito tempo. O Pink Floyd jamais sairá de nossas mentes.

Não posso esquecer também do mítico Live at Pompeii. Realizado em 1972, traz o auge dos britânicos em um dos lugares mais emblemáticos do mundo. Você ao menos já deve ter ouvido falar do famoso vulcão de Pompeia ( Itália ) e suas histórias ?. Uma apresentação histórica que desafiou os limites da banda. Não deixe de assistir !


" Até que ponto eles chegaram ? " 

Então é isso pessoal, esse foi o penúltimo post de nossa querida série do PInk Floyd, não percam por nada o post seguinte, muito menos nossa lista especial que está por vir e também nossa nova enquete.

Abraços !

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domingo, 24 de novembro de 2013

Pink Floyd - O fim está próximo ( Parte 7 )


O Pink Floyd em meados dos anos 80 definitivamente já não era mais o mesmo. Após o final da turnê e de todo o progresso que The Wall proporcionou, Roger Waters deu um verdadeiro tapa na cara de seus fãs, demitiu o lendário tecladista Richard Wright depois de vários desentendimentos. E se não bastasse, em 1985 o músico anunciou sua saída : " Um força criativa desgastada, esse é o Pink Floyd ". 

E a novela não parou por ai. A justiça teve que entrar no meio para decidir com quem ficava a marca : Waters ou Gilmour/Mason ?. No final das contas ambos tiveram um acordo não muito divulgado.

No último post de nossa série sobre o Pink Floyd, vimos um pouco sobre o aclamado The Wall de 1980 e o controvérsio The Final Cut de 1983. Nesse post, confiram os últimos discos do Floyd, Momentary Lapse of Reason de 1987 e The Division Bell, lançado em 1994.

Vejam aqui os posts anteriores.

Mesmo com a saída do importantíssimo Roger Waters ; David Gilmour e Nick Mason continuaram com a banda. Assim foi lançado Momentary Lapse of Reason, com a liderança de Gilmour sobre as composições. E de primeira, o guitarrista não perdeu tempo e chamou Richard Wright para participar, assim como o músico Anthony Moore, que se tornou o seu novo parceiro de composições. 

O álbum foi gravado num barco - estúdio ( Astoria ) do músico e foi muito mal recebido pela critica. Tanto Gilmour quanto Waters estavam meio que embarcando em seus projetos solos, que não trouxeram muitos frutos para os dois, pelo menos na época. Todos queriam ver o Pink Floyd em ação, e estava muito cedo para uma concreta dissolução. Sem esquecer também que enquanto isso os músicos trocavam farpas através da mídia, que adorava esse tipo de situação.

Enquanto ao disco, está muito longe do que David Gilmour já apresentou, mas ainda sim traz alguns belos momentos com a boa " Learning To Fly ". Momentary Lapse Of Reason foi muito difícil para a cabeça do guitarrista, assim como The Final Cut foi para Roger Waters. O Pink Floyd não deveria continuar, pois a banda em si se completa, e a essa atura, nada estava se completando.

Ainda que sim pouco reconhecido e almejado, o álbum ganhou uma turnê que trouxe muito mais prestígio que o trabalho anterior. O Floyd sempre foi inesquecível ao vivo, independente com sua formação original, ou não. 


" Richard Wright, David Gilmour e Nick Mason em 1994 " 

The Division Bell deu o ar das graças no maior hiato que o Pink Floyd fez, apenas sete anos depois de Momentary Lapse of Reason, o penúltimo álbum. Novamente contava com a liderança de Gilmour, a participação de Nick Mason e algumas novidades, como a volta de Richard Wright e a pequena cena da mulher de David Gilmour colaborando com as canções. 

The Division Bell trouxe um Pink Floyd totalmente revigorado e competente. Aparentemente os anos que se passaram fizeram muito bem. Tocando em questões sobre o mundo e as pessoas de uma maneira geral, The Division Bell é um compacto excelente, que um ano depois colocou no mundo um dos belos discos ao vivos, Pulse de 1995.

As faixas que se destacam são a bela performance de " Morooned ", a boa " Poles Apart " e a minha preferida, clássica " Take It Back ". Apesar de receber a carta preta de Roger Waters e principalmente da imprensa musical, a mais nova fase de David Gilmour que ainda perdura por anos e anos, provou que ainda tem muita lenha para queimar.

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Então é isso, estamos chegando a reta final de nossa querida série, mais dois posts e acabou. Mas o melhor ainda está por vir, no próximo texto tiraremos nossa conclusão final do destino de uma das maiores bandas de Rock da história.

Um abraço e até !

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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pink Floyd - Nem tudo é um mar de flores ( Parte 6 )



A série Pink Floyd no blog Destroyer tem como objetivo relatar a história da banda britânica através de sua discografia, contando com alguns detalhes curiosos ou não de sua história. Mas antes, vejam os posts anteriores clicando aqui. 

Depois de Animals e Wish You Were Here lançados respectivamente nos anos de 1975 e 1977, o Pink Floyd deu continuidade a ascensão da banda com o épico The Wall ( 1979 ). No post de hoje, olhamos de perto o clássico disco que quebrou mais uma barreira para a história do Rock, e o tímido The Final Cut ( 1983 ). 

Vale muito a pena ressaltar que o lendário tecladista Richard Wright saiu por desentendimentos com o restante do grupo, especialmente com Roger Waters. 

The Wall de longe é um dos álbuns mais expressivos do Floyd, juntamente com * The Dark Side Of The Moon. Começando a década de 80 com pé direito, o disco trouxe grandes músicas, que refletiam o mundo de uma maneira geral. No primeiro lado, " Another Brick In The Wall " que traz uma critica forte ao sistema de educação mundial, já diz como a pérola será. São três partes incríveis, destacando como um todo o épico solo de David Gilmour. " Mother ", " Hey You " e a linda " Comfortably Numb " declara um dos discos mais bem reconhecidos do Rock.


" Posso aliviar sua dor, pôr você em pé de novo "

The Wall está muito longe de ser apenas um compacto. É uma obra artística, que envolve muitas artes. Cinema, literatura, poesia, pintura e entre outras coisas. No cinema, aonde também se destacou o filme foi produzido por Alan Parker e o roteiro escrito pelo própio Roger Waters. O filme é encarado como muitos uma seleção de vídeos, porque há poucas falas. Mas isso não impede de ser uma grande obra, pelo contrário, fica uma característica que marca muito bem a produção.

Assim como Tommy do The Who, o disco The Wall do Pink Floyd é uma ópera rock, tendo também o filme baseado na obra - prima da banda. Os dois andam lado a lado, não é a toa que são consideradas duas maravilhosas obras. A história é maravilhosa : Pink, um jovem roqueiro ganha vida, tendo em sua volta o isolamento e a alienação de uma era marcada pelo caos e guerra.


Indispensável.

The Wall ganhou ainda em 1980 uma conturbada turnê, que extrapolou os limites da tecnologia da época.


" A ideia que cercou a curta turnê de The Wall, em 1980 " 

The Final Cut foi colocado para o mundo somente quatro anos depois de The Wall. Praticamente virou um hábito da banda lançar um álbum depois do outro em alguns anos. Nessa obra Roger Waters se aprofundou profissionalmente ainda mais, a notar que quase todas faixas são cantadas pelo músico, exceto por " Not Now John " que alterna os vocais com Gilmour. 

Para muitos é a peça mais controvérsia do Floyd, acreditavam que existia um racha no " elenco ", mas que não impediu de ser um bom compacto. The Final Cut traz alguns destaques, como a pesada e boa " Not Now John ". Anos depois, Roger Waters em uma entrevista disse que se arrependeu de alguma forma sobre o disco. As coisas não iam bem, de fato havia uma tensão muito forte entre a banda, até que Richard Wright nem participou. 

Resumindo : É o álbum mais fraco e de menos essência do Pink Floyd, além da capa que não traz nada de relevante, a não ser a contra - capa, que reforça tudo o que escrevi. " The Final Cut - Um réquiem para o sonho do pós-guerra por Roger Waters, tocado pelo Pink Floyd ". Soou mais um disco solo de Waters do que um verdadeiro álbum da banda.

A essência estava perdida ? ou estava se perdendo ?.

No próximo post entraremos por mais alguns detalhes de mais dois discos da banda, no caso, os últimos, que marcaram mais um hiato no grupo, desentendimentos e o fim. 

Não percam !




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* 50 discos que você deve ouvir antes de morrer

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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Pink Floyd - Não paramos por aí ( Parte 5 )


Wish You Were Here foi lançado em 1975, dois anos depois do lendário *The Dark Side Of The Moon. No último post da série Pink Floyd, vimos os detalhes fantásticos de duas grandes peças do grupo. E se muitos acreditaram que os britânicos não tinham mais nada a mostrar, esses muitos, estavam muito enganados.

Mas antes, veja as postagens anteriores !

Ao começar pelo soar do teclado contagiante de Richard Wright, " Shine On You Crazy Diamond " se tornou desde então uma das músicas mais bem executadas pelo Pink Floyd, ao vivo. David Gilmour em seguida passeia tranquilamente com sua guitarra, em lindos versos. São mais de 10 minutos de pura viagem, e além do mais, na segunda parte do Lp, tem uma versão estendida do clássico. Senta que vem música.

" Welcome The Machine " vem adiante, antecedendo o Rock certeiro de " Have a Cigar ", cantada pelo músico Roy Harper. " Wish You Were Here " é uma canção extremamente bela, a perfeita introdução nipônica de Gilmour deixa qualquer um empolgado, sem dúvidas, é uma das músicas mais bonitas da história do Floyd, só que não a minha preferida dentre elas. Para terminar a bolacha, a segunda parte de " Shine On You Crazy Diamond ".


" O Pink Floyd em Knebworth em 1974. O barbudo de chapéu no microfone é o ótimo Roy Harper "

Os dois anos, que pareciam uma eternidade, passaram. E lá estava o Pink Floyd novamente lançado um álbum, sem medo da pressão que caía em suas costas, afinal, foram tantos anos com discos bons que os fãs e a gravadora queriam mais e mais.  Mas como o Floyd é bom, e bota bom nisso, eles não pararam por aí. 

Depois do aclamado Wish You Were Here, Animals parece que veio para dar uma acalmada nos ânimos, para algo ainda mais grandioso, que estaria por vir. " Pigs On The Wing " é uma peça gratificante aos ouvidos, o violão forte, cheio de personalidade marca essa faixa como nenhuma outra, sem esquecer do magnifico solo de guitarra de Gilmour. Estranho, a primeira música do disco tinha apenas 1:30 de duração, juntando com sua segunda parte, que dava o ar das graças no final do álbum, tinha ao todo 3:00. Sim, apenas estranho, porque " Dogs " já cravava no take mais de 16 minutos. " Pigs (Three Different Ones ) " e " Sheep ", cada uma com 10 minutos.


" Animals e Wish You Were Here, duas lendárias capas "

E o Pink Floyd estava cada vez mais grande, as vezes você se contesta aonde vem tanta inspiração e dom para cada música ? Só gênios poderiam responder, não é não ?

Se for para colocar " Wish You Were Here " tem que por a histórica apresentação em * Pulse de 1995.



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No próximo post estaremos por dentro da filosofia de The Wall, mais uma barreira quebrada pelo grupo !

Até a próxima !

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pink Floyd - Nunca seremos os mesmos ( Parte 4 )


Nota : Essa série já começada a algum tempo tem como objetivo relatar a discografia, um pouco de sua biografia e a importância do Pink Floyd no cenário do Rock mundial. Conhecer de perto passo a passo da banda até a sua verdadeira resolução, é um grande reconhecimento musical e cultural. Enjoy It !

Nas última postagem, chegamos aos bons Atom Heart Mother e Meddle. A banda aos poucos foram formando suas devidas características. Anos de experiência resultaram ao um disco que definitivamente virou a vida do Pink Floyd do avesso. Mas antes eles lançaram Obscured By Clouds em 1972.

Junto com More ( 1969 ), Obscured By Clouds é o melhor disco antes da chegada da era de ouro, que vai de The Dark Side Of The Moon até The Wall, no final da década de 70. Quando os primeiros minutos da ótima instrumental " Mudman " começa, você já sabe que é o Pink Floyd. A essência estava formada.  Apesar de Obscured By Clouds não ser um sucesso desde que foi lançado, é um dos álbuns mais amados dos fãs mais antigos. Sem dúvidas é um disco fantástico, não liguem para as reviews feitas por esses sites " especializados ".

" The Gold It´s In The " deixa muitas bandas do Hard Rock setentista no chão. " Mudman " como já disse é uma grande peça instrumental. A fantástica " Childhood's End " é um preludio de " Time ", contando com uma arrasadora energia de Richard Wright e Nick Mason. Para terminar os destaques, apresento a vocês uma das músicas mais lindas da carreira do conjunto. " Stay " deixa qualquer fã arrepiado pela a maravilhosa atuação de Waters/Gilmour. Quem me dera ter esse dom.



The Dark Side Of The Moon é um dos discos mais prestigiados da história do Rock. Foi lançado em 1973 e não demorou muito para chegar ao topo. David Gilmour e Roger Waters, os principais compositores resolveram tratar suas composições com mais clareza e intensidade. A concepção de Dark Side Of The Moon é focar no sentimento humano e nas vicissitudes da vida. É um álbum completamente linear, como se fosse um filme, que tem inicio, meio e fim. O material foi se agrupando aos poucos, a maioria quando o grupo se encontrava em turnê.


" Pink Floyd no Abbey Road. Da esq. para dir. Gilmour sentado nos equipamentos, Waters de frente com Richard Wright e Nick Mason no final com sua boina "

Mais do que uma grande resolução do mundo, The Dark Side Of The Moon conta com uma qualidade sonora arrepiante, que conduz o ouvinte a se adentrar na viagem da banda. É difícil destacar uma faixa ou outra, pois todas se completam. " Speak To Me " e " Breath " se formos analizar, é muito parecida com a minha preferida " Time ", onde certamente ira encontrar um dos maiores solos de guitarra feito por David Gilmour. " Money " e " Us and Them " apresentam dois riffs marcantes, um feito pelo baixo de Waters e o outro com a delicadeza da guitarra de Gilmour. Sem esquecer que  " The Great Gig In the Sky " é uma aula de canto da ótima cantora Clare Torry.

Já ia me esquecendo. The Dark Side Of The Moon foi gravado no mítico Abbey Road, um estúdio de última geração que anos antes comportou grande discos dos Beatles. Só para avisar, não foi o primeiro álbum do Floyd no estúdio. Atom Heart Mother também foi feito lá.

É bom não prolongar muito meu texto desse clássico, pois vou acabar me complicando. The Dark Side Of The Moon é um disco indispensável, quebrou barreiras tanto para o mundo do Rock quanto para o mundo da música.



Veja as últimas postagens da série

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No próximo post um especial de Wish You Were Here e a época que marcou o auge do Pink Floyd.

Até a próxima !

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domingo, 14 de outubro de 2012

Pink Floyd - Ecos, apenas ecos ( Parte 3 )



Depois da saída de Syd Barrett e seus dois bons discos piscodélicos, a banda se adentrou no universo progressivo. David Gilmour assumiu a guitarra do grupo e elevou a qualidade técnica. Saiu então um grande disco, o lindo More. Em seguida o conjunto lançou Ummagumma.

Chegamos então a Atom Heart Mother, aquele mesmo disco que tem aquela famosa vaca em sua capa. O primeiro lado do álbum é dividia em seis partes. É uma viagem sonora grandiosa onde apreciamos uma orquestra competente, além da dedicação dos integrantes, que se preoucuparam em deixar tudo muito bem feito.

O segundo lado já entra as composições. " If " é uma bonita canção cantada por Roger Waters, apresentando também um baita de um solo de Gilmour. Há alegre e dançante " Summer´68 " vem adiante com a boa e subestimada voz de Richard Wright. Apostando em belas canções o Pink Floyd foi levando essa fase da carreira a sério. O maior exemplo disso é " Fat Old Sun " cantada suavemente por David Gilmour. Após estas três faixas, a sequência instrumental volta com a intensa " Alan´s Psychedelic Breakfast ".

Lançado em 1970, Atom Heart Mother é um disco muito bom, chegando aos pés de More, lançado em um ano antes, em 1969. Já em 1971 a banda estava se preparando para um novo disco. Mais um que seria decisivo para a carreira do Pink Floyd.


" David Gilmour e Roger Waters "

Meddle pois um pouco de lado a fase doce de Waters e Gilmour e colocou a prova a potência da banda. Logo de cara já percebemos o que o compacto seria, a instrumental " One Of These Days " é um Rock potente, que certamente deixou muita gente babando na época. " A Pillow Of Winds " foi uma das primeiras que trouxe a dupla Waters/Gilmour nos vocais juntos. " Fearless " é um boa faixa, trazendo uma participação especial da torcida do Liverpool ( Famoso clube do futebol Inglês ). " San Tropez " é bem bonitinha, e para fechar o primeiro lado, " Seamus "  de apenas dois minutos é um blues bem tocado pela banda, apoiado por um cachorro que não para de latir sequer um minuto.

O segundo lado é a famosa " Echoes ". Muitos já ouviram falar dessa música de 23 minutos, mas nunca ouviram. Eu diria que é um álbum a parte, pela duração e complexidade que a música passa a você. Se você notar, " Echoes " lembra bastante em alguns momentos, partes do aclamado Dark Side Of The Moon. Para David Gilmour, Meddle é um dos seus álbum preferidos.



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No próximo post dedicamos o espaço especialmente para Dark Side Of The Moon, e com uma pequena parte ao seu antecessor Obscured By Clouds.

Veja também :

A origem da viagem
Está na hora, címbalo 

Até a próxima

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domingo, 17 de junho de 2012

Pink Floyd - Está na hora, címbalo ( Parte 2 )


Sigma 6, The Meggadeaths, Tea Set, The Abdabs poderia ter Roger Waters, Syd Barrett e cia, mas não a profundidade do nome Pink Floyd. No primeiro post da série do Floyd terminamos com o disco A Saucerful Of Secrets, álbum que foi decisivo para o restante da carreira do grupo. David Gilmour entrou e deu um tom a mais a banda, Wright evoluiu seus sintetizadores e todos estavam prontos para seguir em frente. 

Porém, Syd Barrett estava fora.

Barrett lançou dois discos solos depois de sua saída, The Madcap Laughs e Barrett, ambos trilhando toda sua loucura apresentada na primeira pérola do Pink Floyd, The Piper At The Gates of Dawn. Aos poucos o músico foi adoecendo e ficando mais longe do mundo da música. Morreu em 2006, entrou para o Rock N Roll Of Fame no mesmo ano e ganhou inúmeros tributos durante sua carreira.


" Estou desaparecendo, evitando a maioria das coisas "

Voltando a banda, digamos que o ano de 1969 foi muito produtivo. O conjunto lançou More ( Music from the Film More ) e Ummagumma.

More na verdade é um filme, e o disco foi lançado em base disso. O álbum é lindo, em todos os sentidos, o que não me empolgava nos primeiros e bons momentos com Syd Barrett na banda, tudo mudou minha concepção do grupo no seu começo. David Gilmour e Roger Waters estavam se encontrando musicalmente, tanto quanto composição ( Waters foi brilhante ). Music from the Film More é contagiante, irradiante que trilhou o Floyd a mais um passo adiante. Percebemos que os integrantes trouxeram elementos de Folk, sim, aquela batida bem Neil Young para algumas de suas faixas. A critica avaliou como médio, injusto, faltava algo para que o Floyd mudasse o mundo, e estava chegando. More continua obscuro, ao mesmo tempo leve, como uma pena.


" Capa de Ummagumma : David Gilmour sentado a frente, Waters um pouco mais atrás, Nick Mason de pé e Richard Wright no fundo de cabeça para baixo "

Já Ummagumma, o nome mais estranho de toda discografia da banda foi lançado em Novembro, meses depois de More. Era um álbum duplo e seu primeiro lado era ao vivo, trazia " Astronomy Domine " de Piper At The Gates of Dawn e " Saucerful Of Secrets ". O lado 2 já nos brindava com aquele aspecto progressivo de dividir partes da música. Sysyphus, The Narrow Way e The Grand Vizier´s Garden Party fazem uma viagem de experimentalismo, arte e boa música. Pérola que ganhou mais prestígio do que More, também recomendo muito.

More e Ummagumma estavam muito a frente dos dois primeiros álbuns lançados pelo grupo, mas ai já é questão de gosto, cada fã tem o seu. Eles estavam chegando, anos mais tarde estariam mudando parte da história da música e do Rock N ´Roll.

Até a próxima postagem.



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Veja a primeira parte : Pink Floyd - A origem da viagem

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terça-feira, 3 de abril de 2012

Pink Floyd - A origem da viagem ( Parte 1 )


A cada ano estrelamos uma série aqui no blog, e no ano passado o Hard Rock dominou em dez postagens. Tentei mostrar o universo do gênero através do Hard no ritmo do Rock, tendo mais de 1000 visualizações ( fora as não contadas ). A série desse ano vai ser de uma banda, resolvi trilhar o Pink Floyd que apresentou durante sua carreira uma história interessante, de altos e baixos, da queda de Syd Barret  ao auge de David Gilmour. 

Para fazer essa série, li bastantes entrevistas de músicos, amigos, alguns livros, revistas e meu conhecimento sobre a banda e seus discos. Sem dúvidas é umas das bandas mais importantes da história.

A origem da viagem

O Floyd foi fundado precisamente por Nick Mason, Roger Waters e Rock Wright. Mais tarde se juntou o guitarrista Syd Barrett, obrigando Waters a passar para o baixo, instrumento do qual o consagrou. A origem do nome é uma homenagem de Barrett aos bluseiros Pink Anderson e Floyd Council, juntando os primeiros nomes dos artistas. A banda trilhava em vários tipos de instrumentos, mas a loucura começa quando Barrett assume as composições da banda, sem esqueçer que na formação daquela época também contava com o guitarrista Bob Klose, que pulou do barco logo cedo. Pobre coitado !

Então estava formado : Roger Waters ( baixo e vocal ), Syd Barrett ( guitarra e vocal ), Richard Wright ( piano e teclados ) e Nick Mason ( bateria ).


" Ao lado esquerdo Syd Barrett e sua guitarrita, atrás na bateria Nick Mason e ao lado direito com seu baixo Roger Waters, em meados de 1967 "

A loucura começou...

Agora começa a prova para a banda. The Piper At The Gates Of Down é lançado em agosto de 1967 e o grupo manda ver no Rock Piscodélico, onde Syd Barrett apresenta letras de mágicos, conto de fadas, espantalhos, duendes e tudo o que passa na cabeça do músico. Muitos não preferem nem conhecer os primórdios do Floyd, preferem começar com The Wall e Dark Side Of The Moon e nunca abrir as portas para ver o que eles aprontaram no final da década de 60. Sobre a gravadora EMI, The Piper At The Gates Of Down agradou a crítica, é um disco bom, mas na minha opinião, naquela época haviam grupos que brilhavam mais com o Piscodelismo, como o Steppenwolf, Beatles, Jefferson Airplane e entre outros. 

Na queda terminou...

No mesmo tempo que os britânicos estavam ganhando o mundo, Syd Barrett dormia afundado nas drogas e a partir daquele momento estava " ausente " na banda. Ele conseguia compor e cantar algumas faixas, mas não aparecia nos shows, gravações e entrevistas, levando a desentendimentos com o restante do conjunto. A banda então chamou David Gilmour para suprir a falta de Syd. Guitarrista que tem talento de sobra, além de um ótimo cantor. Falaremos melhor de seus feitos, mais para frente.

Em abril de 1968 eles lançaram A Saucerful Of Secrets, que também trazia a frente o Piscodelismo. Percebemos solos melhores elaborados por parte de Gilmour e um piano de Wright dando indícios de um Rock Progressivo. Saucerful Of Secrets é bem parecido em relação a Piper At The Gates Of Down, também levando em conta que ambos conseguem ser obscuros em algumas canções.

No próximo post falaremos mais de Syd Barrett, sua saída, sua carreira solo e alguns encontros marcantes do músico com os integrantes do Pink Floyd.


Até a próxima e nossa nova série esta no ar !

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sábado, 22 de outubro de 2011

Unindo Rock e Cinema ( 2 )


Voltamos com o mais um post desse quadro. Dessa vez, sem lero, vamos unir Rock e Cinema perfeitamente. Veja o último : Unindo Rock e Cinema ( 1 )

Detroit Rock City - 1999

Para variar, começamos com uma comédia. Sabe aquelas comédias anos 80 hollidianas e sessão da tarde ? É típico de Detroit Rock City, que lembra muito os filmes de Leslie Nielsen. O filme é muito idiota e o máximo que consegue é unir o Rock com a comédia, as vezes se tornando meio chatinho.

O filme é referência e traz a história de quatro jovens fãs de Kiss e sua jornada para que consigam ver a banda ao vivo. Para quem quiser descontrair o filme vale a pena, também porque leva a você clássicos do Thin Lizzy, T. Rex, AC/DC, Ramones e claro, KISS.

" I Wanna Rock N Roll All Night "


Tommy - 1975

Tommy é um filme musical baseado na ópera rock do The Who, Tommy. O disco do Who é uma verdadeira história que resultou no filme, eu recomendo muito e algumas mudanças foram feitas do álbum para o filme, como o clássico "Pinball Wizard", que é alterada.

A história traz a vida de Tommy, filho prodigio do Capitão Willer e Nora Walker. Tommy é relatado de uma forma brilhante, lembrando muito grandes obras da literatura e do cinema.

Os quatros integrantes do Who fazem parte do filme, além de nomes como Eric Clapton, Elton John o grande Jack Nicholson e a atriz Ann Margret que  ganhou o Globo de Ouro e foi indicada ao Oscar, como melhor atriz. A trilha sonora fica por conta do álbum da banda, se você quiser conhecer o disco e sua excelente história, assistam o filme que vale muito a pena.

Grande Who que teve uma enorme contriubuição para a história do Rock.

" Jornada Fantástica "


The Wall - 1982

Se não bastasse Tommy, The Wall também ganha sua presença nesse post. O filme foi produzido por Alan Parker e o roteiro escrito pelo própio Roger Waters. O filme é encarado como muitos uma seleção de vídeos, porque há poucas falas. Mas isso não impede de ser uma grande obra, pelo contrário, fica uma característica que marca a produção muito bem. 

Assim como Tommy, o disco The Wall do Pink Floyd é uma ópera rock, tendo também o filme baseado na obra - prima da banda. Os dois andam lado a lado, não é a toa que são consideradas duas obras épicas.

A história é maravilhosa, assim como o álbum. Como Tommy era a bola da vez, aqui Pink, um jovem roqueiro ganha vida, tendo em sua volta o isolamento e a alienação. A trilha é o disco inteiro, então não tem erro, é clássico atrás de clássico. De  "Another Brick In The Wall " a " Comfortably Numb ", ambas com belas mensagens a dizer.

Essêncial.

" Posso aliviar sua dor, pôr você em pé de novo "


E a cada fim desse quadro deixo um filme que gosto muito, que de um forma ou outra tem uma relação com Rock, ou não. Nesse caso, a obra de o Senhor dos Anéis já influênciou várias bandas e músicos, em especial o Led Zeppelin, na canção " The Battle Evermore " do quarto disco do grupo.

Senhor dos Anéis é sensacional e sempre foi uma das minhas séries de filmes favoritas. Ouçam essa bela Orquestra do tema dos filmes.

Genial


Até ao próximo post e novidades

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sábado, 30 de outubro de 2010

Era uma vez um estúdio chamado Abbey Road....

Quem já ouviu falar de Beatles certamente já ouviu falar de Abbey Road, um estúdio que ficou marcado pela sua história.

Mas que história é essa ?, é bem simples e façil de contar. Nesse post vou falar desse estúdio que muitas pessoas acham que é só um disco, e não um estúdio de última geração.

Abbey Road foi fundado em 1931 pela EMI, e virou um ponto turístico para músicos de plantão. Situado em Londres, muitos que vão a capital não esquecem de tirar aquela famosa foto atravessando a avenida, capa do disco Abbey Road dos Beatles.

                 "Se o pessoal não entendeu os Beatles e os anos 60, o que é que eu posso fazer?"
                                                    John Lennon

Quem passou por lá ?

Beatles :

Os Beatles passou e não largou. Foram lá em que eles fizeram todos seus discos, álbuns consagrados na mídia como Revolver, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Yellow Submarine e Abbey Road.
Era inevitável falar que Abbey Road era bom, tinha um tecnologia jamais vista em estúdios na época, com uma variação imensa de utilidades para deixar o som como quiser, isso sai das palavras de quem gravava por lá.

Obs : Começou a ficar famoso quando os Beatles usaram ele para fazer ao vivo a musica All You Need Is Love, que foi para o ar mundialmente.

Pink Floyd :

A turma do Floyd criou nada mais nada menos do que os discos The Piper Gates At Dawn, Wish You Were Here e The Dark Side Of The Moon, acho que você ouviu bem, só clássico a banda fez.
Foi de lá que saiu o solo de Time, de Shine Your Crazy Diamond, os riffs de Money e Wish You Were Here, e outros clássicos da banda.

Da para acreditar, o estúdio é pé quente.
                 " Gilmour aquecendo para botar fogo no ensaio no Floyd "
Outros :

Essas duas bandas fizeram o nome do estúdio mundial, muito outros artistas marcaram sua presença no estúdio, uns mais conhecidos e outros não. U2, Oasis, Lennon entre outros deixaram sua marca, nem pra fazer a mixagem de uma musica. O estúdio também era usado para fazer trilha sonoras de filmes, posso dizer que só clássico, filmes como Senhor Dos Anéis, Harry Potter, Superman e outros filmes consagrados do cinema.

Produtores :

Os dois mais famosos que passaram por lá foram George Martin, um ótimo produtor que além de dirigir os Beatles produziu com Jeff Beck e UFO, e o outro é um que deixou todos músicos loucos quando os dirigia, Phil Spector. O produtor foi preso por assassinato e hoje passa longo e bons anos na cadeia, dirigiu Lei It Be do quarteto de Liverpool.

O estúdio Abbey Road foi e é importante para a música, quem sabe não sai mais discos de lá. Já parou para imaginar se todas as lendas deixassem sua marca ?. Entre no site e saiba mais o que rolou.

 http://www.abbeyroad.com/

Até mais rockers.

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