quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Rock Eller



2010 ? ( 2012 burro ) chegou e em 2001 foi um ano em que grandes nomes se despediram. Dois grandes exemplos são George Harrison e Joey Ramone que nos deixaram assim como a musa Cassia Eller.

Cassia Eller nasceu no Rio de Janeiro, mas foi em Brasília em que começou a dar seus primeiros passos com Rock, primeiro os Beatles, depois Nirvana e assim vai. Foi uma das principais cantoras que interpretaram grandes canções de artistas. Cazuza e Frejat não sabiam o que faziam com " Malandragem " até que caiu nas mãos perfeitas.

Lançou ao todo 5 discos, sendo um póstumo. Marginal, os dois Cassia Eller e Com você meu mundo ficaria completo são indispensáveis para quem curte uma boa musa e por fim, uma ótima música. Nesse três compactos a gente pode relembrar os clássicos " Segundo O Sol ", " Por Enquanto ", " Malandragem " e " Relicário ", essa última cantada junto com Nando Reis, uma dupla que foi brilhante.

O Moicano e os peitos de fora deixarão saudades, como sua memorável apresentação no Rock In Rio no mesmo ano de sua morte, por uma parada cardíaca.


E no fim só o seu coração conseguiu parar.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal

O Destroyer deseja a vocês um ótimo fim de ano e um Feliz Natal.

Que o bom velhinho abençoe vocês....


Voltamos só no ano que vem...





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Rock em uma música


Alguns dias atrás organizei no twitter e no facebook uma brincadeira. Pedi para o pessoal que definissem o Rock em apenas uma música e olha no que deu.

Primeiramento o pessoal do twitter

Bruno
Definir o Rock em uma música. "ROCK OUT" Motorhead. despertador do meu celular 
Glauber Sales
Seasons in the Abyss #
Gabriel Albuquerque
Rock n' Roll Ain't Noise Pollution, AC/DC. ''Rock n Roll is just...Rock n Roll'' RT Mandem músicas que definem o rock pra vcs
Robson Miguel
Metal Militia-Metallica
Dreh  
Queen - Bohemian Rhapsody
Filipe Miranda
Carry On - Angra ou The Tropper - Iron Maiden


E por fim o Fernando Anselmo do Facebook deixou ao menos um clássico
Agradeço a todos e até a próxima...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

All Those Years Ago - George Harrison ( 1943 - 2001 )



Quem gosta dos Beatles certamente gostará desse post, e para quem gosta de George Harrison, amará. Em 2001 o ex - Beatle morreu de câncer e já faz 10 anos. Como o tempo passa não ? E foi nesse mesmo ano em que Joey Ramone, o eterno poeta Punk Rock também nos deixou, mas hoje Harrison ganhará o post, por tudo que fez pela música.

Muita gente não conhece o músico por sua carreira em si, mas sim pelos Beatles. Fazia parte do famoso quarteto de Liverpool e segurava muito bem a guitarra ao lado de John Lennon, quer dizer, Lennon segurava bem a guitarra ao lado de George, que foi muito importante ao grupo. Estrelou ótimas músicas no quarteto, apesar de Paul e John sempre criavam, arriscou os mesmos passos de seu amigo Ringo Starr e fez mais um clássico dos Beatles no álbum Abbey Road de 69. " Here Comes The Sun "  por muitos é a melhor música da banda, mas é dificil escolher e quando se trata de grandes conjuntos eu costumo ficar em cima do muro.

Após os Beatles acabar, Harrison entrou em carreira solo e claro que ficou muita coisa guardada na cabeça do músico, foi uma decisão sábia que demonstraria todo seu valor. Antes de lançar All Thing Must Pass, álbum do qual falaremos mais tarde, o cara pois no mundo Wonderwall Music e Eletronic Sound.

Wonderwall já é um disco completo e de cara percebemos uma das principais características de Harrison em sua carreira, fundir e ambranger estilos. O artista sempre fez isso com letra e não se prendeu a fazer baladas e músicas alegres. Músicas indianistas, folk, soul sempre foram bem representados e é nesse lema que Eletronic Sound chega as lojas, misturando sons. Mais parece um disco de Rock Progressivo com duas músicas bem grandes, mas nem chegando aos pés do ótimo Trick As A Brick  do Jethro Tull. É um álbum para poucos e sinceramente eu não aguentei ouvir,  mas uma frase me chamou atenção em uma das capas : " Tem muita gente fazendo barulho por ai, aqui tem mais ".

Enfim All Things Must Pass que foi um dos álbuns mais bem criticados do cara. O álbum é muito bom e agora sim eu enxergava o talento de George Harrison que além de grande guitarrista, era um excelente músico. Gosto bastante de " My Sweet Lord ", é de fato uma ótima música, relembrando muito os tempos dos Beatles, " What's Life " também é legal, assim como  " Isn't a Pitty ". George estava achando sua identidade que ganhou força em All Things Must Pass, um álbum totalmente bom e recomendado.



Após vários bons álbuns e o sucesso musical voltando a bater na porta, em 1980 George fez sua autobiografia " I Me Mine ". E no mesmo ano seu amigo e gênio John Lennon viria a falecer, e acabou fazendo uma homenagem chamada  " All Those Years Ago " que logo de cara chegou ao topo das paradas, tendo em sua gravação MacCartney e Ringo. A música retrata os bons tempos em que eles passaram juntos.

Na década de 90 o Traveling Wilburys havia surgido, um supergrupo formado por Bob Dylan, Tom Petty, Roy Orbison, Jeff Lynne e George. Tudo começou com ajuda de Dylan e Roy Orbison em uma música de Harrison, de tudo isso houve a ideia e assim formaram. O Traveling foi um grupo super interessante, foi mais ou menos uns Beatles antigo e saiu na hora certa pois, cada carreira de cada músico estava consagrada e em um ritmo mais calmo. Os músicos tinham tudo a ver, pois sempre apresentavam o mesmo estilo, e isso contou muito para que desse certo.

A morte de George Harrison foi um choque para a música e os fãs de Beatles. Apesar de não ser um gênio e nenhum cara brilhante na guitarra, musicalmente foi um ótimo artista com uma discografia extensa que vale muito a pena você dedicar pelo menos um tempo a esse cara. E por fim, participou dos Beatles, não tem coisa melhor.

 " O mundo nos usou como desculpa para enlouquecer "



Mostrando a cultura indianista, a fantástica Gopala Krishna

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

100 mil views

Fim de ano chegando e por cima disso uma surpresa, chegamos aos 100 mil views. Muito bom chegar a essa marca em 2 anos de blog, para muitos isso é pouco, mas para mim é muita coisa. Já pensou ? É o estádio do Maracana inteiro lotado, haha.

Só de pensar que 100 mil cabeças diferentes ou não já visitaram o blog, não tem coisa melhor.

Valeu pessoal...


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

SWU - 2011



O SWU em 2010 ganhou as atenções da mídia músical. Até então era estranho por que um festival que você nunca ouviu falar iria trazer grandes presenças. O Pixies para mim foi o melhor show da edição passada e o vencedor dessa edição só no final do post.

Foram três dias como de costume, no dia 12 de Novembro foi mais o dia do Pop, como Black Eyed Peas e dois nacionais, como D2 e Emicida. No dia 13 foi um dia em que eu estava esperando, acompanhei o Ultraje a Rigor que é uma banda bem legal, e também fiquei por dentro do rolo que aconteceu entre os brasileiros e a produção do Peter Gabriel. A produção de Gabriel quis mandar no show e foram otários, mas não confundam a produção com Gabriel, que se demonstrou em seu show o grande músico que sempre foi. Certamente esse episódio entrou para a história do festival, assim como o Rock In Rio tem seus momentos. Gabriel fez um show grandioso, tendo ao seu lado uma grande Orchestra ( The New Blood ) e ótimas vozes femininas. Mostrou em seu repertório músicas bastantes desconhecidas, pórem, ótima. " Biko " foi sensacional.

Ainda no dia 13 o Duran Duran e Chris Cornell subiram ao palco, mas não acompanhei. Tedeschi Trucks Band pois o Southern Rock a fever, mas o pai do Southern ainda estava por vir, o Lynyrd Skynyrd. O Skynyrd fez um grande show, assisti inteiro e pude perceber uma banda carismática e sólida. Presentearam cada fã com seus eternos clássicos, foi muito bonito ver " Simple Man ". Claro que não é aquele Lynyrd Skynyrd, mas o que vale é lembrar e curtir os hinos do grupo.


No último dia o peso ganhou força. as guitarras estavam a flor da pele e a distorção estava com seu volume no máximo. O Raimundos fez um bom show, apesar de não ter Rodolfo nos vocais, Digão aguentou bem, apesar do sucesso de " Mulher de Fases " ser  incomparável nas mãos do envangélico Rodolfo. Ainda no dia 14, Duff MacKagan, o baixista da formação original do Guns, veio com sua banda, os Loaded, mostrou o típico Punk de Seatlle.

Sonic Youth, Primus e Megadeth chegam logo em seguida, para terminar temos Stone Temple Pilots, o grunge do Alice In Chains e por fim o Faith No More. Sonic Youth é um dos pais da música alternativa, fez um grande show, assim como o Megadeth que não acompanhei muito, pois não sou muito fã da banda. Stone Temple Pilots foi ótimo e Alice In Chains foi excelente, pondo o público para vibrar. Faith No More também me impresionou, Mike Patton fez um baita de um show, relembrando clássicos como a minha preferida " Epic ".

O SWU foi ótimo e espero que no ano que vem seja ainda melhor, haa, enquanto ao melhor show desse SWU eu dou para o Skynyrd, por toda sua trajetória. Agora confiram os melhores momentos :





Entra lá no twitter porque amanhã tem uma novidade e de força ao nosso querido e adormecido Facebook.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Independência - Peach Pie



Após algumas semanas com o foco em minha vida profissional e alguns péssimos dias, estou de volta com mais frequência ao blog. Vou poder acompanhar de perto, atualiza - lo, responder todos os comentários e elaborar novos posts.

Hoje vou reescrever um texto meio antigo, postado no blog Comissão do Rock. Se trata de uma banda independente de amigos, chamada Peach Pie. Com a colaboração de todos espero que daqui para frente escrevo mais desse cenário independente. Quem tem sugestões e uma banda é só entrar em contato, que irei analizar.

Começando nosso quadro Independência, falo do Peach Pie, uma banda oriunda de Santo Andre ( SP ) formada em 2008. O grupo tem a formação de Bárbara (voz), Henrique (piano) e Sérgio (baixo).

Bárbara ( Voz e Guitarra )

Sérgio ( Baixo )
Henrique ( Piano )

O Peach Pie faz suas composições própias, fazem um estilo mais apropiado ao Pop - Rock, levando bastante a influência dos Beatles, Credeence e muitas outas bandas nessa empreitada. Lembrando que a banda tem um gosto bem eclético, gostam desde Blues a nossa MPB, mas eles não escondem o carinho pelo Rock.

A banda atualmente toca em festas e em bares, mas sempre leva a música como Hobby e diversão. O conjunto se reune na casa dos integrantes Sérgio ( Baixista ) e Henrique ( pianista, tecladista e compositor ) para levarem um som no pequeno e bem montado estúdio da banda, e é de lá que sai as músicas do grupo, com os compositores Bárbara e Henrique.

Aos poucos a banda foi criando sua identidade, e assim pudemos perceber letras entusiasmadas e com arranjos bem legais, se quer ouvir Rock pesado, esqueça pois a especialidade deles é fazer algo mais experimental e pop, mas claro, eles não deixam os princípios do Rock.

E qual banda nunca fez um cover ? O grupo não é diferente, e tem de monte guardado em suas prateleiras, eles mostram nos covers que a banda é bem ajeitada e tem bastante a mostrar. Vejam  " Last One" com um arranjo de violino que se encaixou muito bem, a banda em vez de quando recebe participações de outros músicos como na música, também percebemos ritmos e instrumentos diferentes que deixam o som melhor e mais atraente.


Letra - Velho Desfecho

Sim, é tudo verdade, eu não vou mentir. Você sabe por que eu estou aqui.
Caí na toca do coelho, comi a maça, furei meu dedo e fui atrás da fera.
Sim, desviei os meus caminhos, eu quis da rosa os espinhos, mas sempre voltava pro mesmo lugar.
Saí da toca do coelho, digeri a maça, curei meu dedo e brinquei com a fera.

Mas é sempre você,
Mas é sempre você o desfecho das minhas histórias.
Mas é sempre você,
Mas é sempre você que povoa a minha memória.

Eu não sei sentir menos que isso, e sentir mais seria morrer, então desisto e confesso a você.
Sim, eu quero um "felizes para sempre", é verdade, um dia a gente aprende que ninguém substitui ninguém.

Mas é só com você,
Mas é só com você que o amor é sempre diferente sem mudar.
Mas é só com você,
Mas é só com você que eu posso ser eu mesmo sem ter medo de voltar.

Eai, gostou ?
Então participe também...

domingo, 4 de dezembro de 2011

A indústria musical ?


A indústria musical durante todos esses anos arrecadou um dinheiro que não da para calcular, é só juntar Thriller do Michael Jackson, Back In Black do AC/DC e mais alguns nomes como Elvis e Beatles, a indústria já passa dos 200 milhões.

E não é que ela sofre uma alteração ? É óbvio que a indústria musical sempre vai faturar, mas com a chegada da tecnologia o seus miolos começam a ferver. Antigamente o que se dava conta era o vinil e a pirataria ainda não existia, por isso vemos 20 milhões de cópias em apenas um disco de uma grande banda, hoje, essas cópias dificilmente passa do 1 milhão. Depois do vinil os cds são anunciados, pequeno e compacto é uma alternativa para o vinil, então não tem problema até que a internet entra na vida de todos.

Com a internet descobrimos muitas coisas, eu por exemplo se não tivesse a internet dificilmente iria expandir meu gosto pelo Rock. A vários tipos de consumidores, aqueles que só compram cds ( difícil ), aqueles que só compram de suas bandas preferidas, mas usam a internet para fazer seu meio musical ( fácil ) e aqueles que não compram nada, só usa a internet ( muitíssímo fácil ). Dos três eu sou o terceiro, aquele que só usa a internet, mas que compra em vez de quando uma relíquia pelos cantos. 

A indústria tem direito de ficar brava por não ganhar o que ganhava a 30 anos atrás, mas quem tem que fica " puto " são os artistas, que lançam um disco e ele já esta na internet sendo ouvido por milhares de pessoas, e isso, sem pagar nada ! Fácil não ? Se eu fosse um artista eu não iria ficar bravo, mas não tem coisa melhor que seu disco chegar ao topo das paradas com mais de 10 milhões de cópias vendidas, infelizmente hoje é impossível.

Ter a Internet como principal pólo da indústria musical hoje tem seus prós e contras. O contra é que rende menos, e o pró, é a divulgação das bandas. É mais fácil você fazer sucesso pela internet, pelo seu público do que sem utiliza - la. Fique pensando quantas pessoas começaram a gostar de Rock depois da chegada da internet ? Muitas, esse público se renovou e tirou o Rock do esquecimento, que já estava anunciado. A tia ali ouve sua música, gosta e poi no twitter, que ai a amiga ouve, gosta e divulga,  e assim vai.

Como ainda somos consumidores para a gente tudo isso é bom, para as bandas isso não é bom, mas depende do ponto de vista e a internet valoriza a indústria, e a indústria tem que se adaptar a essa geração, para que os dois saem ganhando. A billboard por exemplo, eu acho que eles selecionam os artistas pela internet, não deve importar quantos discos estão sendo comprados, só quantas visualizações estão sendo feitas pelo youtube.

 " Na natureza nada se cria, tudo se transforma ", é mais ou menos esse ditado da indústria musical. Com o sucesso o artista gera dinheiro, mas nem todos tem toda essa sorte, não vi ainda uma grande banda de Rock surgir as custas da Internet, se tiver, me avise, porque eu quero ver. Alternativas foram feitas como vender músicas para download, álbuns mas sempre tem um furo e essa música vai parar em outro site, que vira tema de vídeo para o youtube, que é copiado e assim vai.

Eu não reclamaria dessa atual indústria, mesmo se eu tivesse uma banda. Iria ser bom para começarmos, e como o sucesso gera o dinheiro.... Mas tudo iria se reduzir, a indústria vai ganhar menos e a banda também. E terão que se contentar que os shows já viraram parte da internet, em que rede sociais fazem shows ao vivos a troco de visitas.

A grande questão é que a indústria que esta acostumada a ganhar milhas e milhas e deve se adaptar a essa geração, favorecendo a todos. Ela, os artistas e os consumidores.

E você ?
O que pensa a respeito ?
Tem alguma ideia para o futuro ?
Esta feliz com essa indústria ?

Todos artigos são publicados por Guilherme M, exceto onde os autores são citados