domingo, 24 de novembro de 2013

Pink Floyd - O fim está próximo ( Parte 7 )


O Pink Floyd em meados dos anos 80 definitivamente já não era mais o mesmo. Após o final da turnê e de todo o progresso que The Wall proporcionou, Roger Waters deu um verdadeiro tapa na cara de seus fãs, demitiu o lendário tecladista Richard Wright depois de vários desentendimentos. E se não bastasse, em 1985 o músico anunciou sua saída : " Um força criativa desgastada, esse é o Pink Floyd ". 

E a novela não parou por ai. A justiça teve que entrar no meio para decidir com quem ficava a marca : Waters ou Gilmour/Mason ?. No final das contas ambos tiveram um acordo não muito divulgado.

No último post de nossa série sobre o Pink Floyd, vimos um pouco sobre o aclamado The Wall de 1980 e o controvérsio The Final Cut de 1983. Nesse post, confiram os últimos discos do Floyd, Momentary Lapse of Reason de 1987 e The Division Bell, lançado em 1994.

Vejam aqui os posts anteriores.

Mesmo com a saída do importantíssimo Roger Waters ; David Gilmour e Nick Mason continuaram com a banda. Assim foi lançado Momentary Lapse of Reason, com a liderança de Gilmour sobre as composições. E de primeira, o guitarrista não perdeu tempo e chamou Richard Wright para participar, assim como o músico Anthony Moore, que se tornou o seu novo parceiro de composições. 

O álbum foi gravado num barco - estúdio ( Astoria ) do músico e foi muito mal recebido pela critica. Tanto Gilmour quanto Waters estavam meio que embarcando em seus projetos solos, que não trouxeram muitos frutos para os dois, pelo menos na época. Todos queriam ver o Pink Floyd em ação, e estava muito cedo para uma concreta dissolução. Sem esquecer também que enquanto isso os músicos trocavam farpas através da mídia, que adorava esse tipo de situação.

Enquanto ao disco, está muito longe do que David Gilmour já apresentou, mas ainda sim traz alguns belos momentos com a boa " Learning To Fly ". Momentary Lapse Of Reason foi muito difícil para a cabeça do guitarrista, assim como The Final Cut foi para Roger Waters. O Pink Floyd não deveria continuar, pois a banda em si se completa, e a essa atura, nada estava se completando.

Ainda que sim pouco reconhecido e almejado, o álbum ganhou uma turnê que trouxe muito mais prestígio que o trabalho anterior. O Floyd sempre foi inesquecível ao vivo, independente com sua formação original, ou não. 


" Richard Wright, David Gilmour e Nick Mason em 1994

The Division Bell deu o ar das graças no maior hiato que o Pink Floyd fez, apenas sete anos depois de Momentary Lapse of Reason, o penúltimo álbum. Novamente contava com a liderança de Gilmour, a participação de Nick Mason e algumas novidades, como a volta de Richard Wright e a pequena cena da mulher de David Gilmour colaborando com as canções. 

The Division Bell trouxe um Pink Floyd totalmente revigorado e competente. Aparentemente os anos que se passaram fizeram muito bem. Tocando em questões sobre o mundo e as pessoas de uma maneira geral, The Division Bell é um compacto excelente, que um ano depois colocou no mundo um dos belos discos ao vivos, Pulse de 1995.

As faixas que se destacam são a bela performance de " Morooned ", a boa " Poles Apart " e a minha preferida, clássica " Take It Back ". Apesar de receber a carta preta de Roger Waters e principalmente da imprensa musical, a mais nova fase de David Gilmour que ainda perdura por anos e anos, provou que ainda tem muita lenha para queimar.

-------------------------------------------------

Então é isso, estamos chegando a reta final de nossa querida série, mais dois posts e acabou. Mas o melhor ainda está por vir, no próximo texto tiraremos nossa conclusão final do destino de uma das maiores bandas de Rock da história.

Um abraço e até !

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário e sua opinião, pois é muito importante para nós. E lembrando que todos comentários serão analisados e respondidos.

Obrigado pelo comentário e Volte sempre.

Todos artigos são publicados por Guilherme M, exceto onde os autores são citados