terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Banda dos sonhos

Banda dos sonhos é uma das brincadeiras mais legais entre blogs de música, especialmente para os de Rock. Normalmente o pessoal que participa seleciona seus músicos preferidos ou não, cada um respectivo ao seu instrumento, e postam na web. Esse não é diferente, convido todos a deixarem sua banda dos sonhos nos comentários e quando terminar postarei todas as formações do pessoal que enviou.

Então está valendo, chame o papai, a mamãe e vem com o tio. Mas antes de enviar a sua, gostaria muito de ver essa formação que só tem cara fera, apesar de sentir uma dor no coração por deixar tanto talento de fora.

Vocal : Joey Ramone ( Ramones )



Guitarra : Eddie Van Halen ( Van Halen )


Guitarra Base ( Opcional ) : Malcolm Young


Baixo : Geezer Butler ( Black Sabbath )


Bateria : John Bonham ( Led Zeppelin )


Teclado/ Piano ( Opcional ) : Rick Wakeman ( Yes )



Essa formação é muito contraditória, pois ninguém ao certo combina. Geezer Butler não aguentaria ouvir Rick Wakeman tocando seus solos longos, pórem, daria uma bela cozinha com John Bonham. Também seria interessante ver como Malcom Young faria a base de Eddie Van Halen, que o mesmo não entraria no ritmo do Joey Ramone. Ta certo que eu fiz de propósito, poderia muito bem escolher Blues com Blues, Heavy Metal com Heavy Metal, mas eu pagaria muito para ver esses caras em processo criativo. Seria uma banda que não teria um identidade ? Já pensou ?

Que solte os dados...


O prazo é de 15 dias

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Shows Inesquecíveis : Rolling Stones ( Altamont - 1969 )


Em 1969 o Stones já havia gritado para o mundo. Lançaram um de seus grandes álbuns, Let It Bleed,  e estavam organizando um festival para o final do ano.  Um ano antes eles haviam lançado o meu álbum preferido, * " Beggars Banquet " que trazia a última jogada de Brian Jones.

Então da para medir no que o grupo se metia, em drogas, mulheres e no auge em que eles se encontravam. O disco foi lançado e o festival que seria o Concerto de Altamont estava prestes a começar. Nomes como Santana, Jefferson Airplane e  Crosby, Stills, Nash e Young iriam dividir os palcos com o Stones durante aquela noite de 6 de Dezembro.

O concerto marcou 300.000 mil pessoas e também foi palco de mortes e roubos. O Grateful Dead foi escalado para subir , mas recusou a oferta pelos enormes problemas que o local cercava, dentre deles a violência. Apostando no sucesso do Rock N Roll Circus do ano passado, que também trazia outras grandes estrelas, a expectativa para Altamont por parte da banda era grande. Muitos palpitavam em um novo Woodstock.

" Um dos membros dos Hells Angels "

Todos os shows foram empolgantes, mas nada que se compara ao dos caras. A banda faz um desfile de clássicos, começando com " Jumpin Jack Flash " e " Sympathy For The Devil ", esta última virou palco de baderna. O grupo havia contratado os Hells Angels para fazer a segurança no show, mas não sabia no que haviam se metido. A verdade é que os Hells Angels era homens mal preparados e acabaram se metendo em morte. A apresentação estava maravilhosa e o público estava agitado, a confusão começou a rolar em frente ao palco, os membros do Hell Angels debatem e dizem que agiram em plena defesa, mas não impediu de algum cidadão morrer a facadas. Ao certo não sabemos, mas nem mesmo Mick Jagger parando a música para acalmar deu certo. Foi uma aprensentação quente e ao mesmo tempo triste.

Logo em seguida veneremos a ótima " Under My Thumb " e a primeira vez de " Brown Sugar " ao vivo. Tempo depois vem " Gimme Shelter " do recém - lançado  Let It Bleed  e o hino " Satisfaction ". Mick Jagger e Keith Richards estavam mais entrosados do que nunca, o vocalista passou grande parte da aprensentação vestido com as cores do Estados Unidos, incluindo o chapéu. O substituto e guitarrista Mick Taylor também se saiu muito bem ao lado de Richards durante o expetáculo. O show termina nos braços da maravilhosa " Street Fighting Man ", uma das canções mais emblemáticas da banda.


" Foto da confusão que envolveu morte "

Não é dificil você achar o show na integra, eu consegui acompanhar através de uma lista de reprodução que está no final do post. Já tinha ouvido por ai sobre esse show, mas só agora que fui ver direito. A mobilização foi grande e os integrantes ficaram muito abalados. Logo depois os Stones ficaram um ano sem gravar e só voltaram em 1971, continuando a era de ouro com Sticky Fingers e só terminando em 72 com Exile On Main St. 

Em 1970 foi feito um documentário sobre o evento. Se chama Gimme Shelter e traz na direção Albert Maysles e David Maysles. Mostra os bastidores e tudo o que aconteceu naquela noite de 6 de Dezembro de 1969.

Mas enfim, podemos notar uma ótima banda através de seus shows. No estúdio é fácil consertar aquela nota, mas em um show a história é outra. O grupo estava compartilhando um momento único em suas carreiras, um momento inesquecível para a história do Rock e sem dúvidas para aqueles que estavam naquele dia triste.



* 50 discos que você deve ouvir antes de morrer

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Obs :

Com a mudança de templante os nossos quadros estão no fundo do blog. Vejam.

Aproveitando o barco gostaria que visitassem o blog TEIA. Um site divulgador que vem ajudando o Destroyer ao um bom tempo.


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Quando uma banda ganha o mundo


O ano era 1982 e o Rock Progressivo já havia ganho o mundo. O Asia tinha um pouco de tudo, Steve Howe  trabalhou com Yes, assim como o tecladista e vocalista Geoff Downes, o baterista Carl Palmer se aventurou pelo ELP ( Emerson, Laker e Palmer ) e o baixista John Wetton marcou sua presença com bastante grupos importantes, dentre eles o King Crimson e o Wishbone Ash. Uma coisa era verdade, todos carregavam em si uma enorme quantidade de experiência.

Hoje escreverei o primeiro álbum da banda, homônimo, que ganhou o mundo na década de 80, mostrando e inovando um novo tipo de som. Não trazia um PROG no ritmo do Yes e o Genesis de Peter Gabriel, mas sim  no estilo do Phil Collins, fazendo um progressivo clássico, ao mesmo tempo mais comercial.  

O clássico começa com a minha preferida " Heart Of Moment " e é digno de uma abertura. Sobre o riff de Steve Howe com a voz envolvente de Geoff Downes, eles chegaram, para mostrar o belo trabalho que fizeram. Em seguida vem a excelente " Only Time Will Tell " que ficou lado a lado ao clássico " Heat Of Moment " no topo das paradas. Após o começo arrasador a banda continua suas regalisas nas últimas faixas do lado 1 com " Sole Survivor " e " One Step Closer ".

No segundo lado começa com a elegante e pesada " Wildest Dreams " que seu riff inicial chega a lembrar um pouco " Boys Don´t Cry " do Cure. A seguinte já é uma balada, " Without You " é  muito boa, mas não empolga tanto quanto as outras. " Cutting Fine " encerra junto com a maravilhosa " Here Comes The Felling ", esta última não tem como esqueçer o teclado marcante que paira sobre ela. 

O Asia nunca mudou sua fórmula. Apresentou outros grandes discos tempos depois, como Alpha, mas para mim nenhum chega a marcar como foi o seu primeiro. No mesmo ano em que Alpha foi lançado John Wetton largou a banda, voltou em 85, mas Steve Howe pulou do barco. O Asia sempre teve uma formação não provisória, também creditada por era.

As origens do grupo voltaram e hoje se apresentam com os membros de sua formação clássica. Na última vez que vieram para o Brasil foi no ano passado, sendo que passaram também em 2007. Se voltarem novamente vai ser um presente ver um show dessa raridade, relembrando seu som único e sensacional.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Bruce Springsteen lança seu novo single


O músico Bruce Springsteen liberou seu mais novo single : " We Take Care Of Our Own " que fará parte do álbum Wrecking Ball, lançado em Março. Springsteen passará novamente por um disco experimental e estou na expectativa. O single é uma ótima música, com toques marcantes de teclados junto com sua voz inconfundível

Vamos ver se vai resgatar algumas de suas obras - primas, como Born To Run de 1975 e Born In The Usa de 1984 ( que de patriotismo não tem nada ). A turnê de apresentação começa na Europa para depois dar as caras aqui na América. 

Muito bom

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Muito além de um clássico




Você ao menos já deve ter escutado “ Eye Of The Tiger “ do Survivor, mas não está se lembrando devido ao seu nome, agora ouça novamente, porque até cantará seu ritmo. Hoje conheceremos três bandas que são marcadas por uma música só, e no meio disso tentaremos mostrar um pouco mais delas.

A faixa  “ Eye Of The Tiger “ é da banda Survivor, conhecidos como a banda de uma música só. Foi nesse termo que o grupo viveu sua trajetória. O clássico ganhou fama através do filme Rocky Balboa 3, a sim, agora você lembrou : Aquele famoso hino das lutas mundiais. Se for ver uma luta, independente aonde seja, você terá 90 % de chances de ouvi – la.

O Survivor foi formado em 1978 e seu disco homônimo não foi um estouro. Ficou bem mais acima do que a 100 posição da billboard, mas a banda agradou alguns desavisados fascinados pelo Hard Rock.  A transição dos anos 70 para o 80 em questão do gênero é percebida, a banda passa pelo o som mais direto, mas ao mesmo tempo apostando em algo mais comercial. Nada de superproduções como o Kiss e entre outras bandas gostavam.

O primeiro disco não tinha sido uma abertura digna. O próximo, chamado de  Premonition trazia já um som mais refinado do que o primeiro e de longe é o melhor disco de toda sua carreira.  A surpresa chega com com “ Eye Of The Tiger “ , que com o empurrão de Rocky chega as paradas. E mesmo com o sucesso repentino na década de 80, caíram em um esquecimento profundo, mas não é para tanto, é inegável que o clássico é muito legal e a banda merece ter sua atenção. Se gosta daquele Hard Rock açucarado, essa é sua praia.


Agora falo de mais uma ótima banda, que prefiro em relação ao Survivor. O Europe querendo ou não, tem que estar nesse post. Todos sabem como é “ Final Countdown “, todos cantam seu refrão, o teclado marcante, enfim, grudou na sua cabeça por muito tempo. Ta certo que eles venderam milhões e milhões de discos mas a maioria só fica pelo hino mesmo. Além do álbum conter mais algumas ótimas músicas como " Rock Night " e " Love Chaser ", apresenta algumas outras excelentes canções espalhadas por sua discografia, que consta em oitos álbuns. 

Eles nunca mudaram sua fórmula. No começo a banda sempre teve algo do Dio, mas perderam de vez quando puseram no mundo a balada " Carrie ". Depois de Final Countdown, tiveram uma recepção muito boa, passando alguns bons momentos com Out Of This World. 

O Europe nunca foi uma banda que você olha e diz : " Maravilha ". Que os fãs me desculpem mas é minha opinião. E podem ficar tranquilos que essa minha visão não tira o disco The Final Countdown como um eterno clássico do Hard Rock. 

Mudando de década, vamos para os anos 60, onde o Rock vinha se consolidando com gênios como os Beatles, Jeff Beck, Jimi Hendrix, Free, The Who, enfim, a lista é grande então vamos pular. É certo que " Born To Be Wild " foi uma das maravilhas decisivas naquela época. 

O Steppenwolf foi quem fez a proeza de po - la no mundo. Virou o tema daquela época, e o lema era mais ou menos assim : " Vamos pegar nossas coisas e deixar o mundo nos conhecer ". É uma filosofia de vida, muito praticada nos dias de hoje. Quem não quer acordar tarde na segunda - feira e dormir como o dia não tivesse fim ? " Born To Be Wild " virou tema do filme Sem Destino de 1969 e todos pediam o clássico, o mundo pedia.

A banda teve seu momento de muita fama mas hoje poucas pessoas conheçem um terço de sua discografia. Eu não conheço sua discografia inteira, mas ouvi uma enorme variedade de excelentes faixas e álbuns, fazendo um bom tempo. Uma delas, que também é uma das mais famosas do grupo é a loucura de " Magic Carpet Rider ". É linda do segundo trabalho chamado The Second, um disco fantástico do mesmo calão do primeiro.

O Steppenwolf é uma pérola e para mim foi um dos momentos que mais aguardava nesse post, falar da banda que com seu piscodelismo ( moda nos anos 60, tendo grandes expoentes como Jefferson Airplane, 13th Floor Elevators e até mesmo os Beatles ) conquistou o mundo em uma época crucial para a história do gênero e sem dúvidas para a música.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Van Halen - A Different Kind Of Truth


O Van Halen anunciou em meados de 2011 que lançaria um novo álbum, trazendo novamente o vocalista David Lee Roth. Seu último trabalho foi 1984, um dos meus discos preferidos, tendo uma importância muito grande para história. Mas antes de lançarem A Different Kind Of Truth a banda fez Van Halen III, o único compacto que não trazia Lee Roth e Sammy Hagar nos microfones, e sim o músico Gery Cherone. 

É bom rever o Halen lançando novamente, apesar do baixista Michael Anthony não estar na história para fazer a formação clássica, Wolfgang, filho de Eddie se mostrou competente. O álbum começa com o single anunciando semanas antes do lançamento, " Tattoo ". A música reluz bem o disco ao todo, esta longe de ser uma obra - prima, mas tem o que o grupo sempre teve, charme, empolgação e aquele bom e velho Rock N Roll.

O barco toca e as faixas seguintes lembram muito a banda em seu ínicio. Os solos de Eddie misturados com os refrões de Lee Roth, sobre o peso da bateria do grande Alex Van Halen. Também me chamou muita atenção foi " Blood E Fire ", instrumental tocada por Eddie. Que bom que ele não esqueçeu de deixar sua parte, não é nada perto de " Eruption " e " Spanish Fly " e sim uma música praticamente só de riffs, típicos do Hard Rock. Sensacional.

E assim vai se alastrando Different Kind Of Truth, como o Van Halen sempre gostou.  É muito bom e recomendo sem dúvidas. Foi tudo o que a banda andou cultivando nos últimos anos, mas antes de ouvir o novo deles, sinta quando eu senti quando ouvi esse clássico abaixo.



Todos artigos são publicados por Guilherme M, exceto onde os autores são citados