quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Pink Floyd - Nem tudo é um mar de flores ( Parte 6 )



A série Pink Floyd no blog Destroyer tem como objetivo relatar a história da banda britânica através de sua discografia, contando com alguns detalhes curiosos ou não de sua história. Mas antes, vejam os posts anteriores clicando aqui. 

Depois de Animals e Wish You Were Here lançados respectivamente nos anos de 1975 e 1977, o Pink Floyd deu continuidade a ascensão da banda com o épico The Wall ( 1979 ). No post de hoje, olhamos de perto o clássico disco que quebrou mais uma barreira para a história do Rock, e o tímido The Final Cut ( 1983 ). 

Vale muito a pena ressaltar que o lendário tecladista Richard Wright saiu por desentendimentos com o restante do grupo, especialmente com Roger Waters. 

The Wall de longe é um dos álbuns mais expressivos do Floyd, juntamente com * The Dark Side Of The Moon. Começando a década de 80 com pé direito, o disco trouxe grandes músicas, que refletiam o mundo de uma maneira geral. No primeiro lado, " Another Brick In The Wall " que traz uma critica forte ao sistema de educação mundial, já diz como a pérola será. São três partes incríveis, destacando como um todo o épico solo de David Gilmour. " Mother ", " Hey You " e a linda " Comfortably Numb " declara um dos discos mais bem reconhecidos do Rock.


" Posso aliviar sua dor, pôr você em pé de novo "

The Wall está muito longe de ser apenas um compacto. É uma obra artística, que envolve muitas artes. Cinema, literatura, poesia, pintura e entre outras coisas. No cinema, aonde também se destacou o filme foi produzido por Alan Parker e o roteiro escrito pelo própio Roger Waters. O filme é encarado como muitos uma seleção de vídeos, porque há poucas falas. Mas isso não impede de ser uma grande obra, pelo contrário, fica uma característica que marca muito bem a produção.

Assim como Tommy do The Who, o disco The Wall do Pink Floyd é uma ópera rock, tendo também o filme baseado na obra - prima da banda. Os dois andam lado a lado, não é a toa que são consideradas duas maravilhosas obras. A história é maravilhosa : Pink, um jovem roqueiro ganha vida, tendo em sua volta o isolamento e a alienação de uma era marcada pelo caos e guerra.


Indispensável.

The Wall ganhou ainda em 1980 uma conturbada turnê, que extrapolou os limites da tecnologia da época.


" A ideia que cercou a curta turnê de The Wall, em 1980 " 

The Final Cut foi colocado para o mundo somente quatro anos depois de The Wall. Praticamente virou um hábito da banda lançar um álbum depois do outro em alguns anos. Nessa obra Roger Waters se aprofundou profissionalmente ainda mais, a notar que quase todas faixas são cantadas pelo músico, exceto por " Not Now John " que alterna os vocais com Gilmour. 

Para muitos é a peça mais controvérsia do Floyd, acreditavam que existia um racha no " elenco ", mas que não impediu de ser um bom compacto. The Final Cut traz alguns destaques, como a pesada e boa " Not Now John ". Anos depois, Roger Waters em uma entrevista disse que se arrependeu de alguma forma sobre o disco. As coisas não iam bem, de fato havia uma tensão muito forte entre a banda, até que Richard Wright nem participou. 

Resumindo : É o álbum mais fraco e de menos essência do Pink Floyd, além da capa que não traz nada de relevante, a não ser a contra - capa, que reforça tudo o que escrevi. " The Final Cut - Um réquiem para o sonho do pós-guerra por Roger Waters, tocado pelo Pink Floyd ". Soou mais um disco solo de Waters do que um verdadeiro álbum da banda.

essência estava perdida ? ou estava se perdendo ?.

No próximo post entraremos por mais alguns detalhes de mais dois discos da banda, no caso, os últimos, que marcaram mais um hiato no grupo, desentendimentos e o fim. 

Não percam !




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* 50 discos que você deve ouvir antes de morrer

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