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terça-feira, 1 de outubro de 2013

MTV - O fim



Hoje, dia 1 de Outubro, quando liguei a televisão me deparei com uma mensagem que me deixou intrigado e nada surpreso :

" Informamos que o canal MTV Brasil encerrou suas atividades em 30 de Outubro de 2013 ". 

É pessoal, a nossa querida MTV que por muitos anos fez a cabeça dos adolescentes do Brasil encerrou suas atividades. O pais inteiro já sabia do fato que iria acontecer, mas só com uma mensagens dessas que a ficha  realmente caiu. O fim de uma emissora que pelo menos vai deixar muitas saudades na minha opinião. 

Há MTV foi lançada nos EUA no começo da década de 80, no Brasil, só chegou em Outubro de 1990. A proposta do canal era deixar uma cultura musical na TV aberta, clipes e mais clipes iriam ser rodados diariamente. Uma proposta muito ousada, já que a TV aberta se resume a simplesmente entretenimento e notícias. Mas os caras acertaram em cheio, era isso que os jovens do Brasil precisavam na época :  Atenção .

Sem dúvidas a MTV por muito tempo formou um " caráter " cultural de uma geração. E olhando para trás, todos sentem saudades daquele tempo em que a emissora fazia - nos perder noites e noites com suas atrações. Com o tempo, era de se esperar que eles iriam mudar. Nos seus últimos anos de vida, começaram a apostar em um canal de entretenimento adolescente, mais do que a música em si. O que vendia na época ? Reality Shows, beijo na boca, comédia e Restart ?

Essa mudança aos poucos foi se consolidando, mas não por causa disso, deixou de ser uma emissora divertida de se assistir. Também temos que entender que eles precisavam se manter na ativa, além de agradecer de uma forma geral, porque ela ajudou muito o cenário Rock N´Roll do Brasil e mundial. Já perdi a conta de quantas bandas excelentes a MTV explodiu. O maior exemplo é um tal de Guns N´Roses que se não fosse a emissora, você certamente não conheceria a banda.

Triste ver acabar assim. Agora a MTV Brasil passará para a TV fechada com novas novidades. Vamos ver se vai continuar sendo a MTV que conhecemos. De altos e baixos, de grandes lembranças ou não. Mas uma coisa podemos ter certeza, não será igual a antiga MTV.

Veja abaixo os últimos momentos da MTV Brasil : Astrid, a primeira VJ do canal, acendeu as luzes. 23 anos depois, não poderia ser outra pessoa para apagar as mesmas.

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

É como cuspir em um estranho


Uma das coisas que você não deve perder quando você gosta de música, é sempre procurar um som novo para se ouvir de acordo com seu gosto musical. Antigamente costumava conhecer inúmeras bandas, e infelizmente, com o tempo fui perdendo essa ânsia de novidades musicais. De fato é algo momentâneo, pois nem todo mundo consegue se dedicar a apenas uma coisa, mas enfim, eis que descobri naturalmente alguns sons que quero compartilhar com vocês. Na verdade não são apenas sons. É música, é Rock.

O primeiro é a banda norte - americana Pavement ( algum de vocês já deve conhecer ) formada em 1989. É um conjunto muito conhecido que só agora fui descobrir, hoje, posso dizer que sou um grande admirador da banda, mais do que nunca do cenário alternativo da década de 90, com as pauleiras de Smashing Pumpkins, Pixies, Jane's Addiction, Pearl Jam, Nirvana e entre outros. Bom, acho que já to virando meio suspeito no assunto.

O primeiro dos cincos álbuns lançados pelo grupo que ouvi, foi o último, Terror Twilight, lançado nos últimos suspiros da banda, em 1999. Um ótimo disco do começo ao fim, alternando entre algumas beldades e pauladas certeiras como uma boa banda de Rock deve ter. " Spit on A Stranger " talvez seja o maior clássico do Pavement, e por sinal, uma das minhas preferidas, junto com " You Are a Light ", com uma melodia envolvente e marcante. Mas calma, ainda tem muita coisa para se ouvir dessa incrível banda, que sem dúvidas deve ser compartilhado com alguém.



Outro artista que conheci melhor ( dessa vez um músico ) foi Arnaldo Antunes, que ficou conhecido nacionalmente como um dos membros do Titãs na década de 80. É ele que canta " O Pulso ", " Comida " e outras pérolas da banda, sem contar de sua técnica invejável de compor. Ainda que não seja minhas músicas preferidas do Titãs, Arnaldo Antunes quem diria, deixaria saudades após sua saída nos anos 90, junto com Nando Reis.

Seguiu carreira solo e lançou bons álbuns, como  Silêncio  de 1996 e Paradeiro de 2001, ambos recomendadíssimos. Porém, tem uma música do cara que vem me balançando há um bom tempo. " As melhores coisas " composta exclusivamente para o filme As melhores coisas do mundo  de 2010, é uma das canções mais expressivas do músico nos últimos tempos. 



Vivemos e aprendemos para não perdemos certas coisas que não devemos. Nunca deixe de descobrir o mundo.

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sábado, 26 de janeiro de 2013

Enfim, a verdade saiu


Jack Endino, produtor musical e conhecido mundialmente com a produção do primeiro álbum do Nirvana ( Bleach ) fez uma declaração nada infeliz que causou muita polêmica com os roqueiros do Brasil. " Bandas brasileiras.  Porque vocês estão cantando em inglês ? Eu nunca consigo entender uma palavra ! ".

E completou : 

" Qual o sentido disso? Nunca vai dar o sucesso a vocês fora, e não vejo como isso pode ser um sucesso DENTRO do Brasil. Sim, eu conheço que Sepultura fez isso, mas o inglês deles era excelente, as letras deles eram boas e eles faziam parte de uma gravadora internacional de Metal. Quem mais conseguiu isso? Eu estou perplexo e intrigado com isso "


Parabéns Endino, finalmente alguém falou a verdade. Primeiramente, permitam - me ir mais longe. A questão que quero tomar não é o inglês em si, mas sim, o valor que devemos dar ao nosso pais. Bandas brasileiras na minha opinião, devem tocar em português. Ta certo que idolatramos bandas internacionais, mas seguir carreira em inglês, é um verdadeiro tiro no pé. O nosso antigo e bom Rock Nacional merece uma continuação de seu legado.

Não estou dizendo que não é certo tocar em inglês, pelo contrário, é super legal ( quem não toca ? ) mas acho que o Brasil não precisa e não merece ir la no Google Tradutor e traduzir a letra, tendo a  chances de não ser boa.


Que fique a lição.



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Participem da promoção " Eu sou Ozzy " valendo a autobiografia do músico e uma camiseta cedido pela loja Alquimia Rock Shop.



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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Abra sua mente


Rihanna, Beyoncé e Lady Gaga realmente são ótimas cantoras que sempre estão presentes na mídia mundial. Essa atual safra de cantoras internacionais ( não tão nova assim ) segue lucrando milhões e milhões a cada ano que passa. É claro que não a nada de errado com isso, afinal, elas tem milhares de fãs devotos ( a ) espalhados pelo mundo. Elas são tão boas quanto Janis Joplin e Etta James, mas não fazem o tipo de música que costumo ouvir, e tenho certeza, que a de vocês também.

Janis Joplin e Etta James, poderia dizer da melhor forma que despertam em mim aquele " sangue " roqueiro correndo em minhas veias. A diferença é gritante em relações as outras. Não em relação a técnica. Todas se destacam pelo seus dons correndo em suas cordas vocais, mas a questão é o tipo de música apresentado. Enquanto Lady Gaga procura agitar as baladas em todo mundo, Janis Joplin prefere se deliciar aos solos de guitarra e gritar como se não houvesse amanhã, e Etta James, sentir cada batida de seu maior clássico " Damn Your Eyes ". Entenderam aonde quero chegar ?.

Não estou escrevendo hoje para fazer comparações, e sim, tentar quebrar o preconceito ( se é que existe algum dentro de você ) com o atual cenário de cantoras internacionais. Não estou pedindo para vocês ouvirem Lady Gaga e cia ( que como disse, cantam muito bem ) mas saibam que tem muita música boa, feminina e internacional sendo feita, que por muitas vezes estão longe dos holofotes, ou que estão do seu lado, basta só procurar.

Também publicado em Comissão do Rock







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sábado, 22 de setembro de 2012

VMB - Melhorou, mas...


Com mais de 20 anos, o VMB sem dúvidas é o principal prêmio musical nacional. Apresentou grandes nomes e apresentações marcantes, como : O famoso " Vou apertar, mas não vou acender agora " que trouxe o encontro de Barão Vermelho ( Frejat ) e Bezerra da Silva, Caetano Veloso e David Byrne ( papador da música brasileira ) e seu " Vamo fazer essa porra direito ! ". E não muito antigo, no ano passado, Tulipa Ruiz, Marina Lima, Barbará Eugenia, Karina Buhr e o ótimo Edgard Scandurra fizeram um baita show, digno de aplausos. O VMB guardou grandes lembranças durantes esses anos.

E assim chegamos em 2012, e logo de cara, já vemos algumas melhorias que deixou tudo mais claro. Categorias desnecessárias foram extintas e o voto popular saiu dos principais prêmios.  Nessa edição faltou a presença de um apresentador, diferente das edições antigas edições. Marcelo Adnet era o nome mais cotado, mas ficou por apresentar um prêmio.

Todo mundo sabe que a MTV andou muito mal, fez muita merda e até pode ter o seu fim, conforme rolou os boatos por aí. Programas bons foram criados, Vjs novos e que realmente entendem algo de música, foram contratados. Ainda sei que a emissora será novamente um grande polo do Rock N ´Roll. E olha que ela está tentando matar a geração que ajudou a criar, a geração colorida, que não é bem assim que o Brasil precisa. Bom ! Vamos falar da premiação antes que eu prolongue muito o texto.


" Gaby Amarantos foi a consagração da noite, promovendo a música pop paraense. Que fase ! "

Em 2010 o Restart tinha levado cinco cachorros para casa, e no ano seguinte, deixando de ser voto popular ( exceto em algumas categorias ) trouxe uma mudança radical no cardápio do evento. Nomes bons, mas ainda não convencidos, levaram os prêmios. Esse ano, o Rap ainda continua no topo. Racionais, Emicida e Criolo, não chegam a serem ruins, mas gosto é gosto. O Rock praticamente está desaparecido. O único nome que salvou a noite, e que recomendo muito é o Vanguart, com o disco " Boa parte de mim vai embora " os caras certamente são uma ótima aposta. A apresentação do grupo não aconteceu, e a MTV ainda insiste no Marcelo D2 ( já deu né ? ) e Bonde do Rolê. É uma falta de respeito escalar Bonde do Rolê para tocar, e deixar de lado, por exemplo : Paralamas do Sucesso, Frejat, Caetano Veloso, Nando Reis , Ultraje a Rigor e entre outros músicos de alta qualidade. Ainda teve Gal Costa, dando uma aliviada com sua bonita voz, Brothers Of Brazil e o interessante Agridoce da dupla Pitty e Martin.

O VMB acertou muito, mas também errou. A premiação está boa, mas ainda falta muito para ser algo  musicalmente relevante para esse país. Não estou pedindo para ter só Rock N ´Roll, mas que mantenha um equilíbrio, ou seja, que tenha boa música, o que realmente importa, e não o humor e as estrelas que fazem a promoção do evento. E lembre - se  que a emissora nem se preocupou em por o Sertanejo. Já pensou ?

Ta ai embaixo, uma das únicas coisas que a MTV trouxe nesses últimos anos que presta.



E que Detonator queime no fogo do inferno, haha.

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domingo, 29 de julho de 2012

A imprensa musical



A imprensa musical existe há pelo menos cinco décadas, e com todo esse tempo de vida, já se tornou algo tão natural quanto a própria música. 


A crítica e a imprensa cultural atual moderna têm como função básica separar o joio do trigo em meio ao turbilhão de informações vomitadas pela internet. E, claro, manter de pé compromisso com a imparcialidade, prevista em qualquer texto jornalístico. Coisa que qualquer ser humano pensante sabe, e talvez por isso não seja obrigatório o diploma para jornalistas.


Especificamente no meio musical, essa segunda parte do contrato não costuma ser respeitada, o que causa uma grande lacuna vazia no jornalismo musical nacional e internacional, que vive uma crise de mediocridade.
Para começar, a imprensa se divide em dois: uma metade que idolatra o passado e despreza o novo quando este não tem nenhuma referência com um som antigo; e uma metade que supervaloriza qualquer hype passageiro estourado na internet e aclamado previamente pela imprensa gringa. Esses tipos são encontrados, respectivamente no mundo do heavy metal e a na turma indie/ alternativa.

Aí já está iniciada uma grande problemática: ao especializar-se em determinado gênero da produção musical, outro gênero, igualmente rico e produtivo, é automaticamente relegado ao abismo frio do descaso.
E exemplos não faltam para ilustrar ambos os lados. Na turma do metal temos: Roadie Crew, Rock Brigade, Metal Hammer. E entre os indies: Pitchfork, Noize, NME, Q, Mojo e até falecida Bizz, que ostenta até hoje o posto de melhor publicação sobre música que o país já abrigou. E há ainda a chapa branca, que fica num meio termo sem graça, como é o caso das filiais nacionais da Rolling Stone e da Billboard.

E continuando, ao mesmo tempo em que se ligam a um determinado tipo de música, criam ídolos bairristas e aumentam o seu valor na primeira oportunidade, como é o caso, por exemplo, da relação amorosa do semanário New Musical Express (NME) com o Oasis e os irmãos Gallagher, que de tempos em tempos figuram na capa da publicação e no topo de alguma lista estapafúrdia; ou mais recentemente, o Stone Roses, que só este ano já esteve na capa da revista pelo menos cinco vezes.

A falta de profissionalismo é evidente em várias publicações, que parecem ainda viver no tempo das fanzines: resenhas que não dizem nada; reportagens água com açúcar que só fazem chover no molhado, entrevistas que só servem para enaltecer a personalidade do entrevistado, com perguntas que se misturam à elogios e notícias e matérias bobas para encher linguiça. 

Esperamos que isso mude !

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Honestos ou Impiedosos ?


Há um tempinho atrás aconteceu um tributo ao Legião Urbana, a maior banda que o Brasil já viu. O guitarrista Dado Vila Lobos e o baterista Marcelo Bonfá erraram feio em não trazer o ex - baixista Renato Rocha " Negrete " para se apresentar, e será que acertaram em levar o ótimo ator Wagner Moura para representar Renato Russo nos palcos ?

O tributo realizado na MTV causou uma certa polêmica, muitos criticaram a atuação de Wagner Moura, mas todos esqueceram do fato que Wagner é ator e não cantor. Estava la por sua paixão pela banda, paixão que todos os fãs queriam compartilhar em um palco, mesmo desafinando, cantando. A apresentação do ator foi fraca, parece que ele não conseguiu transmitir a essência de Renato Russo em suas letras, ficou algo vago entre ele e o grupo. Mas pelo menos senti a vibração, energia e vontade de um fã, e o Rock N Roll precisa de tudo isso e mais um pouco.

Nesse post não estou para analisar o evento e sim para falar um breve resumo de boa parte da crítica brasileira, principalmente a mundial. Já dizia nosso querido vocalista do AC/DC, Brian Johnson : " A critica acabou com a diversão ". Criticar é bom, mas criticar com bom senso é melhor ainda. O que os críticos de hoje precisam é criticar inteligentemente. Se Wagner Moura fosse cantor, músico ele mereceria, mas ele é ator e que pena que muitos esqueçam disso. 

Se um disco é ruim, não devem sair falando todos os tipos de merda possíveis. Você tem que deixar a oportunidade para aqueles que seguem seu trabalho poder conhecer do mesmo jeito, pois eles podem gostar do que você não gostou. E vejo que muitas vezes a crítica é muito impiedosa, bandas boas caiem por causa de uma opinião.

A verdade é que temos que manter um certo equilíbrio em cada crítica que falamos e escrevemos, cabe cada um saber achar. Hoje em dia, infelizmente poucos descobrem.

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